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	<title>Portal3 &#187; Andrei Andrade</title>
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	<description>Portal de notícias da AgexCOM - Agência Experimental de Comunicação da Unisinos</description>
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		<title>A noite de festa</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 18:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Dezembro. Dos dias derradeiros de 2009 e do espírito de Natal. Gosto do Natal. Gosto na mesma medida em que não me filio às comemorações de ano novo. Apenas de corpo presente.</p>
<p>Como tudo na vida, o que penso destas duas datas está ligado às lembranças que elas&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Dezembro. Dos dias derradeiros de 2009 e do espírito de Natal. Gosto do Natal. Gosto na mesma medida em que não me filio às comemorações de ano novo. Apenas de corpo presente.</p>
<p>Como tudo na vida, o que penso destas duas datas está ligado às lembranças que elas ativam. E das lembranças surgem um conceito, obviamente pessoal. Este de que o Natal é alegria, ano novo é melancolia. Talvez o que falte ao ano novo seja apenas uma boa jogada de marketing.</p>
<p>A virada de ano carrega consigo a inexorabilidade do tempo, este inimigo. E debruçar-se no pensamento sobre o tempo que voa – caso do 31 de dezembro – não é tão confortável quanto lembrar o tempo que passou, para acariciar as boas lembranças. Como se faz numa corriqueira tarde ou noite de quinta-feira, por exemplo.</p>
<p>Que me perdoem os seguidores do lema “ano novo, vida nova”, mas isto pra mim nunca existiu. Nada de bom ou ruim aconteceu, ou deixou de acontecer, porque um ano se foi e o outro chegou. Já sei o que quero de 2010, mas por que deveria saudar a sua chegada como um grande acontecimento? Sempre imaginei que ele chegaria.</p>
<p>Embora não seja um entusiasta dos amigos-secretos, da ceia familiar, dos gastos com presentes ou do nascimento de Jesus, reconheço que o Natal tem algo. Pode ser a alegria das pessoas que se entusiasmam com tudo isto e que assim me contagiam. Dezembro é o mês das pessoas felizes, ou menos tristes.</p>
<p>O último dia do ano tem sempre cara de domingo, pois não sai da minha cabeça que o ano que vem será uma grande segunda-feira. Já o mês de dezembro tem mais cara de sábado. E o Natal, este sim, é a noite de festa.</p>


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		<title>Na marginal</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 17:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>O verão é o culpado. São esses dias de sol escaldante que dão ao meu texto um certo ar de autoajuda que só no inverno consigo rebater com alguma inspiração. Por isso, o que vem a seguir é uma reflexão pouco calcada na dura realidade que nos&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>O verão é o culpado. São esses dias de sol escaldante que dão ao meu texto um certo ar de autoajuda que só no inverno consigo rebater com alguma inspiração. Por isso, o que vem a seguir é uma reflexão pouco calcada na dura realidade que nos cerca. Uma alienação. É o que a casa oferece para os próximos meses.</p>
<p>Pois foi hoje que percebi. Percebi que minhas maiores alegrias – e desconfio que as suas também – se deram graças a momentos em que fugi de escolher o óbvio. Com ou sem motivo, por mera curiosidade ou o extremo desespero, arrisquei o novo. Foi quando o desafio de romper com a normalidade transformou o tédio em alguma experiência marcante.</p>
<p>O dia a dia nos dá a opção de escolher um mesmo e confortável caminho, uma rotina segura, onde podemos minimizar a possibilidade do obstáculo. E não sou nada avesso à rotina. Gosto da minha rotina e prezo por ela. Só acho que deve ser igualmente rotineiro sair deste previsível roteiro do cotidiano tão logo a chance apareça. Mesmo porque a rotina não irá fugir. Ela espera que voltemos correndo.</p>
<p>O óbvio é uma arma da razão. O novo é da emoção. Pouco há de subjetivo e inspirador no óbvio, enquanto que o novo costuma desobedecer ao convencional, ao trivial. É a fuga do óbvio que causa a surpresa, sensação imprescindível à felicidade. O óbvio e o novo são, antes de tudo, inimigos. Onde um está o outro não está. São incompatíveis. Para não enlouquecer, precisamos dos dois. Mas se o óbvio carrega a comodidade da poltrona do avô, o novo não é nada macio. Por isso, o estranhamos. E poucas vezes o testamos.</p>
