Apesar das expectativas, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) foi marcada por impasses e decisões duvidosas.
Raquel Piegas
Estagiária de Jornalismo
Foram três dias de debates, aprovação de propostas e discussões. Durante a Confecom, realizada entre 14 e 17 de dezembro de 2009, mais de 1,5 mil propostas foram apresentadas, com 672 sugestões aprovadas, que abordam a produção de conteúdos, meios de distribuição e direitos e deveres no setor de comunicações.
A Confecom tocou em questões polêmicas no mercado da comunicação. Dentre as teses defendidas, estava a criação de um Conselho Nacional de Jornalismo e a criação de um código de ética profissional para o exercício da profissão. As propostas devem ser levadas às plataformas eleitorais no ano de 2010. Porém, o presidente Luis Inácio Lula da Silva adiantou em seu programa Café com o Presidente desta segunda-feira, 21, que parte das 672 propostas aprovadas podem ser convertidas em leis.
Assim como o presidente, os envolvidos na Confecom esperam que as questões debatidas na conferência alterem a maneira de pensar a comunicação brasileira. No entanto, essa não é a mesma opinião de sindicatos e veículos de comunicação. Para a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), propostas que visam à criação de conselhos interferem no trabalho jornalístico, além de soarem controladoras por parte do governo.
O jornal Estado de São Paulo publicou no domingo, 20, em seu editorial, o descontentamento em relação à conferência. O principal protesto diz respeito à volta da obrigatoriedade do diploma. “A 1ª Confecom foi encerrada com uma série de recomendações ideologicamente enviesadas que, se transformadas em lei, restringiriam a liberdade de informação e criariam obstáculos à ação da iniciativa privada no setor, a pretexto de promover o ‘controle público’, social e popular das atividades jornalísticas”.
Related posts:
21 de Dezembro de 2009 às 4:02 pm