Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012
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  • DCE completa um ano sem sede

    Maria Maurente
    Estagiária de Jornalismo

    Na volta às aulas do ano passado, no dia 20 de fevereiro, os antigos e novos alunos que chegaram à Unisinos foram recebidos com uma triste novidade: um incêndio havia destruído a sede do Diretório Central de Estudantes. Nesta sexta-feira, 20, o fato completa um ano e a nova sede ainda não saiu do papel.

    Incêndio começou às 6h da manhã e foi contido pelos bombeiros em 45 minutos

    Incêndio começou às 6h da manhã e foi contido pelos bombeiros em 45 minutos

    O antigo prédio, construído originalmente para abrigar os operários que trabalharam na construção da Universidade, abrigava ainda uma lanchonete, uma loja de fotocópias e um quiosque de crepes. Toda a estrutura foi totalmente destruída pelas chamas.

    A reconstrução

    Após o incêndio, representantes da Unisinos e do DCE reuniram-se para buscar uma solução para o problema. Ainda durante 2008, foi realizado concurso para escolher, entre projetos realizados por alunos, aquele que seria o da nova sede. Escolhido o projeto, pelo menos oito meses foram necessários para que os trâmites burocráticos fossem concluídos.

    Foi criada a Comissão de Estudos para Reconstrução do DCE, que durante o período de férias atualizou a nova gestão sobre o andamento das negociações. Através da Comissão, a Unisinos apresentou à coordenação do Diretório uma proposta, que seria um contrato de comodato.

    Neste contrato, o novo prédio seria usado para abrigar o DCE, mas em 10 anos a sede seria devolvida à Universidade. Além disto, a Unisinos teria, durante todo o período, direito ao rompimento unilateral do contrato. A nova gestão não concordou com a proposta.

    Segundo Fumy Santana, coordenador de Finanças do DCE e membro da Comissão de Estudos, aceitar o contrato inibiria a liberdade do Diretório. “O grande empecilho foi que o contrato tinha um caráter de aluguel. Nós não abriremos mão da liberdade do DCE, que embora faça parte da Universidade, é uma entidade livre”, afirma.

    Santana explicou que depois de recebido o contrato da Unisinos, este foi encaminhado à Assessoria Jurídica do DCE, que durante o mês de janeiro elaborou uma nova proposta, em que o comodato teria um caráter de finalidade. “Enquanto o prédio for utilizado como sede do DCE, ele será do DCE”, esclarece. Santana afirma ainda que o Diretório está aberto a negociar com a Universidade.

    Carlos Alberto Cruz, gerente de Assuntos Estudantis, esclarece que a Universidade ainda não recebeu a nova proposta do DCE. Para ele, os trâmites burocráticos que aconteceram durante quase todo o ano passado foram o principal fator de atraso para o começo das obras.

    Cruz conta que todas as discussões a respeito da formalização do contrato foram feitas com a antiga gestão, que segundo ele se mostrava favorável ao que foi proposto pela Universidade. “Reconhecemos que o papel da nova gestão é delicado, de assumir uma negociação que não foi iniciada por eles, mas o interesse da Universidade é resolver esta questão, de forma que seja bom para todos”, afirma.

    Está prevista para a próxima semana reunião da Comissão de Estudos para Reconstrução do DCE, onde o Diretório apresentará suas novas propostas para análise. O Portal3 acompanhará as negociações.

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    20 de Fevereiro de 2009 às 3:49 pm

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