QUARTA, 10 de MARÇO de 2010
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Quando uma música vicia

Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo

A paixão pela musica não é de agora. Se fosse dizer o único presente que me deu felicidade realmente, diria que foi o meu violão. Aos 13 anos pude, de verdade, dizer que conhecia notas e tons musicais e até poderia saber quando um cantor desafinava.

Desde lá a minha vida se transformou e durante momentos difíceis, alegres, chocantes e delirantes tive uma boa trilha sonora para embalar as mais variadas batidas no meu órgão vital. Escutei muito Los Hermanos para me afundar no sofá melancólico nas tardes de sexta-feira, escutei Blink 182 pra tentar transcender tristezas e chegar até os riffs organizados e repetitivos dos caras, escutei Djavan para me aprimorar no violão e na vida, senti Cazuza para enfrentar alguns medos, e muitas outras bandas de garagem e de glamour passaram pelo meu radinho. Agora, imaginem, um americano, filho de um caça-modelos, me causa um vício tão grande que não consigo para de ouvir a mesma música durante meses.

Trata-se de Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes, marido da assistente empresarial Juliet Joslin, filho de John Casablancas (o cara que descobriu nada mais nada menos que Uma Thurman, Naomi Campbell e Kirsten Dunst) e compositor da música 11th DIMENSION.

Feita com muito teclado e efeitos eletrônicos, a música tem um tom dos anos 80 com uma pitada de contemporaneidade. Com uma letra que fala de perdão e modernidade, essa música tem feito grandes mudanças no meu dia-a-dia. Ela simplesmente é viciante, é a tão falada chiclete, mas não um simples chiclete de R$ 0,10. É um Valda de R$ 0,60, daqueles que ficam docinhos durante uma hora e que fazem bolas realmente consistentes.

Estou falando de ter no MP4, no celular, na TV, no rádio, nos bares e por aí vai. Realmente tem um efeito hipnótico que enche nossa cabeça de corpos dançantes e de muitas bolhas de sabão que saem não sei de onde. Felicidade instantânea, que me faz voar nisso que chamamos de música.

Todas essas sensações e certezas me fizeram escrever este post, tentando alertá-los do perigo que essa música oferece: ela é viciante! Cuidado! Mas mesmo assim deixo este link para tentá-los, afinal estamos aqui para isso.

O vício campestre

Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo

A febre do Orkut no Brasil foi justificada por muitos pela linguagem simples acessível da plataforma. O Facebook, líder em países como os Estados Unidos, nem cheirava entre os brasucas, pela sua complexidade e blábláblá, até que… Boom!

Segundo o site de americano Sky News, a rede social teve um grande apoio este ano. Trata-se de um aplicativo extremamente vicioso: o FarmVille, simulador de fazenda em tempo real, que trouxe nada mais nada menos do que 69 milhões de adeptos para a rede, superando o titã instantâneo, Twitter.

Viral

Viral

Até eu, caros leitores do Portal3, entrei nessa. Pra quem não conhece o jogo, você se inscreve e logo vira uma miniatura com um macacão quadriculado, característico de fazendeiros americanos. Você planta, colhe, constrói, decora seu espaço, cuida de animais, assim como um legítimo dono de latifúndio: sentadinho na cadeira. Seu espaço só pode ser expandido ser você tiver vizinhos, estratégia para que mais e mais pessoas se inscrevam nesta diversão campestre.

É interessante como estes aplicativos que simulam a vida humana atraem tanto os internautas e até quem não está dentro do mundo virtual. The Sims, jogo criado por Will Wright em 2000, atraiu milhares para frente dos monitores para fazer em clicks o que faziam na vida real. Trabalhar, cuidar da casa, se apaixonar. Tudo feito em segundos e por meio do mouse.

Os simuladores como Rock Band, Pump, Second Life fazem a cabeça de jovens e adultos do mundo todo por representarem rotinas já conhecidas dos jogadores, pequenos prazeres que a vida dá. Assusta pensar que alguns trocam estas experiências reais por teclas e monitores.

Talvez este seja um tema para TCC de Psicologia. Pesquisar os efeitos psicológicos destes simuladores seria uma boa pedida, ou seria um bom tema para o curso de Jogos Digitais, afinal é um jogo… Enfim, é intrigante, é curioso como isto se espalha entre nós. É viral.

Então é Natal

Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo

Uma cortina vermelha e branca com um ursinho panda de pelúcia com um chapéu de Papai Noel enfeitava o para-brisa do ônibus. Até num local onde o suor é soberano e a pressa é amiga da perfeição o espírito natalino pode ser encontrado na sua forma mais pura.

Feliz Natal!

Feliz Natal!

Confesso que essa época não me agrada muito. Prefiro os fogos do Ano Novo e o chocolate da Páscoa, mas este ano o Natal chegou de um jeito que jamais chegara. Por todos os lugares as luzes coloridas piscam, os papais noeis sorriem com crianças no colo, os supermercados vendem loucamente perus e tenders e, por fim, a esperança está estampada no rosto das pessoas.

