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	<title>Portal3 &#187; Raquel Piegas</title>
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	<description>Portal de notícias da AgexCOM - Agência Experimental de Comunicação da Unisinos</description>
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		<title>De olhos bem fechados</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 20:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>O diferente nos assusta. Quando nos deparamos com situações inusitadas ou até mesmo sensações que não fazem parte de nossa individualidade, quase sempre agimos como cavalos, que possuem viseiras laterais para que seus olhares foquem somente no horizonte e sua atenção não seja desviada pelo que está&#8230;</p>


Nenhum post relacionado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>O diferente nos assusta. Quando nos deparamos com situações inusitadas ou até mesmo sensações que não fazem parte de nossa individualidade, quase sempre agimos como cavalos, que possuem viseiras laterais para que seus olhares foquem somente no horizonte e sua atenção não seja desviada pelo que está acontecendo à sua volta.</p>
<p>Nós, humanos, não nos diferenciamos muito disso no dia-a-dia. O gordo, o feio, o magro, o belo, o estrangeiro causam estranhamento. É difícil conviver com diferenças que de certa maneira nos agridem. Por isso, muitas vezes nos fechamos ao diálogo, aos diferentes pontos de vista e às razões que levam as pessoas a serem como elas são.</p>
<p>É sempre mais fácil não ver. Manter os olhos bem fechados, ou simplesmente enxergar somente aquilo que gostaríamos de ver, e tratar isso como uma verdade absoluta. Mas a vida, meu caro, é muito mais do que aquilo que nossas viseiras sociais permitam que a gente veja. É mais fácil trancar o portão quando alguém bate à nossa porta para pedir alimento. É mais fácil fechar o coração por medo de viver uma paixão.</p>
<p>No entanto, quando fechamos os olhos para apontar o dedo para as diferenças, impedimos que os outros nos enxerguem. Tornamo-nos conhecidos pelo comportamento agressivo, pela anti-sociabilidade, pela falsa timidez. Nosso mundo se resume ao interior. Enquanto isso, a vida passa, passa, passa&#8230; E os olhos continuam voltados para dentro. Ou tristemente fechados.</p>


