Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012
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  • Considerações natalinas

    Maria Maurente
    Estagiária de Jornalismo

    Nessa época do ano sempre surgem discussões sobre o que é, de fato, o significado no Natal. Para os católicos, é o nascimento de Jesus. Para os consumistas (e até para os que não são), é época de dar e receber. Presentes, claro. A época do ano em que mais se gasta dinheiro. Amigo-secreto pra cá, presentinhos da família pra lá, lembrancinhas para os colegas e etc.

    Mas há quem diga que o Natal é uma época de renovação. Renovação do espírito de doação. Este mesmo, que deveria estar presente nos 365 dias do ano, não apenas no 25 de dezembro. Afinal, por que esperar uma data especial para estar com quem se gosta? Por que precisamos de uma desculpa para presentear quem amamos?

    Por isso admiro minha mãe. Ela é um exemplo a ser seguido. De janeiro a dezembro, sem se importar com a data, ela deseja a todos: Feliz Natal. As pessoas dão risada, acham que é brincadeira. “Pô, Feliz Natal em fevereiro só pode ser coisa de louco mesmo”.

    Mas não há nada de loucura em desejar que as pessoas sejam capazes de se doar o ano inteiro. Que as pessoas sejam capazes de gentilezas sutis, de carinhos sinceros. A equação é simples: gentileza gera gentileza, quem recebe carinho também tem para dar.

    É difícil fugir do clichê desta época. Mas me pergunto: como uma coisa que não é comum pode ser um clichê? Não é comum que nos deixemos contagiar por um espírito que, independente do seu real significado, é muito positivo. Precisamos de uma desculpa para isso, mesmo que essa desculpa seja alguém bem gordo de barba branca e gorro vermelho.

    Filha do Papai-Noel

    Qual é a profissão do meu pai? Papai-Noel. O Papai-Noel da cidade, cara. Em Gravataí ele é famoso, e eu morro de orgulho. E eu sei que ele também. É lindo ver como as crianças adoram sentar no seu colo e contar pra ele o que elas desejam, o que elas esperam.

    Ser Papai-Noel não é brinquedo. É preciso estar cheio daquele espírito que eu falava ali em cima. É preciso doação, generosidade e disposição. Não só para passar calor debaixo daquelas roupas, mas para receber com carinho a sinceridade da criançada. E ele recebe, com carinho de sobra. E como resultado disso, só coisas boas. Afinal, a equação é simples, não é?

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    19 de Dezembro de 2008 às 5:08 pm

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