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  • Do direito à futilidade

    Raquel Piegas
    Estagiária de Jornalismo

    Intelectual que assim se intitule adora criticar o modo de viver alheio. Principalmente no que diz respeito às chamadas futilidades. Obviamente, o alvo principal são as mulheres. Fúteis por usar maquiagem, arrumar o cabelo, preocupar-se com o peso ou pela paixão por sapatos. No caso dos homens, pelo fato de gastarem horas e horas polindo o carro, conhecerem marcas de cerveja ou passarem a semana esperando o domingão de futebol.

    Porém, há uma crítica mais ampla, e ela se refere à humanidade em geral. Intelectual ferrenho geralmente acha que relacionamentos amorosos são dispensáveis, que sexo só serve pra procriar, televisão aliena e por aí vai. Ou seja: o mundo está ao contrário, e só uma pequena parcela da população irá se salvar por encarar os dias aqui na terra com racionalidade irritante.

    Nós, comunicadores, somos fortes candidatos a nos tornarmos pseudo-intelectuais. É Piauí pra cá, é Bravo! pra lá… E tome Marx, socialismo de boutique, Chico Buarque, Mercedes Sosa e cinema independente europeu. Sem falar das discussões ferrenhas sobre a “atual conjuntura político-econômica-social”. Haja gerador de lero-lero.

    Pois apesar de ler Piauí e achar o Chico Buarque bem melhor que o José Mayer, faço um manifesto a favor da futilidade. Nada melhor que aproveitar os prazeres dispensáveis da vida tomando uma cervejinha com os amigos e discutindo futebol numa mesa de plástico. Sejamos meros mortais e encaremos os fatos: estamos aqui a passeio. Não há tempo para intelectualidades.

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    29 de Outubro de 2009 às 4:48 pm

    9 Comentários para “Do direito à futilidade”

    1. Maria Ferreira diz:

      Quanta futilidade!!! Não esperava nada diferente da Raquel…

    2. Cássio Pereira diz:

      Muito legal o texto, Raquel.

    3. Cassiano Goulart diz:

      O texto é piegas igual o nome. É preciso melhorar muito ainda essa galera, só trabalham um turno, fazem duas matérias no máximo e quando chegam na opinião fazem uma a cada dez meses e ainda por cima sobre nada!!É melhor rever os conceitos para que lá fora no mercado de trabalho não tenhamos jornalistas fúteis.
      Fica a critica e deixo a sugestão de fazer o pessoal aí exercitar mais o lado opinativo!!

    4. Raquel diz:

      Maria, obrigada pela leitura. Levando em conta que o texto é uma ode à futilidade, considero o comentário um elogio.

      Cassiano, a sugestão está anotada

    5. Colega, o que você está fazendo na faculdade? Talvez ainda dê tempo de abandoná-la e viver de futilidades….

    6. Ariadne diz:

      leeeeave geyse, raquel and britney aloooooone

    7. Magda diz:

      “Estamos aqui a passeio. Não há tempo para intelectualidades”????? Opinião medíocre.
      Você se engana se pensa que a vida se ressume em uma roda de cerveja com os amigos e papos futebolisticos.
      Em que você está contribuindo para a categoria jornalistica?? Está na profissão errada. Vai fazer Turismo na Uniban.

    8. Marcos diz:

      Acho que isso é mais uma crítica aos pseudo-intelectuais do que um “vamos ser fúteis”. Seus babacas!

    9. Lucas Portal de Almeida Neto diz:

      Nunca fui muito fã dos teus textos, mas com esse eu me identifico. E acho que esses comentários carregados de ódio só servem pra confirmar tua teoria: Intelectualóides temos aos montes, precisamos de pessoas socialmente inteligentes.

      + amor, – rancor.

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