<p>Nenhum post relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 18:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de resposta]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><strong></strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em><em></em></p>
<p>Diante da repercussão de <a href="http://portal3.com.br/wp/do-direito-a-futilidade">minha última opinião</a> no Portal3, fui procurada pela revista <em>Amapá, </em>concorrente da<em> Piauí</em> e com uma tiragem destinada somente aos mais seletos círculos intelectuais do Brasil, para um pequeno bate-papo. Abaixo, trechos da entrevista.</p>
<p><strong>Revista Amapá: Raquel, em primeiro lugar, não se pode deixar de notar que&#8230;</strong></p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><strong></strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em><em></em></p>
<p>Diante da repercussão de <a href="http://portal3.com.br/wp/do-direito-a-futilidade">minha última opinião</a> no Portal3, fui procurada pela revista <em>Amapá, </em>concorrente da<em> Piauí</em> e com uma tiragem destinada somente aos mais seletos círculos intelectuais do Brasil, para um pequeno bate-papo. Abaixo, trechos da entrevista.</p>
<p><strong>Revista Amapá: Raquel, em primeiro lugar, não se pode deixar de notar que mudaste teu sobrenome de Piegas para Niquenta. A que se deve isso?</strong></p>
<p><strong>Raquel: </strong>Bem, desde criança sofri piadas de extremo mau gosto com o meu sobrenome. Muitos desconhecem a origem espanhola dele. Como venho de uma família nobre, decidi adequar-me ao meu sangue real e ter um sobrenome que transmitisse minha nobreza e meu alto grau de intelectualidade. Escolhi Niquenta porque tem o mesmo significado, mas soa mais agradável.</p>
<p><strong>RA: Quem te conheceu há duas semanas no mínimo se espantou com tua mudança. Explique melhor o porquê dela e fale mais de teus novos hábitos. </strong></p>
<p><strong>Raquel: </strong>Decidi me desvencilhar de certos costumes que percebi não agregarem nada à minha vida. Passei a ouvir Mutantes enquanto leio <em>As Artérias Abertas da America Latina</em>, do Galeano. A partir desses novos hábitos e conhecimentos adquiridos em menos de duas semanas, decidi encarar acontecimentos em minha vida sob uma nova ótica. Atualmente estou mais racional e só respondo a estímulos – positivos ou não –  quando há uma necessidade extrema de que o faça. Acredito que assim possa ser melhor aceita na sociedade atual.</p>
<p><strong>RA: Não seria “As Veias Abertas da América Latina”?</strong></p>
<p><strong>Raquel:</strong> Sim, perdão&#8230; É que ainda estou me acostumando à vida intelectual.</p>
<p><strong>RA: Fale um pouco de seu futuro acadêmico e profissional.</strong></p>
<p><strong>Raquel: </strong>Bem, depois da repercussão da opinião que escrevi no Portal3, decidi tomar novos rumos. Vou tentar o vestibular 2010 da Uniban<strong> </strong>pra Turismo.</p>
<p><strong>RA: Alguma coisa que não foi dita que gostarias de falar?</strong></p>
<p><strong>Raquel:</strong> Sim, claro! Acredito que quando tens uma opinião cuja maioria discorda, o melhor a se fazer é mudá-la. Assim é que se vive em sociedade. Finalizo com uma frase de Churchill: “O que espero, senhores, é que depois de um razoável período de discussão, todos concordem comigo.”</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Do direito à futilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 19:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Intelectual que assim se intitule adora criticar o modo de viver alheio. Principalmente no que diz respeito às chamadas futilidades. Obviamente, o alvo principal são as mulheres. Fúteis por usar maquiagem, arrumar o cabelo, preocupar-se com o peso ou pela paixão por sapatos. No caso dos homens,&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Intelectual que assim se intitule adora criticar o modo de viver alheio. Principalmente no que diz respeito às chamadas futilidades. Obviamente, o alvo principal são as mulheres. Fúteis por usar maquiagem, arrumar o cabelo, preocupar-se com o peso ou pela paixão por sapatos. No caso dos homens, pelo fato de gastarem horas e horas polindo o carro, conhecerem marcas de cerveja ou passarem a semana esperando o domingão de futebol.</p>
<p>Porém, há uma crítica mais ampla, e ela se refere à humanidade em geral. Intelectual ferrenho geralmente acha que relacionamentos amorosos são dispensáveis, que sexo só serve pra procriar, televisão aliena e por aí vai. Ou seja: o mundo está ao contrário, e só uma pequena parcela da população irá se salvar por encarar os dias aqui na terra com racionalidade irritante.</p>
<p>Nós, comunicadores, somos fortes candidatos a nos tornarmos pseudo-intelectuais. É <em>Piauí </em>pra cá, é<em> Bravo!</em> pra lá&#8230; E tome Marx, socialismo de boutique, Chico Buarque, Mercedes Sosa e cinema independente europeu. Sem falar das discussões ferrenhas sobre a “atual conjuntura político-econômica-social”. Haja <a href="http://www.lerolero.com/">gerador de lero-lero</a>.</p>
<p>Pois apesar de ler <em>Piauí </em>e achar o Chico Buarque bem melhor que o José Mayer, faço um manifesto a favor da futilidade. Nada melhor que aproveitar os prazeres dispensáveis da vida tomando uma cervejinha com os amigos e discutindo futebol numa mesa de plástico. Sejamos meros mortais e encaremos os fatos: estamos aqui a passeio. Não há tempo para intelectualidades.</p>


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		<title>Pô, mãe!</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 18:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[MSN]]></category>
		<category><![CDATA[Orkut]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Meados de 2006. Decido incluir a minha mãe no mundo digital, ou seja, Orkut e MSN. Isso porque vim estudar em outra cidade, e seria ótimo um canal de comunicação com ela. Além do mais, ter uma mãe por dentro da internet seria <em>cool</em>.</p>
<p>No início, foi como&#8230;</p>


