Andrei Andrade
Estagiário de Jornalismo
Dezembro. Dos dias derradeiros de 2009 e do espírito de Natal. Gosto do Natal. Gosto na mesma medida em que não me filio às comemorações de ano novo. Apenas de corpo presente.
Como tudo na vida, o que penso destas duas datas está ligado às lembranças que elas ativam. E das lembranças surgem um conceito, obviamente pessoal. Este de que o Natal é alegria, ano novo é melancolia. Talvez o que falte ao ano novo seja apenas uma boa jogada de marketing.
A virada de ano carrega consigo a inexorabilidade do tempo, este inimigo. E debruçar-se no pensamento sobre o tempo que voa – caso do 31 de dezembro – não é tão confortável quanto lembrar o tempo que passou, para acariciar as boas lembranças. Como se faz numa corriqueira tarde ou noite de quinta-feira, por exemplo.
Que me perdoem os seguidores do lema “ano novo, vida nova”, mas isto pra mim nunca existiu. Nada de bom ou ruim aconteceu, ou deixou de acontecer, porque um ano se foi e o outro chegou. Já sei o que quero de 2010, mas por que deveria saudar a sua chegada como um grande acontecimento? Sempre imaginei que ele chegaria.
Embora não seja um entusiasta dos amigos-secretos, da ceia familiar, dos gastos com presentes ou do nascimento de Jesus, reconheço que o Natal tem algo. Pode ser a alegria das pessoas que se entusiasmam com tudo isto e que assim me contagiam. Dezembro é o mês das pessoas felizes, ou menos tristes.
O último dia do ano tem sempre cara de domingo, pois não sai da minha cabeça que o ano que vem será uma grande segunda-feira. Já o mês de dezembro tem mais cara de sábado. E o Natal, este sim, é a noite de festa.
“O último dia do ano tem sempre cara de domingo, pois não sai da minha cabeça que o ano que vem será uma grande segunda-feira.” (ótimo)
Muito bom o texto, parabéns!
Também prefiro o Natal…
Parabéns, Andrei. Adorei os teus textos. Até daqueles que abordaram o futebol… hehehe!
Abraço
Eu gosto de viver como se todos os dias fossem Natal, onde a fraternidade está mais em voga no coração das pessoas.
“O último dia do ano tem sempre cara de domingo, pois não sai da minha cabeça que o ano que vem será uma grande segunda-feira.” (óóótimo)