<p>Sacando do meu hipocampo lembranças de momentos que me marcaram, percebo que foram todos lampejos do novo. Ocasiões de surpreendente fuga do roteiro e cujo desfecho geralmente foi – e é – conhecer alguém novo, conhecer melhor o que era tão somente um conhecido, um lugar diferente, ter uma história bacana pra contar.</p>
<p>Finalmente, há uma grande obviedade que aprendi. É bom renovar a vida, andar pela periferia. É bom, de vez em quando, andar na marginal.</p>


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		<title>De volta à mulher perfeita</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 17:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher perfeita]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>De volta à mulher perfeita, não só pela recorrente falta de inspiração que me acomete o verão. Tem um pouco de direito à tréplica, de direito de resposta. Respostas que me dão o prazer de cometer mais algumas linhas em homenagem à mulher perfeita.</p>
<p>Percebo que a mulher&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>De volta à mulher perfeita, não só pela recorrente falta de inspiração que me acomete o verão. Tem um pouco de direito à tréplica, de direito de resposta. Respostas que me dão o prazer de cometer mais algumas linhas em homenagem à mulher perfeita.</p>
<p>Percebo que a mulher perfeita não se acusa como tal. Exponha a ela os tópicos de sua perfeição e estará estabelecido o agradável jogo do “sim, tu és, não, não sou”. E não pense que irá persuadi-la. Porque a mulher perfeita, é bom lembrar, é inteligente. Faz parte da sua condição conduzir muito bem um jogo retórico.</p>
<p>Gerou boas repercussões o singelo <a href="http://portal3.com.br/wp/a-mulher-perfeita" target="_blank">tratado da mulher perfeita</a>.  Teve o amigo que discordou de mim em uma mesa de bar. Argumentou: “Não existe mulher perfeita”. “Tens razão”, respondi. É que, paradoxalmente, ser imperfeita é uma nobre qualidade da mulher perfeita. A perfeita imperfeita é mais-que-perfeita.</p>
<p>A segunda que compartilho veio de uma admirável integrante da classe mais do que referida. Disse estar longe de ter as qualidades necessárias – os pré-requisitos, digamos – e, por isso, não havia se identificado com a crônica. Mas a perdoei. É que a mulher perfeita não precisa, necessariamente, entender sobre mulheres perfeitas. E esse, acreditem, é um caso comprovado de mulher perfeita. Por mais que ela negue.</p>
<p>A terceira negação veio de uma estonteante integrante da classe. Esta, enquanto me destilava sua beleza, inteligência e simpatia, falou repetidas vezes do meu engano ao classificá-la como a mulher perfeita. Seu argumento, “não sou tão legal assim”, seguido de justificativas e repetido como um mantra a cada um de meus elogios, foi daqueles lindos de se ouvir calado, contemplando a inefável combinação entre a mulher perfeita e a noite. Qualquer noite. E se eu não estivesse ali, tendo a prova empírica de que não me enganara, talvez até acreditasse.</p>
<p>Por mais detalhado que se faça o diagnóstico, a mulher perfeita irá negar sua perfeição. Leitores e amigos continuarão a afirmar que ela não existe, sem que entremos em comum acordo. Mas em meio a tanta discórdia, é preciso reiterar: não desistirá este entusiasta de seguir com as homenagens.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A mulher perfeita</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 18:13:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>A mulher perfeita alia beleza, inteligência e simpatia. Nada mais, embora não seja pouco. Há a que se aproxima da perfeição. É a mulher que, com inteligência, sabe fazer da simpatia a sua beleza.</p>
<p>A mulher perfeita não precisa ser a mais bela, a mais simpática,  a mais&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>A mulher perfeita alia beleza, inteligência e simpatia. Nada mais, embora não seja pouco. Há a que se aproxima da perfeição. É a mulher que, com inteligência, sabe fazer da simpatia a sua beleza.</p>
<p>A mulher perfeita não precisa ser a mais bela, a mais simpática,  a mais sábia. Por ser inteligente, sabe que os excessos a prejudicariam. Que a simpatia em excesso é pouco inteligente, e vice-versa E mesmo a beleza em excesso tende a ser pouco simpática.</p>