Nenhum post relacionado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Meados de 2006. Decido incluir a minha mãe no mundo digital, ou seja, Orkut e MSN. Isso porque vim estudar em outra cidade, e seria ótimo um canal de comunicação com ela. Além do mais, ter uma mãe por dentro da internet seria <em>cool</em>.</p>
<p>No início, foi como ensinar alguém a escrever, e por isso mesmo foi divertido. Quando parti para São Leopoldo, em janeiro de 2007, ela sabia razoavelmente explorar o Orkut e o MSN. E não é que bastou eu sair de perto para ela ficar desenfreada? Eu confesso que me arrependi, porque desde então ela não tem outro assunto comigo quando vou pra casa: <em>Filha, como eu faço pra colocar fotos? E bloquear pessoas? E deletar do Orkut? </em>Pô, mãe&#8230; vim pra descansar! É só eu chegar perto dela enquanto está no MSN para ela fechar a janela.<em> Quem fazia isso era eu, aos 16!</em></p>
<p>Outro dia ela veio com a história de instalar webcam. Fiquei com medo. <em>Que diabos minha mãe quer com uma webcam? Meu pai não tem MSN! </em>Não deixei. Já que os papéis estão se invertendo, que seja por inteiro. Como toda teimosa que se preze, lá foi ela fazer um curso de informática. Aprendeu tudo e mais um pouco, inclusive a usar a maldita webcam. A novidade da vez é a compra de uma câmera digital com “maior resolução”, para tirar fotos e – adivinhem – colocar no Orkut.</p>
<p>O meu consolo é que sei que não sou a única a enfrentar esse problema de inclusão digital materna. Uma amiga revelou em uma conversa as desavenças enfrentadas depois que sua mãe decidiu entrar no Orkut. <em>É um saco, não tem limites! Quero minha mãe de volta!</em>, desabafou ela, tensa. Mas, como de tudo se tira uma lição, admito que só assim para eu entender o quão trabalhoso foi pra ela ser mãe durante minha adolescência. É prova de fogo. Ao menos minha mãe ainda não tem twitter. Empenho não faltou da parte dela, mas já avisei: <em>Pô,</em> <em>Mãe! Twitter é pra menores de cinquenta! </em>Maldita inclusão digital.</p>


