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    Aproximar a coordenação dos alunos é a meta de Sérgio Trein

    Quarta-feira, Março 7th, 2012

    Paola Oliveira
    Estagiária de Jornalismo

    A reportagem a seguir é a quarta da série especial sobre os professores-coordenadores dos cursos de Comunicação Social da Unisinos que o Portal3 preparou para você. Depois de ser apresentado ao professor-conselheiro Everton Cardoso, ao professor-coordenador do Curso de Jornalismo, Edelberto Behs e à professora-coordenadora do Curso de Relações Públicas, Erica Hiwatashi, conheça, a seguir, o professor-coordenador do Curso de Publicidade e Propaganda, Sérgio Trein.

    “Sou colorado, por isso estou de vermelhoâ€, brinca Sérgio Trein ao chegar na Agexcom para ser entrevistado pela reportagem do Portal3. Apesar da aparência séria, a descontração é uma das principais características do professor-coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos. “Os alunos não acreditam, mas gosto de Rolling Stones, Iron Maiden e AC/DCâ€, revela.

    Nascido em Porto Alegre, Sérgio Roberto Trein, 50 anos, é publicitário, formado na PUCRS. O professor tem mestrado e doutorado também pela mesma universidade. No mestrado, estudou a retórica do então presidente da república Luís Inácio Lula da Silva; no doutorado, defendeu tese sobre a linguagem das placas informativas das obras oficiais da prefeitura de Porto Alegre. O professor, que tem seis coletâneas de artigos acadêmicos publicadas- duas delas em Portugal -, participa como coordenador de mesa em congressos da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).

    Desde dezembro de 2010 na função, ele conta que tenta aproximar a coordenação dos alunos: “Estudantes já me disseram que nunca tinham ido e que não sabiam onde era a sala da coordenaçãoâ€, relata. O Facebook, explica o professor, é uma ótima ferramenta para o diálogo com os alunos. “Hoje, após um ano da criação do grupo de Publicidade, já temos mais de 600 membros. Há postagens interessantes e uma constante troca de ideiasâ€.


    Trein diz que, como coordenador, precisa atender às demandas em várias frentes: â€Trabalho na tentativa de diminuir a evasão de estudantes, melhorar os índices de alunos – há aproximadamente 800 hoje no curso – e tirar dúvidasâ€. Além disso, auxilia na inserção de ex-alunos no mercado de trabalho, atende solicitações dos professores e supre as exigências da instituição e do mercado.

    Muito envolvido na área do marketing político, Trein trabalhou nas empresas Marca Propaganda, Nova Forma Agência de Propaganda, MPM, Centro de Propaganda, Duda Propaganda (do publicitário José Eduardo Cavalcanti de Mendonça) e Pública Comunicação e Marketing.

    Noivo de Thaís Helena Furtado, professora dos cursos de Jornalismo e Realização Audiovisual – e também coordenadora da Agexcom –, Trein não tem filhos, mas dois enteados. “Eu e a Thaís moramos juntos, só não somos casados no papelâ€, conta. O professor diz que adora praia, camarão e esportes: “Faço natação há anos e iniciei aulas de Stand Up Paddle, o Sup (espécie de surf praticado em pé com remos)â€. Além disso, gosta de filmes de humor: “Tenho uma lista com os dez melhores e piores filmes que já assistiâ€. Ele comenta que agora está assistindo a Mad Men, série da HBO sobre uma agência de publicidade da Madison Avenue, em Nova Iorque, nos anos 60.

    O professor Sérgio Trein está todos os dias na Unisinos, nos períodos tarde\noite, na sala 3A219, exceto nas quintas e sextas-feiras à noite, quando dá aulas na universidade. Para entrar em contato, basta ligar para o Atendimento Unisinos (3591-1122) e discar o ramal (1334), ou mandar e-mail para trein@unisinos.br.

    Seminário gratuito para jornalistas é oferecido na Itália

    Terça-feira, Março 6th, 2012

    Marcelo Grisa
    Estagiário de Jornalismo

    Até o dia 11 de março, estão abertas as inscrições para a primeira edição do Escola de Verão, realizado pela Legatum Institute, de 30 de julho a 5 de agosto. Além de jornalistas, a instituição selecionará administradores, economistas, educadores, políticos, cientistas e artistas com o objetivo de pensar de maneira criativa, tanto local quanto globalmente.

    Os selecionados passarão uma semana na Itália. A questão proposta a ser discutida e pensada em cada área de atuação é: “porquê as civilizações florescem – e falham?â€

    Para se inscrever, os interessados devem enviar uma declaração de interesse com até 500 palavras, além de currículo e duas cartas de recomendação. Para mais informações, visite a página da Escola de Verão (em inglês).