<p>A mulher perfeita é espirituosa. Rio muito ao lado dela. A ironia poderia ser um quarto elemento necessário à perfeição, mas prefiro considerá-la um produto da inteligência. Bela, inteligente e simpática, a mulher perfeita é pouco afeita ao não. Só um homem à beira da infantilidade lhe diria não, mas ela tampouco tem algo a pedir do homem infantil.</p>
<p>Poderia chamá-la de mulher ideal, de mulher dos sonhos. Mas são definições que carregam um sentido de distância, o que não é o caso. A mulher perfeita não está longe. Sequer deve haver vida longe dela. Se há, é com tristeza que me dirijo aos que vivem longe. E digo: Amigos, só a mulher perfeita dá sentido à vida.</p>
<p>A mulher perfeita fala bonito, ri facilmente e, quando necessário, atinge o nobre silêncio com precisão. Quando chega a noite, ela descreve como foi seu dia, e é fácil parar pra ouvi-la. Pois estar com ela é dar prioridade tão somente a ela.  É a mulher perfeita. Não tem contra-indicações.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Da amizade</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 18:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Dia desses uma colega perguntou: “Tu acreditas que em 60 dias uma pessoa se torne tua melhor amiga?”. Respondi que sim. Mas confesso que na hora não dediquei à questão o tempo necessário para encontrar um bom argumento. Pois o tema é realmente controverso, intrincado e complexo.&#8230;</p>


Nenhum post relacionado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Dia desses uma colega perguntou: “Tu acreditas que em 60 dias uma pessoa se torne tua melhor amiga?”. Respondi que sim. Mas confesso que na hora não dediquei à questão o tempo necessário para encontrar um bom argumento. Pois o tema é realmente controverso, intrincado e complexo. Tanto é que hoje respondo não. Mas justifico. E com alguma convicção.</p>
<p>Talvez porque tenha lembrado que a boa amizade requer um pouco de nostalgia compartilhada de um tempo vivido junto. Dos bons tempos, principalmente. E se a amizade foi boa, certamente o tempo transcorrido foi bom também. Em um futuro distante, os velhos amigos serão a melhor memória que teremos de nós mesmos. É neles que iremos consultar nosso passado. São os nossos biógrafos, mesmo que não saibam.</p>
<p>A principal diferença do melhor amigo para os só amigos é não haver em si necessidade da prova de amizade. Posso ficar meses sem encontrar meu grande amigo, mas, quando finalmente o vejo, parece que o tempo não passou. Parece que nos vimos ontem. As amizades recentes, por mais intensas que possam ser, requerem presença, têm que ser renovada a cada dia, sob o medo iminente de perdê-la. Como saber, em 60 dias, se o sentimento irá permanecer na inevitável ausência do contato diário com o amigo?</p>
<p>Finalmente, discordo daquela máxima, daquele clichê que considera bom amigo o das horas ruins. Já digo aos novos que sou um péssimo amigo pras horas ruins. Não nego um ombro, mas tampouco acredito na eficácia desse ombro no combate às maiores dores que nos afligem. A dor é tão pessoal quanto o combate a ela. Por isso, poupe o amigo da sua dor. Principalmente, o velho amigo. Principalmente, porque ele irá senti-la também.</p>


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		<title>Não tem jeito, sigo de licença</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 19:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo<br />
</em><br />
Sigo de licença e reclamando. Antes, o futebol. Agora, a música brasileira. Quero saber, afinal, por que não se fazem mais gênios como antigamente? Quando teremos um novo Chico, um novo Jorge Ben? Uma nova parceria histórica, como as de Tom e Vinicius, João Bosco e Aldir&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo<br />
</em><br />
Sigo de licença e reclamando. Antes, o futebol. Agora, a música brasileira. Quero saber, afinal, por que não se fazem mais gênios como antigamente? Quando teremos um novo Chico, um novo Jorge Ben? Uma nova parceria histórica, como as de Tom e Vinicius, João Bosco e Aldir Blanc? Músicas perenes como <em>Samba da Benção</em>, <em>Sampa</em>, <em>O bêbado e a Equilibrista</em>? Em meio aos novos nomes deste cenário obscuro, fico a me perguntar: Teremos boa música popular brasileira novamente?</p>