<p>Nenhum post relacionado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Mulheres no poder?</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 20:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Por que uma mulher seria melhor ou pior que um homem na presidência? Difícil questão de ser respondida. Talvez porque não exista uma resposta plausível. No Brasil, temos duas possíveis presidenciáveis. A candidata do presidente, Dilma Roussef, e a mais recente integrante do Partido Verde, Marina Silva.</p>
<p>Dilma,&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Por que uma mulher seria melhor ou pior que um homem na presidência? Difícil questão de ser respondida. Talvez porque não exista uma resposta plausível. No Brasil, temos duas possíveis presidenciáveis. A candidata do presidente, Dilma Roussef, e a mais recente integrante do Partido Verde, Marina Silva.</p>
<p>Dilma, a exemplo da senadora Ideli Salvatti, é uma mulher pitbull.  Ou seja, defende com unhas, dentes e um pouco de irracionalidade as suas ideias. Segundo o que dizem nos corredores da política no Brasil, ambas são temidas pelos colegas porque possuem um temperamento forte e agressivo. Essas características fazem parte da essência feminina? Até onde eu sei, dizem por aí que mulher sabe lidar melhor com gente&#8230;</p>
<p>Exemplos de mulheres no poder em terras tupiniquins não faltam. Infelizmente, vergonhosos. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, cuja conduta é altamente questionável e hereditária, possui dólares que desconhece. Para ferir o bairrismo de alguns leitores, temos também a nossa governadora, Yeda Crusius, que além de viver sob constante ameaça de impeachment, quase <a href="http://www.youtube.com/watch?v=0CL0D_y_n08">pega fogo </a>ao acender a chama crioula.</p>
<p>Na Argentina – e não é implicância de brasileiro – temos a Christina Kirchner, que conta com mais botox na cara do que ideais políticos. Além de tudo, tem como esporte predileto mandar fechar jornais por aí e depois negar de forma veemente o ato.</p>
<p>No início do texto, citei Marina Silva. A possível presidenciável possui um pulso firme ao defender suas ideologias. Seu discurso político pode soar retrógrado, mas independente de seu partido ou posição, Marina merece crédito somente por sua trajetória de vida. Ter firmeza em suas afirmações sem perder a fragilidade feminina tem se tornado um diferencial em tempos de candidatas ferozes. Mas doçura não casa com poder.</p>
<p>Gênero não define idoneidade ou ideologia. Traçar comparações e principalmente apontar diferenças baseadas no sexo pode explicar muito tiro no pé que o eleitor brasileiro dá a cada eleição. Antes de debater o “ser homem” e o “ser mulher”, é preciso rever a política brasileira.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Nunca antes na história desse país</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 20:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Erros de português]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Responda rápido: interviu ou interveio? Não perca tempo jogando no Google ou procurando em dicionários. O certo é interveio. Tudo bem, errar é humano. Afinal, nem o ministro Tarso Genro sabia a forma correta. Isso até a intervenção do presidente Luis Inácio Lula da Silva. “Tarso, é&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Responda rápido: interviu ou interveio? Não perca tempo jogando no Google ou procurando em dicionários. O certo é interveio. Tudo bem, errar é humano. Afinal, nem o ministro Tarso Genro sabia a forma correta. Isso até a intervenção do presidente Luis Inácio Lula da Silva. “Tarso, é interveio. Muita gente fala ‘interviu’, mas o certo é interveio”. Foi o lendário 8 de setembro de 2009, na reunião da coordenação política do governo.</p>
<p>Que Lula não tem ensino superior e não é o que podemos de chamar de um homem culto, especialmente se o compararmos com seu antecessor Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, nós sabemos. A surpresa fica por conta do ministro Genro. O povo até perdoa a Sasha escrevendo “sena” em vez de cena, o Luciano Huck escrevendo Brasilian, a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8IL53gsmrEs">Vanusa tentando cantar o hino nacional</a>. Mas o Ministro da Justiça conjugando mal e porcamente um verbo, não.</p>
<div id="attachment_11827" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><strong><img class="size-medium wp-image-11827" src="http://portal3.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/lulinha-300x135.jpg" alt="Lula: de &quot;menas&quot; a &quot;en passant&quot;." width="300" height="135" /></strong><p class="wp-caption-text">Lula: de &quot;menas&quot; a &quot;en passant&quot;.</p></div>
<p>Eu imagino a cara de quem irá ficar constrangido até 2057 de Tarso Genro ao ser corrigido por um homem que até pouco tempo falava “menas”. Antes disso, Lula já havia mostrado sua evolução linguística, como ele mesmo denominou. Em um país com sede de estrangeirismos como o Brasil, o presidente popularizou a expressão de origem francesa <em>en passant</em> em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=80r-D4GCIMA">discurso </a>proferido na Marcha dos Prefeitos, ocorrida em abril de 2008. Agora, o presidente é chique. Além de usar palavras estrangeiras, parece que entende de xadrez ( o jogo, é claro).</p>
<p>Lula e Tarso Genro engordam o time de políticos que cometem deslizes com a língua portuguesa. Reza a lenda que no governo Floriano Peixoto um ajudante de ordens bateu com certa força na porta do gabinete do presidente. Peixoto ordenou que ele entrasse e o repreendeu: “Bata com menas força”. O ajudante retrucou educadamente. “Vossa Excelência, desculpe, mas menos é <em>verbo</em>, não <em>vareia</em>”. Bem, o que vale é a intenção.</p>
<p>O ex-metalúrgico, em seu segundo mandato como presidente da República, deu uma trégua na eleição de candidatos pelo elitismo. Não se pode negar que Lula se dá muito bem como comunicador. Com jeito simples e muitas vezes errado de falar, seus discursos comovem pelo conteúdo em sua maioria, porque “humanizam” quem, teoricamente, é o homem mais poderoso do país.</p>
<p>O repertório do presidente pode ser minguado, mas ultimamente eu prefiro ouvir Lula vangloriando-se de ter aprendido a conjugar um verbo corretamente ou uma expressão nova do que os xingamentos ao melhor estilo rococó proferidos em sessões no Senado. Agora, com licença. Vou comprar o meu <a href="http://www.dicionariolula.com.br/">Dicionário Lula</a>.</p>


