Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
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Abertos os trabalhos

Com o toque da sineta, às 19h45, foi oficialmente aberta a 54ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Autoridades prestigiaram a abertura

Autoridades prestigiaram a abertura

Letícia Chiochetta e Maria Maurente
Estagiárias de JornalismoApesar do atraso de meia hora para o início da cerimônia, o público que lotava o Teatro Sancho Pança do Cais do Porto desde as 18h desta sexta-feira, 31, não desanimou. As atrações que fizeram parte do ritual de abertura da Feira do Livro foram prestigiadas e aplaudidas até o final.

Abrindo as falas das autoridades, João Carneiro, presidente da Câmara do Livro de Porto Alegre, emocionou-se agradecendo a todos aqueles que colaboraram com a realização do evento. Principalmente aos que, em suas palavras, “carregam o piano”.

Em um momento polêmico da cerimônia, Antonio Hohlfeldt, patrono da 53ª Feira, antes de passar o cargo para Charles Kiefer, protestou quanto aos escândalos envolvendo a cultura no Estado, que levaram a Feira às páginas policias. “A nossa feira não precisa de esmolas, precisa de apoio e reconhecimento”, reclamou, alegando que o município e o Estado não fornecem o auxílio necessário.

O novo patrono

Fazendo uso da palavra, Charles Kiefer, o patrono escolhido para esta edição, contou um pouco de sua história com a literatura, que teve início em uma pequena feira de livros em Três de Maio, sua cidade natal. “Aquela feira mudou minha vida, passei a sonhar com um lugar em que as pessoas amassem os livros como eu amava”.

Charles Kiefer, o novo patrono

Charles Kiefer, o novo patrono

O patrono destacou a importância que a Feira do Livro de Porto Alegre teve em sua vida. Foi inclusive o local onde conheceu sua atual esposa. Kiefer definiu eventos como a Feira como “locais de celebração da alegria do conhecimento”.

Presença ilustre

Pernambuco é o estado homenageado desta edição da Feira do Livro. Representando o governador Eduardo Campos, Ariano Suassuna, importante figura da literatura nacional e Secretário de Cultura pernambucano, foi aplaudido de pé em sua chegada por público e autoridades.

Com imenso carisma, Suassuna arrancou risadas da platéia explicando porque não gosta de ser chamado de secretário. “Quando eu era criança, em minha terra natal, tinha um jumento, que vagava sozinho por aí. O nome dele era Secretário”.

Através do escritor, o Rio Grande do Sul foi convidado para ser o Estado homenageado da Bienal do Livro de Recife em 2009. O convite foi recebido pela governadora Yeda Crusius, que garantiu a presença frisando a parceria cultural entre os dois Estados.

Aryano Suassuna conquistou o público

Ariano Suassuna conquistou o público

Cerimônia multicultural

O artista Giba Giba, grande nome da música afro-brasileira, executou, juntamente com seu grupo e a participação do cantor Gelson Oliveira, os hinos nacional e riograndense. Fernanda Souza foi a responsável por interpretar o hino pernambucano, em companhia de um grupo vestido a caráter com motivos do Estado.

A decoração florida e o clima de primavera ajudaram a dar ao evento uma atmosfera descontraída, que permaneceu até o encerramento da cerimônia com o já tradicional toque da sineta, pelo Xerife da Feira do Livro, Júlio La Porta.

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31 de outubro de 2008 às 9:47 pm

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