Camila Vargas
Estagiária de Jornalismo
Localizados em uma das zonas nobres de São Paulo, o Bairro Morumbi, os estúdios da Rede Bandeirantes são rodeados de grandes mansões que podem ocupar uma quadra. O prédio da emissora, com suas grandes antenas, não combina com o luxo dos arredores. Dentro de uma estrutura simples, os estudantes tiveram que esperar durante três horas para começar o programa CQC.
A experiência dos alunos da Unisinos, integrantes da Viagem de Estudos de Comunicação (Viecom), começou em frente à Bandeirantes. Para o tempo passar mais depressa, foram distribuídos sanduíches, refrigerantes, chocolates e bolo. Bem alimentados, a espera do lado de fora dos estúdios ficou mais agradável, principalmente para ajudar a espantar o friozinho que fazia na capital paulista.
O programa começou às 22h15min. Meia hora antes, porém, o grupo foi autorizado a ocupar seus lugares na platéia. Acompanhando o restante da infra-estrutura, as acomodações do local também são simples. Feito de madeira e coberto com tímidos estofados, o auditório em forma de meia lua acomoda cerca de 100 pessoas.
A antecipação aconteceu para que fossem transmitidas as instruções aos participantes, como não levantar os braços, não abanar para a câmera e não levantar durante a entrada ao vivo. Um dos motivos da imobilidade era uma câmera levada pela grua que permeia a cabeça das pessoas. Outra instrução importante da produção foi bater palmas, muitas palmas. “Precisamos de muita energia”, repetia, exaustivamente, o produtor.
As estrelas do programa entram no estúdio 15 minutos antes da entrada ao vivo, para colocar os microfones e acertar todos os detalhes do áudio. Enquanto isso, a interatividade com a platéia ocorre direto. Com muitas piadas, dancinhas, caretas das mais variadas e, claro, a clássica acusação de que gaúcho é gay não poderia faltar. “Encontro da parada Gay aqui hoje”, disse Marcelo Tass.
Pronto! Depois de todos os ensaios, é a hora do show. Sem sair dos formatos do CQC, o programa dessa segunda-feira, 3, começou mostrando produções gravadas fora do estúdio com os personagens do grupo. Para quem estava na platéia, além do grande tela que tem no cenário que fica atrás dos apresentadores, dois pequenos monitores também exibiam as gravações. Durante essas passagens, os três ilustres assistiam o material e faziam comentários entre eles.
Quando voltavam com as entradas ao vivo, se posicionavam em direção às câmeras que estavam localizadas em cada extremidade da bancada. Dois homens seguravam as máquinas e ao entrar o material gravado as direcionavam para o alto. Enquanto passava os vídeos, toda a produção sentava na beira no cenário e assistiam por um monitor.
Entre a platéia estavam descobridores do programa e fãs para satisfazer a todos. Depois do programa, na parte externa do estúdio, os repórteres Warley Santana, Rafael Cortez e os apresentadores Marco Luque, Marcelo Tass, Rafinha Bastos tiraram fotos e distribuíram beijos e simpatia.
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4 de Novembro de 2008 às 6:15 pm


Li tarde essa matéria. Pelo menos o pessoal do CQC é diferente do Jô, que parece ter um TOC com os espectadores. Mal chega perto. Deve ter medo de pegar doença.