Maria Maurente
Estagiária de Jornalismo
Na volta à s aulas do ano passado, no dia 20 de fevereiro, os antigos e novos alunos que chegaram à Unisinos foram recebidos com uma triste novidade: um incêndio havia destruÃdo a sede do Diretório Central de Estudantes. Nesta sexta-feira, 20, o fato completa um ano e a nova sede ainda não saiu do papel.

Incêndio começou às 6h da manhã e foi contido pelos bombeiros em 45 minutos
O antigo prédio, construÃdo originalmente para abrigar os operários que trabalharam na construção da Universidade, abrigava ainda uma lanchonete, uma loja de fotocópias e um quiosque de crepes. Toda a estrutura foi totalmente destruÃda pelas chamas.
A reconstrução
Após o incêndio, representantes da Unisinos e do DCE reuniram-se para buscar uma solução para o problema. Ainda durante 2008, foi realizado concurso para escolher, entre projetos realizados por alunos, aquele que seria o da nova sede. Escolhido o projeto, pelo menos oito meses foram necessários para que os trâmites burocráticos fossem concluÃdos.
Foi criada a Comissão de Estudos para Reconstrução do DCE, que durante o perÃodo de férias atualizou a nova gestão sobre o andamento das negociações. Através da Comissão, a Unisinos apresentou à coordenação do Diretório uma proposta, que seria um contrato de comodato.
Neste contrato, o novo prédio seria usado para abrigar o DCE, mas em 10 anos a sede seria devolvida à Universidade. Além disto, a Unisinos teria, durante todo o perÃodo, direito ao rompimento unilateral do contrato. A nova gestão não concordou com a proposta.
Segundo Fumy Santana, coordenador de Finanças do DCE e membro da Comissão de Estudos, aceitar o contrato inibiria a liberdade do Diretório. “O grande empecilho foi que o contrato tinha um caráter de aluguel. Nós não abriremos mão da liberdade do DCE, que embora faça parte da Universidade, é uma entidade livre”, afirma.
Santana explicou que depois de recebido o contrato da Unisinos, este foi encaminhado à Assessoria JurÃdica do DCE, que durante o mês de janeiro elaborou uma nova proposta, em que o comodato teria um caráter de finalidade. “Enquanto o prédio for utilizado como sede do DCE, ele será do DCE”, esclarece. Santana afirma ainda que o Diretório está aberto a negociar com a Universidade.
Carlos Alberto Cruz, gerente de Assuntos Estudantis, esclarece que a Universidade ainda não recebeu a nova proposta do DCE. Para ele, os trâmites burocráticos que aconteceram durante quase todo o ano passado foram o principal fator de atraso para o começo das obras.
Cruz conta que todas as discussões a respeito da formalização do contrato foram feitas com a antiga gestão, que segundo ele se mostrava favorável ao que foi proposto pela Universidade. “Reconhecemos que o papel da nova gestão é delicado, de assumir uma negociação que não foi iniciada por eles, mas o interesse da Universidade é resolver esta questão, de forma que seja bom para todos”, afirma.
Está prevista para a próxima semana reunião da Comissão de Estudos para Reconstrução do DCE, onde o Diretório apresentará suas novas propostas para análise. O Portal3 acompanhará as negociações.
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20 de Fevereiro de 2009 às 3:49 pm