    Curso de Fotografia traz Ricardo Chaves na Aula Inaugural

    Segunda-feira, Março 5th, 2012

    Paola Oliveira
    Estagiária de Jornalismo

    O fotógrafo Ricardo Chaves, um dos expoentes da fotografia no Brasil, fará palestra na Aula Inaugural do curso de Fotografia da Unisinos nesta terça-feira, 6 de março. O evento, que tem início programado para às 20hs, será realizado no Auditório Central (Ãrea 1).

    Natural de Porto Alegre, Kadão, como é conhecido pelos colegas, completou, em 2011, 40 anos dedicados ao fotojornalismo. Trabalhou em algumas das revistas mais importantes do país, como Veja e Isto é, e foi um dos editores de fotografia da Agência Estado, ligada a’O Estado de São Paulo e ao Jornal da Tarde.

    Após 20 anos como editor de fotografia de Zero Hora, atualmente é responsável pela coluna Reflexo, que trata sobre fotografia, publicada mensalmente na contracapa do caderno Cultura, e edita a coluna Almanaque Gaúcho.

    Crédito foto: Dudu Contursi

    A professora-coordenadora do curso de Fotografia, Beatriz Sallet, enfatiza que é muito simbólico tê-lo como convidado da primeira Aula Inaugural de um curso específico sobre foto: “Ele tem toda uma vida dedicada à fotografia. A presença dele será muito significativaâ€.

    Este é o primeiro semestre da Graduação Tecnológica em Fotografia da Unisinos. O novo curso tem duração de três anos. Segundo Beatriz, 28 alunos já frequentam as aulas. Outros nove alunos, provenientes do extravestibular, estão em processo de matrícula.

    A professora ressalta que o currículo do novo curso tem o objetivo de capacitar pessoas a produzirem fotografias para uso em multiplataformas. Ela afirma que, nos dias de hoje, não basta o profissional ter apenas o conhecimento técnico: “O fotógrafo precisa saber vender seu material tambémâ€. Sobre a palestra de Ricardo Chaves, a professora é enfática: “Vai ser uma aula magna, com certezaâ€.

     

    PORTUGUÊS

    Segunda-feira, Março 5th, 2012

    Português: todos erram

    Paola Oliveira
    Estagiária de Jornalismo

    Todo novo meio de comunicação cria uma nova linguagem, uma maneira que as pessoas inventam para se expressar melhor de acordo com o tipo de mídia que estão usando. Com a internet não é diferente. Mais do que produzir uma nova forma de se comunicar, porém, a popularização das redes sociais deixa evidente a dificuldade do brasileiro com sua língua-mãe. Muitos dos usuários de sites de relacionamento como Facebook e Twitter têm ignorado as regras mais básicas do português correto, como ponto em final de frase e acento em palavras de uso diário.

    Imprescindíveis para jornalistas e estudantes da área, o uso correto da língua portuguesa e a clareza parecem se chocar com a pressa e o desleixo.

    Como devem agir os jornalistas e estudantes de Jornalismo nas redes sociais?

    O professor de Jornalismo da Unisinos Pedro Luiz Osório ressalta que a regra prevê que todo material jornalístico atenda à norma culta, independentemente do meio, mas faz ressalvas: “Para um público segmentado, que domina o jargão da área e a linguagem usada na internet, não creio que usar a referida linguagem seja problemáticoâ€. O professor, que também preside a Fundação Cultural Piratini, diz que todo jornalista deve se esforçar para que o compreendam bem. Para isso, o mais adequado seria usar a norma culta sempre que possível. “A obrigação primeira de qualquer jornalista é fazer-se entender. Tudo depende do público que estamos buscandoâ€, comenta. Ele opina que nas páginas pessoais, cada um deve decidir como acha melhor escrever.

    Para Cláudia Presser Sepé, professora de Português nos cursos de Comunicação da Unisinos, o estudante da área jamais deve descuidar da norma culta em um grupo profissional, como o grupo de Jornalismo da Unisinos no Facebook, por exemplo. “O registro formal também admite expressões mais informais como ‘legal’, ‘bacana’, até um ‘show de bola’, especialmente nesse contextoâ€, explica. “No entanto, erros ortográficos não podem ocorrer.â€

    A professora abre uma exceção para erros não intencionais, como erros de digitação devidos à pressa, comuns na internet, mas é enfática quanto ao dever da pessoa em função da profissão que escolheu: “A pessoa não pode se descolar do papel institucional que representa nos contextos em que o está assumindoâ€. Depois de escrever qualquer nota, não custa muito dar uma revisadinha.

