QUINTA, 11 de MARÇO de 2010
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Adeus ano velho. Feliz promessas novas

Gabriela Schuch
Estagiária de Jornalismo

Promessas de final de ano têm um mecanismo parecido com o de “dietas de segunda-feira”. Que atire a primeira pedra quem nunca se rendeu ao paradigma do “não vai dar certo” e acabou jurando para si que faria tudo (ou boa parte) do que ficou para ser feito no ano que findou.

Ainda que, ironicamente, por uma questão de crença acabe não acreditando em superstições e promessas de final de ano, confesso que creio de verdade em quem as faz. Sabe por quê? Pois, ainda que a desmotivação venha logo, sempre sobra aquele fio de esperança que nos diz que o próximo ano será melhor.

O ser humano é feito de estímulos. E o reveillon nada mais é que um empurrãozinho para reiniciar um processo que é cíclico.

Refletimos e chegamos à conclusão de que para resultados melhores, é preciso que sejamos pessoas melhores. Pensamos sobre isso e arquitetamos planos de melhoria. Mentalmente construímos uma lista que pode se tornar uma teia de confusão.

De quantas promessas feitas, você, 365 dias após o dia 31 de dezembro de 2008, lembra? Das que lembra, quantas foram atingidas e quantas você realmente lutou para conseguir êxito?

Pelo menos para mim, a conversa era sempre a mesma. Emagrecer, passar de ano, arrumar um novo amor, conseguir comprar isso, aquilo ou aquele outro. Quando chegava março já não lembrava que havia feito algumas das promessas. Principalmente aquelas que exigiam de mim uma reflexão ou mudança.

Deixei pelo caminho muitas das minhas promessas por exigirem que eu me esforçasse para torná-las reais. Até que decidi prometer menos e me comprometer mais.

Na ideia fixa de alcançar tudo e todos, acabamos esquecendo de raciocinar o que realmente será possível de atingir. Para sermos felizes é preciso mais do que promessas de final de ano. É preciso rumo, direção. E muitas pessoas estão em falta com seu interior.

A promessa de final de ano deve ser, antes de qualquer outra coisa, uma reflexão de vida. Deve começar no nosso interior. E para isso, não é preciso ter crenças ou ler livros de auto-ajuda. Basta consciência.

Dia 5 de janeiro de 2010



  • Ana Paula Figueiredo disse:
    8 de janeiro de 2010 às 2:11 pm

    Parabéns Gabriela!
    Ótimo texto! Realmente, talvez seja melhor fazer menos promessas e nos comprometer mais com aquilo que realmente desejamos. Abraço!

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