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		<title>Jigsaw e sua lição</title>
		<link>http://portal3.com.br/wp/jigsaw-e-sua-licao</link>
		<comments>http://portal3.com.br/wp/jigsaw-e-sua-licao#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 21:07:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Mortais]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p><em>“You’re always being tested”</em>. Na minha opinião, é a frase de maior impacto da brilhante série de filmes <a href="http://www.officialsaw.com">Jogos Mortais</a>. O autor da frase, que em bom português quer dizer <em>“você está sempre sendo testado”</em>, é Jonathan Kramer, ou simplesmente Jigsaw. Um serial killer com uma mente&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p><em>“You’re always being tested”</em>. Na minha opinião, é a frase de maior impacto da brilhante série de filmes <a href="http://www.officialsaw.com">Jogos Mortais</a>. O autor da frase, que em bom português quer dizer <em>“você está sempre sendo testado”</em>, é Jonathan Kramer, ou simplesmente Jigsaw. Um serial killer com uma mente capaz de elaborar jogos com o que há de mais cruel. O objetivo: mostrar às pessoas o real valor de se estar vivo, fazendo-as encarar a morte de frente. Jogos Mortais nos faz pensar.</p>
<div id="attachment_11544" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-11544" src="http://portal3.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/Jigsaw-wishes-all-a-Merry-Christmas-300x201.jpg" alt="Jigsaw: &quot;Most people are so ungrateful to be alive...&quot;" width="300" height="201" /><p class="wp-caption-text">Jigsaw: &quot;Most people are so ungrateful to be alive...&quot;</p></div>
<p>A estratégia de Jigsaw é extremista. Ele captura pessoas com alguma fraqueza, ou seja, qualquer uma. Em uma das passagens mais marcantes do segundo filme da série, a jovem <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MfdEqeyBzIY&amp;feature=fvsr">Amanda</a> é jogada dentro de um buraco cheio de agulhas que perfuram o seu corpo. É a punição para quem desperdiçou boa parte de sua vida consumindo drogas.</p>
<p>Diariamente, a vida nos coloca frente a frente com situações nas quais estamos sendo testados, mesmo que esse detalhe passe despercebido. De certa maneira, somos forçados a encarar a morte a cada passo que se dá, já que não sabemos ao certo o que acontecerá na próxima hora ou até mesmo nos próximos segundos. Sintetizando em uma frase que já é lugar comum, a vida é um jogo, com o mesmo final para todos os jogadores. A diferença é a estratégia que se usa nessa partida.</p>
<p>Muitas vezes é necessário passar por uma situação de risco para enxergar as coisas por um ângulo diferente. Quebrar o pé pode te mostrar a importância de caminhar, por exemplo. Ter uma tosse que não cessa constata que fumar não é tão prazeroso quanto parece. O ser humano custa a aprender. Conselhos não adiantam, nós somos movidos a experiências. “Não faça isso, você pode se machucar”, não basta. Testamos nossos limites e nós mesmos até nos machucarmos de fato.</p>
<p>A sorte é que na vida real, dificilmente seríamos observados por um serial killer com câncer terminal, disposto a nos mostrar do pior jeito como é bom estar vivo. Porém, talvez funcionasse se ao final de cada dia alguém nos falasse ao encostarmos a cabeça no travesseiro: <em>“Congratulations, you’re still alive”</em>.</p>


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		<title>Médicos, monstros e machismo</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 21:46:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Abdelmassih]]></category>
		<category><![CDATA[assédio sexual]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Calvo, 65 anos, bigodes brancos, especialista em reprodução humana. Certa vez ele se denominou <em>Doutor Vida</em>, sem modéstia alguma. Desde os anos 70, o médico (ou monstro?) Roger Abdelmassih acumula 56 acusações de estupro contra 39 mulheres. Todas elas têm algo em comum, além do constrangimento e&#8230;</p>


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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Calvo, 65 anos, bigodes brancos, especialista em reprodução humana. Certa vez ele se denominou <em>Doutor Vida</em>, sem modéstia alguma. Desde os anos 70, o médico (ou monstro?) Roger Abdelmassih acumula 56 acusações de estupro contra 39 mulheres. Todas elas têm algo em comum, além do constrangimento e do trauma: o desejo de ser mãe. Submeteram-se às práticas dignas de nojo e repulsa por parte do médico, que chegava a cobrar R$ 200 mil por um pacote com três tentativas de fertilização. Se Abdelmassih é um ser repugnante por abusar de suas pacientes, igualmente nojentos e vergonhosos são os comentários de alguns homens.</p>
<p>Há os que taxam os maridos das pacientes de “cornos”. Há aqueles que se perguntam o porquê de elas terem ficado caladas por tanto tempo. Poucos são os que buscam compreender o que é para uma mulher ser tocada quando não quer, ser abusada por um homem com o qual não tem intimidade. E pior: ser refém de um desejo maternal e submeter-se às piores situações para realizá-lo. Para aquelas mulheres, que hoje sentem nojo, raiva e até mesmo vergonha, Abdelmassih era sim um Deus, capaz de dar a elas o que a natureza não conseguiu. Como passar por cima do poder financeiro de um médico e dos preconceitos de uma sociedade que ainda possui traços de machismo?</p>
<p>Abdelmassih pode ser um boçal, mas é esperto. Crimes sexuais que não deixam marcas de violência são complicados por natureza. Provar que foi tocada, beijada e assediada, só mesmo ao lado de outras mulheres que passaram pela mesma situação. Trinta e nove mulheres não podem estar tendo alucinações coletivas, como alega o médico. Mas tampouco podem provar que algo ocorreu entre as quatro paredes do consultório da clínica que ajudou a conceber os filhos de Pelé, Gugu Liberato e Tom Cavalcante.</p>
<p>Como estratégia de defesa, o advogado de Abdelmassih (sim, há quem o defenda) alega que o número de denúncias é insignificante diante das 20 mil pacientes que o médico tratou ao longo de sua carreira. Esse número não era nem pra existir. Um profissional que não honra o código de ética de sua profissão merecia ter, no mínimo, o diploma rasgado. O <em>Doutor Vida</em> não pensa assim. Enquanto o escândalo borbulha do lado de fora, ele permanece soberano, mas dessa vez na cadeia. Porém, não abre mão de fazer a barba e ler a Bíblia. Diz ele que é porque “mantém sua dignidade”.  Mas talvez sua “melhor” frase tenha sido a pronunciada em entrevista à <a href="http://veja.abril.com.br/260809/denunciado-desmascarado-encarcerado-p-082.shtml">Revista Veja</a>. “Eu sou assim, uma pessoa sensível, simpática, querida”. Deve ter sido por isso que Abdelmassih não deixou marcas de violência física.</p>