<p>Não quero viver resgatando o passado para ouvir bons artistas nacionais. Ano passado, a revista Bravo trazia em uma reportagem a nova geração da MPB, elencando os principais nomes da renovação. Citarei-os: Rômulo Fróes (compositor), Jonas Sá (letrista), Nina Becker (cantora) e Catatau (guitarrista). Se você não ouviu nenhum deles, não vou ser eu quem dirá para não o fazê-lo. Mas enquanto as promessas da nossa música forem essas, declaro que estou de licença. Não serei ouvinte dessa música. Tô fora.</p>
<p>Não que seja ruim ou de mau gosto. Até não é. Mas é enjoativa, não gruda no ouvido. Como o livro que é bom até a 20ª página e perde o fôlego. A boa música brasileira é de outra ordem, é de saber de cor, é de parodiar de tanto que estão impregnadas em nossa cultura. Não pode ser uma música bonitinha na forma, mas esvaziada de conteúdo, como as que compõem a maioria dos novos nomes da MPB.</p>
<p>A mídia não dá atenção aos novos talentos. Eles não dão valor à mídia.  Longe da massa, tudo o que fazem é experimentação. Mas é uma música que é experimental só para ser experimental, não se quer chegar a nada. Do que tenho ouvido, poucos realmente me agradam: a cantora <a href="http://www.myspace.com/ceuambulante" target="_blank">Céu</a>, por exemplo, e o baterista e cantor <a href="http://www.myspace.com/curumin" target="_blank">Curumim</a>. Com direito a link para o Myspace, recomendo ambos. Porque além de tudo, alguém tem que recomendar, pois a música popular brasileira hoje pode ser tudo, menos popular.</p>


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		<title>Tô de licença</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 18:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Grêmio, só no ano que vem. Seleção brasileira, só depois do Dunga. Copa do Mundo? Provavelmente, só em 2014. Devido ao cenário atual, proclamo que estou deixando de lado o futebol. Quem sabe vire um noveleiro, não sei bem. Vai depender dos primeiros capítulos da próxima novela.</p>
<p>Explicações.&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Grêmio, só no ano que vem. Seleção brasileira, só depois do Dunga. Copa do Mundo? Provavelmente, só em 2014. Devido ao cenário atual, proclamo que estou deixando de lado o futebol. Quem sabe vire um noveleiro, não sei bem. Vai depender dos primeiros capítulos da próxima novela.</p>
<p>Explicações. Primeiro, o Grêmio. Todo mundo sabe que é a emoção que move o futebol, não é outra coisa. E já faz tempo que os jogos do tricolor alteram menos os meus batimentos cardíacos do que qualquer outra coisa. Até o Tele-Domingo tem me atraído mais. Tenho assistido a uma equipe lenta e burocrática, de um técnico que escala sem nenhuma convicção, que já afirmou querer transformar em europeu o mais latino dos clubes, pelo menos no imaginário dos torcedores. Agora imagine tudo isso em um cenário que apresenta o grande rival como o maior candidato às glórias que nos são negadas, e veja se minha indiferença ao futebol não é mesmo uma imposição.</p>
<p>Já a seleção é tão sem sal que vou citá-la apenas brevemente. Luis Fabiano é, sem dúvida, um ótimo centroavante. Mas o coitado carece de marketing pessoal. Como consumidor do futebol, troco dez gols dele por um do Fenômeno. Uma seleção que ganha todos os jogos só tem graça quando dá show. Fazer quatro gols mas não dar um belo chapéu no adversário –  como nos bons tempos do Ronaldinho Gaúcho – não dá o menor orgulho de ser brasileiro. Gostar de ter o Kaká como craque é como querer ficar bêbado sem querer beber. É pensar só no resultado. Que graça o povo vê no Kaká, que é brilhante, mas totalmente previsível?</p>
<p>Só falta agora alguém querer que eu assista a uma Copa do Mundo sem a Argentina. Quem torce contra a Argentina certamente gostaria de ver uma final entre Brasil e Equador. Um jogo para a História, sem dúvida. Do Equador. Certo, não é a ausência do time de Maradona que tiraria meu interesse pela Copa. Mas considerando que na Europa a situação de Portugal e França é bastante semelhante, enquanto a Sérvia e a Dinamarca já estão praticamente garantidas, aí sim o Mundial da África tem tudo pra ser um passeio de Dunga,  Kaká e Luis Fabiano. Da nossa seleção, tão emocionante quanto um microondas. Quanto um Grêmio europeu.</p>