Em Belém, no Pará, minha terra natal, esta época sempre foi sinônimo de festa e de presentes. Aqui, o Natal tem se mostrado humano e estimulador de bons sentimentos. Os cobradores de ônibus que vi nesta semana estavam empolgados e sempre diziam bom dia e boa tarde para todos que passavam pela roleta, as moças da padaria estão mais solícitas e o pão mais macio, as cabeleireiras falavam sobre a vida delas e não mais das dos outros e a rua estava mais limpa. Esta época realmente muda as pessoas.

E me mudou. Não que eu acredite no bom velhinho a partir de agora, mas se tem um mês que pode melhorar as pessoas desta forma, porque não aderir a isso? Por que não ser tomada pela esperança que toma a todos de uma maneira tão pura e soberana? Por que? Sem preconceitos sobre sentimentos de “mulherzinha”, mas com uma grande vontade ser uma pessoa melhor, entrego-me a este sentimento que só tem me rendido coisas boas até então… Agora, sem mais delongas… Feliz Natal! Que a positividade deste mês lhe invada e faça desta data a melhor de todas!

Lar doce lar

O tempo corre. As semanas passavam como se não houvesse mais intervalos para um belo sorriso ou uma flor de laranjeira. Sarah passava a semana inteira indo e voltando dos mesmos lugares, vendo e encontrando as mesmas pessoas e voltando para a toca sempre ao som das mesmas badaladas e sempre se atirava nos lençóis brancos e quando via, era hora de levantar.

Quando tinha uma mísera folga, dava atenção para aquele que fazia suas tardes de sábado e domingo tranqüilas e frenéticas, aquele que a tocava sem pudor, mas com todo o respeito e amor do mundo. Entregava a ele seus dois dias de descanso e voltava para casa ao som das mesmas badaladas dos dias de semana. Tudo voltava a ser como era nos dias comuns.

Ah, como é bom!

Ah, como é bom!

Com o passar do tempo esqueceu-se de como é bom acordar tarde e ver desenhos animados sem ter que se preocupar em levantar, de como é bom fazer um belo almoço, de como é bom passar a tarde deitada olhando o movimento das pessoas pela janela, de como é bom ter a companhia do pai nos domingos e de como as idas ao supermercado são motivos para grandes planos e reflexões.

Reconhecer o aconchego do lar, por mais simples que ele seja, cuidar para que tudo fique limpo para a semana que já vai começar, traçar seus objetivos com uma régua gigante e efetuá-los com sucesso, ver que a casa te espera sempre com um bom leite quente e um travesseiro para descansar.

Às vezes a rotina nos leva aquilo que nos faz realmente felizes. A correria e as pessoas importantes tomam lugares estratosféricos no nosso dia-dia que nos fazem esquecer, ás vezes do nosso espaço. Aos domingos Sarah resolveu ficar em casa e curtir tudo aquilo que o batente lhe tirara durante a semana. Aos sábados continua sendo feliz ao lado daquele amado de grandes cílios. De segunda à sexta, continua no mesmo lugar, nos mesmos horários e com o mesmo sorriso, apenas com um diferencial: louca pra voltar pra casa e sentir o cheiro de lar que há tanto tempo não pintava por estas bandas.

One more time

Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo

Pela 19ª vez atravesso os 365 dias de um ano. Para muitos, fazer aniversário é uma data para se festejar, ver entes queridos e, acima de tudo, ganhar presentes. Para mim, uma paraense escorpiana, esta data representa muito mais que pacotes de presentes e velas acesas.

O fato de estar distante de tudo o que faz deste dia, 16 de novembro, um dos melhores do ano, me fez refletir o quanto a superação e a vontade de crescer foram decisivas neste ano que passou. Estar longe de casa, do meu travesseiro, das minhas cadelas, da minha culinária paraense e principalmente estar longe daqueles que me fazem sorrir todos os dias (mãe, irmão, amigos) me fez uma nova Lorena que hoje se satisfaz com um simples abraço e um olhar de: hoje é o seu dia!

Hoje faz um ano, três meses e 14 dias que eu pisei nas terras gaúchas e desde lá muita coisa mudou. Tenho um novo companheiro, fiz renascer minha relação com meu pai, descobri meu curso como jamais poderia ter descoberto em outro lugar, encontrei pessoas, fiz amigos, vi novas estrelas e fascinantes entardeceres e, pasmem, até pensei em ficar por estas bandas. Mas como diria o locutor da Rede Globo: essas são cenas dos próximos capítulos. Por enquanto, estou cheia de amor e de luz pronta para entrar na casa dos 20 e viver tudo isso one more time.

Marley revira no túmulo

Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo

A minha ligação com a música se dá em vários graus. Desde o som frenético de uma guitarra pulsando até aos sons eletrificados de um bom psy. No meio desta escala de acordes, minha paixão se intensificou por um artista entre todos. Bob Marley é o nome dele.