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		<title>Meu mundo caiu</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 20:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Todo mês é a mesma coisa. Durante cerca de quatro dias o mundo parece estar contra nós. A calça não fecha, o cabelo parece o de um sobrevivente do Katrina, duas caixas de bombom diárias não são o suficiente e não há lágrimas que cheguem para expressar&#8230;</p>


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo</em></p>
<p>Todo mês é a mesma coisa. Durante cerca de quatro dias o mundo parece estar contra nós. A calça não fecha, o cabelo parece o de um sobrevivente do Katrina, duas caixas de bombom diárias não são o suficiente e não há lágrimas que cheguem para expressar tanta dor até a próxima hora, quando tudo parece estar maravilhosamente normal.</p>
<div id="attachment_10028" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-10028" src="http://portal3.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/dicas-de-saude-mulher-na-tpm1-1.jpg" alt="Tente Perturbar Menos" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">Tente Perturbar Menos</p></div>
<p>Somente dois grupos de pessoas não sentiram na pele os sintomas descritos: os homens e as felizardas<br />
mulheres que não sofrem de Tensão Pré-Menstrual (ou TPM, ou Tempo Para Matar ou Tocou, Perguntou, Morreu, ou Todos Problemas Misturados). A verdade é que nós, mulheres que sofrem desse mal, somos tomadas por um turbilhão de emoções e oscilações de humor repentinas. Os acontecimentos diários estão ali, do mesmo jeito. Mas eles ganham aquela dose extra de drama que só nós conseguimos dar.</p>
<p>O pior de tudo é que não conseguimos disfarçar. Eu, por exemplo, não tenho conhecimento do calendário menstrual das minhas colegas aqui da AgexCom. Mas eu desconfio &#8211; e na maioria das vezes eu acerto &#8211; quando elas estão naquele período tão temido pelos homens, no qual as mulheres ficam solidárias umas com as outras. Geralmente algum computador é espancado, ou os doces do Jeff, o quitandeiro da Agex, são tão desejados a ponto de clamarmos pela chave daquela que chamamos de &#8220;gaveta dos sonhos&#8221;.</p>
<p>Engana-se o homem que pensa que TPM é problema unicamente feminino. Nossos queridos colegas, pais, namorados, amigos e chefes são diretamente afetados por ela ou nos atingem durante o período, ainda que sem querer. Há homens que sabem lidar com isso. Simplesmente abraçam a louca da vez e pronto: realizaram sua boa ação do mês. Em contrapartida, há outros que não sabem a dimensão do drama que é estar em TPM. &#8220;É frescura, bobagem. Desculpa pra ser mimada&#8221;. Basta que eles pensem assim para o alter-ego a la Scarlett O&#8217;Hara surgir. Não respondemos por nós.</p>
<p>Os leitores devem estar pensando que é exagero. Mas como diz uma querida amiga minha: &#8220;TPM é coisa séria&#8221;. E ai de quem duvidar. Confesso que sou um caso extremo. Propagandas do Bourbon me causam uma comoção imensa. Tenho até uma pasta de músicas no meu computador específica para esse período. Todas ao maior estilo &#8220;corno music&#8221;. É pior, eu sei. Acontece que drama sem trilha sonora não é drama. Já dizia Maysa: &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=BgkEb_EHaP0">Meu mundo caiu&#8230;</a>&#8221;</p>
<p>O choro e a carência fazem parte da delicadeza da tensão pré-menstrual. Não vou falar a quantas fica o apetite sexual, até porque este é um espaço de família. Mas há o &#8220;lado negro da força&#8221;. A raiva que toma conta de nós quando algo não dá certo ou faz menção de não funcionar também é igualmente incontrolável &#8211; e deve ser compreendida. Prova disso é que na década de 80, duas britânicas acusadas de homicídio tiveram sua pena reduzida ao ser comprovado que elas estavam na temida TPM na época dos assassinatos.</p>
<p>Por isso, encerro o texto com um conselho. A TPM é uma particularidade da natureza feminina. Entre choros e carências há também descontrole e sopapos. Homens, lembrem-se disso antes de criticar o nosso tão frágil período.</p>