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		<title>Técnicas de dissuasão</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 18:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
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		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade<br />
</strong><em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Já estou convencido de que o pior da queda da obrigatoriedade do diploma é ter que falar mal da minha futura profissão, apelando pra mentira. Sim, mentir que o jornalismo não é lá essas coisas, não tem graça (a mentira) e paga salários infames (a verdade), tudo&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade<br />
</strong><em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Já estou convencido de que o pior da queda da obrigatoriedade do diploma é ter que falar mal da minha futura profissão, apelando pra mentira. Sim, mentir que o jornalismo não é lá essas coisas, não tem graça (a mentira) e paga salários infames (a verdade), tudo praqueles amigos que fazem cursos como Medicina, História ou Bioquímica não pensarem em virar concorrentes no mercado. Esses dias um amigo do Direito falou que iria virar jornalista jurídico. Minha sensação foi como de um aluno da terceira série que leva um cuecão de um da oitava. Assédio moral, daqueles de engolir o choro ou os palavrões.</p>
<p>Por que raios um advogado, um professor ou um pesquisador vai querer entrar numa redação pra viver estressado e mal-pago? Jornalismo é um saco, meus amigos. Entendem? E agora, então, com a internet engolindo a mídia tradicional, não vai sobrar uma redação de jornal sequer pra virar museu. Eu é que vou virar matemático e concorrer com os acadêmicos da licenciatura. São algumas balelas que já ando espalhando por aí.</p>
<p>Outro desdobramento curioso da gentileza do STF: agora até quem não diferencia uma caneta de uma enxada sente-se no direito de ter pena de um estudante de jornalismo. &#8220;Coitado, era tão feliz&#8221;. Deixa. É aquilo que aprendemos como a teoria do <em>agenda-setting</em>. Um assunto só vira pauta da sociedade quando a mídia resolve noticiar e insistir nele. E lá vai a fragilidade da nossa classe virar papo de boteco. Por que não debatem a fragilidade do cérebro do Gilmar Mendes?</p>
<p>Mas após cinco cervejas a gente fica confiante, meus amigos. Estou convencido de que um dia iremos dar risada disso tudo. Dar risada de ser comparado com cozinheiro pelo Mendes. Dar risada de ver nosso nobre ofício ao alcance dos iletrados. Gargalhar de um dia termos lido um título mentiroso como &#8220;estudantes se manifestam contra queda do diploma&#8221;. Que diploma que caiu, cara pálida? Caiu sua condição de pré-requisito pro profissional de redação, mas nunca sua importância pra verdadeira formação do verdadeiro jornalista. Sim, tô acreditando nisso. Não é com o álcool que a verdade aparece?</p>


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		<title>Sobre falar e ouvir</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 18:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade<br />
</strong><em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Tenho inveja de quem sabe falar bem, de forma clara e com eloquência em boa medida. A dificuldade que tenho para me expressar oralmente é de dar pena. Foi por força disso que desenvolvi o costume de escutar bastante e falar pouco além do necessário &#8211; considerando&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade<br />
</strong><em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>Tenho inveja de quem sabe falar bem, de forma clara e com eloquência em boa medida. A dificuldade que tenho para me expressar oralmente é de dar pena. Foi por força disso que desenvolvi o costume de escutar bastante e falar pouco além do necessário &#8211; considerando somente os dias de sobriedade. Mais por necessidade do que por filosofia. De qualquer forma, conforta-me a frase do Buda, no primeiro dos oito passos para a iluminação: &#8220;Se não tem nada de útil a dizer, guarde o ‘nobre silêncio&#8217;&#8221;. Só não sei se ele praticava a própria doutrina, pois tudo o que se conhece do budismo vem dos seus discursos falados. Também não dá pra confiar muito em gordo que prega jejum, mas vá lá.</p>
