Lucas Barroso
Estudante de Jornalismo
Há séculos, existiam os mecenas, pessoas da alta sociedade que investiam pequenas fortunas para promover artistas. Hoje, a Internet apresenta para o mundo os novos mecenas. Pessoas que patrocinam o artista por amor à arte de quem a produz. Na música, pelo menos, o cenário já se mostra esse. O próprio público consumidor faz questão de divulgar o artista. Hoje, e cada vez mais será assim, quem entra nessa de produzir arte por dinheiro acaba se afundando. Pois a arte que circula pela Internet não tem vínculos, perde-se da mão de seu dono, cria vida e luz própria. E o artista fica com as mãos abanando. Porém, a obra não morre. E o retorno não é mais financeiro e, sim, de reconhecimento. Moeda, ainda, desvalorizada no mercado. Mas muito valiosa.
Na música, os artistas recebem chances de tocar em diversos lugares exatamente por essa troca, por esse mundo à parte que é a Internet. Na Literatura, existe a facilidade de exibir escritos para possível público e alcançar a finalidade de todo o escritor, que é a de ser lido. Algo impensado em outros tempos.
Então, o público é o escriba, o ladrão e o mecenas, ao mesmo tempo. Há o lado bom e ruim nessa quebra de fronteiras, nessa proximidade artista e público. Quem quer e necessita produzir arte e consumi-la terá que se virar. Buscar, garimpar. Além, de deixar de pensar no dinheiro, apenas. Olhar para frente e seguir, sem receios. Viver pela arte, romanticamente. Já quem busca a vida fácil e o retorno financeiro, decerto que ficará no caminho. Só os artistas, de fato, sobreviverão a esse nosso tempo de facilidades virtuais.
Que o Bush é um filho da puta, isso todos sabem. Que o Obama representa, pelo menos, a esperança de um mundo melhor, também. Aliás, a Globo convenceu a todos nós, brasileiros e brasileiras. William Wack até abriu um largo sorriso. Agora, tem o McCain no caminho… E nós, tupiniquins, com isso? Nós, terceiro-mundistas devemos torcer para quem? Na esperança de Obama ou no medo que é manter a turma do Bush lá. Um destes dois representará a resistência diante da China. Afinal, os EUA ainda resistem à sombra do monstro ditatorial asiático. Mas até quando?
Obamimnha paz e amor, com sua nova política flexível, seria o homem correto? Ou, quem sabe, McCain com suas mãos de ferro e sua vontade de lutar? O ideal, para o mundo não só para o Brazil, seria a manutenção dos EUA no topo. indiferente de quem esteja no manche. McCain ou Obama. Mas está nítido que a economia da China, com seu regime de semi-escravidão, vai perseverar.
Pense num Brasil submisso à China. Óbvio que será muito pior. Portanto, seria de bom tom torcer por um EUA forte em todos os sentidos. Nem que seja para depois vê-los enfraquecer para outra nova superpotência não tão podre quando essa maniqueísta chinesa. Sejamos egoístas. Pelo menos, por enquanto…
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1 de Setembro de 2008 às 4:50 pm