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		<title>1976</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 20:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Raquel Piegas]]></category>
		<category><![CDATA[opiniao]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo </em></p>
<p>Prefiro falar de 1976, quando o Beira-Rio foi palco de uma partida de futebol, e não de uma rinha de galos. Prefiro falar da vitória do Colorado em cima do Corinthians no Campeonato Brasileiro de 33 anos atrás do que mencionar o fiasco e a vergonha&#8230;</p>


Nenhum post relacionado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raquel Piegas</strong><br />
<em>Estagiária de Jornalismo </em></p>
<p>Prefiro falar de 1976, quando o Beira-Rio foi palco de uma partida de futebol, e não de uma rinha de galos. Prefiro falar da vitória do Colorado em cima do Corinthians no Campeonato Brasileiro de 33 anos atrás do que mencionar o fiasco e a vergonha que foi para a nação colorada receber o adversário com provocações e cartões vermelhos.</p>
<p>Sou a única colorada da minha família. E faço parte da nação de fanáticos por futebol. Amo o meu time, e como em toda relação apaixonada, há um misto de amor e ódio. Ontem eu senti vergonha. Quando sentei em frente à televisão para assistir <em>Inter x Corinthians</em>, pela Copa do Brasil, imaginei que o impossível poderia acontecer: uma vitória do Colorado por três gols a zero. O que vi foi contra o que sempre pensei sobre futebol.</p>
<p>Meu time entrou desesperançado em campo. O capitão argentino Guiñazú não tinha a mesma garra do chileno Figueroa, de 1976. Parecia haver mais jogadores corinthianos em campo do que colorados. E havia. Após o primeiro gol, a torcida se calou. O preto do uniforme corinthiano atingia nossos olhos como o preto do luto. As cobranças de escanteio com a câmera focando em um ângulo que mostrava a frase <strong>CAMPEÃO DO MUNDO</strong> faziam do título uma lembrança distante.</p>
<p>Quanta selvageria para uma Copa do Brasil. Dois jogadores expulsos, mais de 30 faltas cometidas e &#8211; pasmem &#8211; com os técnicos punidos também. Mais de seis minutos de bola parada devido ao comportamento dos jogadores do Inter. Se alguém ali presente honrou o futebol, foi o juiz.  D&#8217;Alessandro fez jus ao apelido de macaco não por fazer parte da nação colorada, mas por ter se comportado como um primata sem noção alguma de civilidade, provocando de todas as maneiras o capitão corinthiano William.</p>
<p>Nem mesmo os dois gols marcados por Alecsandro amenizaram a dor da torcida colorada por perder um jogo que valeria um título e uma vaga na Libertadores. A dor foi por além de termos sido derrotados, nossos jogadores abdicaram do bom senso e não honraram a condição de seres humanos civilizados.</p>
<p>Episódios tristes como o do último jogo me fazem pensar que o discurso de  <em>paz nos estádios</em> não está saturado. Ele se faz necessário em tempos nos quais a violência entre as torcidas e entre os jogadores está fazendo do futebol um espetáculo de ignorância, no qual a rivalidade ultrapassa a competitividade saudável do esporte.</p>
<p>Prefiro falar de 1976, quando fomos campeões, e jogamos por amor à camisa e não por ódio ao rival.</p>


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