Não se trata de uma admiração musical, apenas, se trata de uma admiração pessoal, direta, que se deu no campo antropológico e cultural. Marley representa muito mais do que o estereótipo de Rei do Reggae, representa a força de uma filosofia.

Entrada luxuosa do Resort

Entrada luxuosa do Resort

Consumir SOMENTE o necessário, poupar os animais, poupar o corpo, respeitar o espaço do outro… Isso e muito mais era o que rondava Marley e sua família. Pelo menos era o que parecia, até a semana passada, quando tive conhecimento do novo empreendimento da viúva do jamaicano mais famoso do mundo. Em uma mansão encravada em uma das mais paradisíacas praias das Bahamas, Rita Marley, viúva da realeza do reggae, construiu o Marley Resort, um mix de hotel de luxo com Spa Esotérico.

Quem quiser conferir essa aquisição tem que literalmente ter cacife. Uma diária no hotel-spa pode chegar à US$ 995, o equivalente à R$ 2.190. Para quem acha que este preço já assusta, prepare-se: aquele freguês que quiser tomar um banho de rejuvenescimento com as exclusivas frutas caribenhas desembolsa a bagatela de US$ 90 (R$ 198). Mãos feias? Os Marley dispõem de um serviço curioso, para ser mais precisa um exemplo para os capitalistas de plantão. Trata-se de uma manicura com taxímetro, sim! Você paga US$ 70 (R$ 154) por 55 minutos de tratamento, se este tempo não for suficiente, mais uma quantia deverá sair do seu bolso para ter as mãos feitas.

Minha critica não cai sobre a compra de Rita Marley, qualquer um pode compra o que bem entender, a questão é que ela poderia ter inaugurado o Resort mais caro da face da terra, com as facilidades que quisesse, mas respeitando a imagem de Marley.

A arte de Robert Nesta Marley foi ferida. Os quartos do hotel têm os nomes das maiores riquezas do músico: suas músicas, seus álbuns. Já pensou em dormir em um quarto batizado de Kaya? Este é nada mais nada menos que o álbum mais polêmico de Marley, um dos que o fez ser quem foi e quem é até hoje.

O capitalismo chegou na mais pura e devastadora forma, destruindo filosofias, crenças, atitudes e grandes nomes do passado. O hotel continua lá intacto. A família de Marley vivendo dos louros que ele deixou, e ele? Revirando no túmulo por ver sua filosofia sendo trocada por meras diárias.

Boa Marley na sua essência

Boa Marley na sua essência

Nós, fãs do som pulsante do baixo, do grave da voz da realeza e dos ensinamentos rastas, não nos perdemos no redemoinho das verdinhas americanas, apenas lembramos e cantamos:

”No bullet can stop us now we neither beg nor will we bow

neither can be bought nor sold.

We all defend the right that the children us unite,

your life is worth much more than gold.”



Eternamente Beatles

Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo

É nesta quarta-feira, 9/9/2009, que os fãs de Beatles podem matar de longe a saudade do quarteto mais famoso de Liverpool. Serão lançados dois produtos que farão a cabeça dos adoradores da banda do mundo todo. Se aqui em São Leopoldo já virou a minha, imagina a dos Norte-americanos que os terão nas mãos com o cheirinho de fábrica? Trata-se do lançamento do ano no setor musical. O jogo The Beatles: Rock Band e nada mais nada menos que a discografia remasterizada da realeza do rock.

As duas produções chegam às lojas dos norte-americanos e europeus como um marco. A chegada dos Beatles no catálogo digital é a prova de que o sucesso da banda foi tão grande que perdurou até o século XXI. São músicas cantadas e tocadas, roupas e cabelos remontados e a emoção de ser os Beatles, tudo isso nas suas mãos.

A cara do game

A cara do game

Mas, vamos falar mais destas produções. Primeiro do jogo: ele foi produzido pela Harmonic em parceria com a Eletronic Arts e a MTV. Quando ligado, ele transporta pela primeira vez na história Paul, John, George e Ringo para o mundo digital. No game, o jogador percorrerá toda a trajetória feita pelos Beatles, dede os primeiros shows no The Cavern Club, até a sua última apresentação oficial, no telhado da gravadora Apple Records. Ele poderá ser jogado no PlayStation 3 ou no Xbox 360, como você quiser. Além do jogo serão lançadas guitarras idênticas as Rickenbacker e Gretsch, de John e George, e ao contrabaixo Hofner imortalizado por Paul.

A segunda produção é a coleção completa de discos da banda toda remasterizada. Os cd’s virão com encartes cheios de fotos raras da banda e com mini-documentários que contam a história da produção do álbum a partir de fotos, vídeos e conversas dos Beatles em estúdio.

Agora é só esperar essas belezuras chegarem ao mercado brasileiro e desfrutar da genialidade de Paul, John, George e Ringo. O amor pela banda e o prazer escondido em cada letra e em cada riff de guitarra é o que faz com que eles tenham este tamanho reconhecimento e que possam fazer parte da realeza do rock.