Maria Maurente
Estagiária de Jornalismo
- Não é preciso ter diploma para ser jornalista.
- Mentira.
- Sério.
- Quer dizer que se eu quiser posso fazer faculdade de Nutrição e depois ir trabalhar como jornalista?
- E nem precisa ser na editoria de Saúde…
- Capaaaz?
- haaa, 1º de abriiiil!
O dia da mentira é uma coisa muito divertida, principalmente quando alguém cai nas mentirinhas que se conta. Daí, o dia dos bobos. Sempre tem quem acredite. Mas tem coisa que parece mentira e não é.
Desde 2001, quando a juíza substituta Carla Rister concedeu liminar suspendendo a obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo, que a discussão em torno da questão se arrasta. Mas agora finalmente será decidida. Quando? 1º de abril.
Alguns colegas acharam que era piada, outros acharam no mínimo curioso.
Mas é isso ai. A hora da verdade para os jornalistas, no dia da mentira e dos bobos.
Nesta quarta-feira, a decisão que será determinante para o futuro da profissão será tomada no Supremo Tribunal Federal, em última instância.
Os argumentos contrários à obrigatoriedade defendem que a universidade não é a única capaz de dar a formação suficiente para que o sujeito dê informações por aí. Dizem também que embora se exija de um médico que ele tenha diploma para nos operar, não exigimos de alguém que fez um texto que essa pessoa tenha um diploma para que possamos ler. E isso está certo? Claro que sim.
O argumento de que o diploma é o único capaz de garantir profissionais que apresentem informação de qualidade é fraco. Fraquíssimo. Mas e quanto aos profissionais do jornalismo? Aos estudantes de jornalismo? É uma questão de respeito e valorização da profissão, de assegurar os direitos daqueles que batalham (sim, o clichezão, ba-ta-lham) por uma formação.
Pouco resta a debater. A decisão sai amanhã e não está mais em nossas mãos. Por ora, apresento o argumento da minha amiga Kati, que ponderando que mesmo que o diploma não seja mais obrigatório ainda será um diferencial no mercado, sabiamente mencionou o seguinte: “Eu não estou preocupada com o meu cargo, mas e quem será meu chefe?”. Pois é, Kati. Nesse caso, quem sabe alguém formado em Nutrição, ou Administração, Direito…
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31 de Março de 2009 às 6:52 pm
Galera, pensemos: Como a situação está hoje? Desregulamentada, certo? E acreditam que as coisas serão diferentes do que é hoje?
Mesmo sendo desregulamentado, empresas de comunicação SÓ contratam jornalistas formados! Isso é FATO! vide a Folha, redação do Terra, dentre outros.
Você realmente acredita que uma empresa contrataria um jacó pra ser editor-chefe, ou algum cargo importante? Vamos ser coerentes, por favor!
Ontem eu li um argumento muito justo do jornalista Engel Paschoal contra a obrigatoriedade do diploma. Eis ele:
“Não sou a favor da obrigatoriedade de diploma de jornalista. Acredito que o fim dessa obrigatoriedade vai fazer com que sobrevivam as melhores faculdades de Jornalismo, porque elas terão que se aperfeiçoar ainda mais já que acaba a reserva de mercado. O que deveria, sim, ser obrigatório, é o reconhecimento do curso como superior e o conhecimento de uma língua estrangeira.”
que moleza é esta moça?
Bota a mufa pra funcionar! A lei de imprensa caiu…..