    AGORA VAI!

    Segunda-feira, Março 5th, 2012

    Programa de treinamento da Folha de S. Paulo tem inscrições abertas

    Marcelo Grisa
    Estagiário de Jornalismo

    Oferecido duas vezes por ano, o Programa de Treinamento em Jornalismo Diário da Folha de S. Paulo do próximo semestre têm inscrições abertas até o dia 15 de março.

    O curso, realizado em tempo integral durante quatro meses, em São Paulo (SP), permite aos participantes conhecer toda a rotina de produção do jornal. O objetivo é capacitar jornalistas e estudantes de Jornalismo ao trabalho de redação.

    A seleção é dividida em diversas etapas, incluindo entrevistas na sede do jornal. Serão selecionados 12 participantes. A preferência do programa é por estudantes que estejam cursando os últimos semestres ou profissionais recém-formados – segundo a página do programa, candidatos que se encaixam nesse critério costumam aproveitar melhor o treinamento.

    Para ingressar no processo de seleção, basta se inscrever nesta página.

    “Quando o aluno tiver dúvidas, o coordenador pode ajudar”

    Quinta-feira, Março 1st, 2012

    Paola Oliveira
    Estagiária de Jornalismo

    A reportagem a seguir é a terceira da série especial sobre os professores-coordenadores dos cursos de Comunicação Social da Unisinos que o Portal3 preparou para você. Depois de ser apresentado ao professor-conselheiro Everton Cardoso e ao professor-coordenador do Curso de Jornalismo, Edelberto Behs, conheça, a seguir, a professora-coordenadora do Curso de Relações Públicas, Erica Hiwatashi.

    Erica Hiwatashi, 44 anos, é formada em Relações Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Além da graduação, possui especialização em Marketing e é mestre em Administração, ambos pela instituição federal gaúcha. Erica iniciou sua carreira profissional como assessora de relações públicas da Associação dos Funcionários Municipais de Porto Alegre e como assessora de comunicação na Unimed.

    Do Japão à TVE

    Natural de Porto Alegre, Erica fez um curso de extensão em uma universidade no sul do Japão entre 1994 e 1995. As universidades japonesas, conta a professora, são muito parecidas com as americanas, em que não é obrigatório assistir às aulas. Para ser aprovado, basta passar na prova que é aplicada no final do período.

    Ela conta que conseguiu conhecer o país de norte a sul: “Foi maravilhoso. Apesar de eu ter origem japonesa, o país era novo para mimâ€.

    Ao voltar do Japão, Erica fez mestrado e trabalhou como coordenadora da equipe de relações públicas da Prefeitura de Porto Alegre, na gestão de Raul Pont. “Não sou filiada ao partido, mas ganhei o cargo de comissão por conhecer pessoas e pela afinidade que tinha com a proposta desse governoâ€, explica.

    Depois trabalhou na TVE, ligada à Fundação Piratini, onde foi diretora de marketing cultural. “Ali, eu tive uma experiência em comunicação muito intensaâ€, revela. Erica conta que a equipe que foi constituída tinha o objetivo de discutir a TV pública no Rio Grande do Sul. “Queríamos pensar em um tipo de televisão que pudesse não ser vinculada à questão comercial, com inspiração na BBC (inglesa) e na NHK (japonesa), mas que ao mesmo tempo fosse diferente, um modelo brasileiroâ€.

    Da TVE à coordenação de curso

    Desde 2005 na coordenação do Curso de Relações Públicas da Unisinos, Erica explica que a principal função do coordenador é acompanhar o desenvolvimento acadêmico do aluno. Mas não é só isso. Como a universidade é privada, muitos alunos dependem de emprego para bancá-la: “O próprio coordenador tenta ver a possibilidade de estágios para que o aluno possa manter sua ambição de um dia ter o diploma no curso em que estáâ€, comenta a professora. Além da relação com os estudantes, o coordenador gerencia o curso em si: “Ele prepara um currículo compatível com o que o mercado está pedindo, faz adaptaçõesâ€.

    Um coordenador deve também fazer contato com os egressos: “O papel do coordenador não finaliza quando o aluno sai da universidadeâ€, diz Erica, explicando que ex-alunos continuam em contato com o mundo acadêmico. Segundo a professora, eles buscam bibliografias – porque não lembram mais do conteúdo estudado ou não entenderam direito – e indicações de emprego. â€Há uma forte procura também para saber como se faz para entrar no mestrado, porque eles só conhecem a instância da graduaçãoâ€.