<p>Meu problema começa com a falta de concentração na formulação do pensamento que irá virar fala, e vai até o desastre da língua presa à la Romário, o que causa algum constrangimento na hora de falar, tão logo as palavras vão saindo. Por isso, muitas vezes encurto frases e acabo inibindo bons e maus argumentos que poderia expressar. É como o canhoto, que escreve encobrindo o que acabou de escrever e geralmente se frustra quando vê o resultado do que fez. Preciso acrescentar que sou canhoto também? Até pra falar!</p>
<p>Pior do que falar pouco, só mesmo falar demais. Há quem consiga falar até dez palavras por segundo, pelo simples prazer de não dizer nada. Estes ainda costumam se expressar em alto som, imaginando sempre grandes platéias a lhes ouvir. É impossível ficar indiferente a eles, em qualquer ambiente. Talvez um zen-budista consiga.</p>
<p>Porém, o que consegue ser ainda pior é a intrínseca ligação entre o vício da tagarelice com a inabilidade de escutar o que vem do outro. Acaba em frustração qualquer tentativa de diálogo com uma pessoa que nasceu pra discursar. Nestas conversas, em que não há interlocução, me sinto uma mera paisagem no ambiente de quem está com a palavra.</p>
<p>É por isso que prezo inestimavelmente os que sabem conversar. Que geralmente são aqueles que têm o que dizer, e quando não têm conseguem curtir um instante de silêncio, ou apenas ouvir o que seu interlocutor tem a dizer. Conversar deve ser sempre uma troca, não importa se o outro tenha a língua presa.</p>


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		<title>O que faz uma jaqueta</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 18:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andrei Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>São Leopoldo é, com certeza, o lugar mais quente da Terra. Disso não tenho dúvidas, nem meus conterrâneos de São Chico de Paula, aquela que só de digitar o nome já me dá saudade. Saudade de levantar da cama empurrando para o chão um par de cobertores&#8230;</p>


Nenhum post relacionado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Andrei Andrade</strong><br />
<em>Estagiário de Jornalismo</em></p>
<p>São Leopoldo é, com certeza, o lugar mais quente da Terra. Disso não tenho dúvidas, nem meus conterrâneos de São Chico de Paula, aquela que só de digitar o nome já me dá saudade. Saudade de levantar da cama empurrando para o chão um par de cobertores e um ou dois gatos. Abrir a porta de casa e contemplar a geada no gramado e as jovens de bochechas rosadas indo para a escola, sozinhas ou em turmas encarangadas.</p>
<p>É no primeiro dia realmente frio que passo em São Leopoldo, tirando a jaqueta do armário (a coitada cegou quando viu a luz), que vêm à minha mente as melhores lembranças do último inverno, de férias na terrinha, em cima da serra, lendo em frente ao fogão à lenha, ladeado então pelas xícaras de café, numa inigualável sensação de conforto. Que bem para a alma fazem as baixas temperaturas serranas.</p>
<p>Já vislumbro no horizonte aqueles finais de semana de acumular casacos, blusões e jaquetas, assessorados por toucas, luvas e cachecóis, pra sair e encontrar com os amigos, os que amam e os que reclamam da viração do clima. E se engana quem pensa que uma cerveja não desce bem no inverno. Se o local estiver bem aquecido, com uma lareira ou fogão &#8211; e bastante calor humano &#8211; fica pra lá de especial.</p>
<p>É no inverno que as mulheres expõem sua verdadeira beleza, seu charme e bom gosto. No verão, quando todas estão vestindo as roupas da moda, salientam-se as curvas e as protuberâncias, mas parece que o mundo se divide apenas entre as bonitas e as não-bonitas, e todas ficam bem parecidas. No inverno, as mulheres sabem como se diferenciar e se mostrar únicas. E as conquistas desta época sempre me parecem mais memoráveis, e não por acaso, meus relacionamentos mais duradouros sempre começaram por volta de julho, agosto ou setembro.</p>
<p>O blues e o jazz casam melhor com o frio, também o samba-canção. As linhas cometidas para o futuro fluem sem o parto mental do verão. O calor é mais para samba-enredo e pagode, Rock N&#8217; Roll. Favorece o movimento, desfavorece a contemplação.</p>
<p>Prefiro o frio.</p>


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