Marcelo Grisa
Estagiário de Jornalismo
A ousadia da montadora japonesa Nissan no mercado publicitário brasileiro deve tomar outros rumos. É o que afirmou o vice-presidente de operações da empresa no Brasil, Márcio Oliveira, ao site da revista Exame. “Não vou mais bater em concorrenteâ€, disse.
Ao chegar ao Brasil, a Nissan escalou a Lew’LaraTBWA para fazer vÃdeos com uma comparação direta entre as marcas, expondo o que seriam os pontos fracos da concorrência. O objetivo – crescimento rápido e expressivo no mercado brasileiro, frente a montadoras tradicionais – foi atingido, segundo Márcio. Depois de seis filmes tirados de circulação pelo Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e até mesmo uma ação criminal, foi registrada uma expansão de 56% da marca no território nacional.
O publicitário Robert Thieme, da Agexcom/Unisinos, questiona a mudança de rumo da campanha: “Será que isso ocorreu por que estão mesmo vendendo mais, ou o retorno do público não está sendo positivo?â€. Robert lembra que o público brasileiro não tem o costume de aprovar empresas que se utilizam da publicidade para atacar seus concorrentes.
Para o publicitário, vale a pena comparar a estratégia adotada pela Nissan com a utilizada pela Hyundai, que chegou ao Brasil na mesma época que a montadora japonesa. Os coreanos resolveram usar o método comparativo para mostrar como seus carros possuem caracterÃsticas positivas em relação aos concorrentes diretos, a fim de conceder luz própria ao produto. “A Hyundai continua com essa estratégiaâ€, explica. “Por isso não tenho certeza quanto à efetividade real das campanhas (da Nissan).â€
9 de Maio de 2011 às 6:13 pm