    Por causa das redes sociais, Erica revela que acaba acompanhando também a vida pessoal dos alunos e egressos. â€Meus amigos são principalmente eles, então fico sabendo dos passos que vão dandoâ€.

    Erica diz que o aluno deve procurar o coordenador do curso sempre. “Quando tiver dúvidas e não souber em que direçãoseguir, talvez o coordenador possa resolver ou encaminhá-lo para uma área específica que resolva o problemaâ€.

    A coordenação do curso de Relações Públicas fica na sala 3A219. A coordenadora pede para que antes de ir procurá-la, a pessoa telefone ou mande e-mail para que não haja desencontro: “Às vezes o aluno vem na Unisinos só para falar comigo e não é meu horário, ou eu não posso atendê-loâ€, explica.

    Para entrar em contato com a professora Erica basta ligar para o Atendimento Unisinos (3591-1122) e discar o ramal 1330, ou mandar e-mail para ericah@unisinos.br.

    CRÃTICA

    Segunda-feira, Fevereiro 27th, 2012

    Marcelo Grisa
    Estagiário de Jornalismo

    Em depoimento exclusivo ao Portal3, o diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, comentou nesta terça a decisão da Rede Globo de responder às críticas de que a reportagem especial do Fantástico sobre fraudes em postos de gasolina seria cópia de uma série anterior da TV Bandeirantes.

    “Não tínhamos tido notícia sobre a matéria da Band, mas nos chegou algum questionamento (não sei de onde, confesso). Pesquisamos e vimos que o teste que fizemos, até mesmo porque seguiu critérios técnicos de uma associação que cuida disso, era o mesmo que a Band fez antes”, comentou.

    Em matéria no Jornal Nacional de segunda-feira, ao noticiar o pedido de prisão de um suspeito no caso das adulterações de bombas de combustível, o noticiário fez menção à matéria anterior da Band, datada de fevereiro de 2011 e reexibida no último sábado, 7. No mesmo material, a Globo, antes mesmo de citar a concorrente paulista, colocou que o caso já era conhecido “há muito tempoâ€, já que o repórter César Tralli produziu uma matéria sobre o caso ainda em 2008, para o jornal SPTV, mostrando inclusive como funcionava a fraude.

    “A mecânica do teste (colocar um ‘tanque’ falso, para que seu conteúdo pudesse ser analisado depois, também já tinha sido feito por nós em 2008. Mas, nesses casos, não adianta ficar brigando para saber quem deu primeiro. Por isso, dissemos que o Tralli mostrou, a Band mostrou, e que quem chegou ao fornecedor, a novidade, fomos nós. Então demos tudo, sem problemas e com transparência”, sublinhou Kamel por e-mail ao Portal3.

    O diretor da Central Globo de Jornalismo enfatizou que a decisão foi inspirada pela seção I, item 3f dos Princípios Editoriais das Organizações Globo. “Deve-se ter humildade diante de furos de veículos concorrentes. Diante de casos assim, não se deve negar a realidade, mas entrar no assunto o mais rapidamente possível, tentando fazer mais e melhor, dando o crédito a quem de direitoâ€.

    Para a professora de Jornalismo da Unisinos Luciana Kramer, o fato de a Globo ter citado uma emissora concorrente em seu principal telejornal não chega a ser um fato raro. “Quando a questão é flagrante, dá-se o crédito das imagens. Agora, em reportagens especiais é bem mais raro de ver isso acontecerâ€, reconhece. A professora, que já trabalhou como repórter da Globo, acredita que a suspeita de cópia pesou na decisão de relacionar o material das duas emissoras: “Isso coloca a credibilidade do trabalho investigativo em risco, e a Globo tem tradição no jornalismo investigativo, incluindo a figura do próprio (Eduardo) Faustiniâ€.

    Débora Gadret, que também leciona para os alunos de Jornalismo da Unisinos, considera que foi levada em conta também a relação entre as duas emissoras, atualmente amistosa. Isso se deve principalmente aos acordos de repasse dos direitos de transmissão de jogos do Campeonato Brasileiro da Globo para a Band, já que não há tempo hábil para que todos os jogos sejam exibidos em TV aberta pela emissora carioca. “De toda maneira, esse tipo de resposta só ocorreu devido à reexibição da Band no sábadoâ€, aponta. Débora, que abordou o Jornal Nacional em sua dissertação de mestrado, concorda com a questão da credibilidade ser fator determinante na resposta da Globo: “Seria editorialmente ruim deixar isso sem resposta, principalmente por causa das redes sociais.â€

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