Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012
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  • Do México, aluna da Unisinos relata situação do país

    Luan Iglesias
    Estagiário de jornalismo

    Estudante de Jornalismo da Unisinos Elis Bráz está há quatro meses realizando intercâmbio no México. Em entrevista por telefone, ela revelou ao Portal3 suas impressões a cerca da gripe suína que assola o país há dias. Até o momento, o México anunciou oficialmente oito mortes pela doença. Na cidade de Puebla, onde a estudante se encontra, dezenas de casos estão sob suspeita.

    Elis Bráz critica a m?dia pela cobertura da pandemia

    Elis Bráz critica a mídia pela cobertura da pandemia

    Elis Braz saiu do Brasil na primeira semana de janeiro de 2009 para a realização de um intercâmbio, na cidade de Puebla, no México. A vida da estudante de 23 anos seguia um ritmo normal de trabalho e estudo até o surgimento da pandemia, que já está no nível cinco, na escala de alerta – que vai até seis – da Organização Mundial da Saúde.

    Para Elis, a gripe suína que castiga o país em todos os seus setores está muito mal explicada. De acordo com a estudante de Jornalismo, a mídia está criando uma segunda doença, que é o pânico. “A verdade é que essa história do porco não está muito clara. Eu sinto que tudo é uma estratégia de pânico, característica do mundo contemporâneo”.

    Quanto ao vírus N1H1, Elis acredita que o porco, enquanto animal, não seja de todo o responsável pela pandemia. No México, não há dados detalhados sobre as pessoas infectadas pela gripe suína, o que causa dúvidas em boa parte da população. “O porco não é capaz de se automutar ao ponto de criar um vírus letal a humanidade. Muitas pessoas daqui acreditam que isso (gripe suína) é um tipo de vírus criado em laboratório que fugiu de controle. Mas isso ninguém discute. Na mídia, são entrevistados somente médicos e especialistas”, revela.

    A estudante relata que as pessoas, assustadas, não saem às ruas. Supermercados e quaisquer estabelecimentos comerciais estão fechados, por questões de segurança. Em função disso, muitos compraram comida e fizeram um estoque alimentício nas suas casas.

    Mortes suspeitas

    Segundo a estudante, durante uma conferência cedida pelo secretário federal de saúde do México nessa terça-feira, 28, jornalistas do mundo todo questionaram sobre as principais causas das mortes pela gripe suína. Elis conta que muitas vítimas não tinham acesso ao tratamento adequado. “Grande parte das pessoas que estão morrendo, tem um sistema imunológico muito fraco e acesso precário ao atendimento de urgência médica”.

    Paralisação

    Nesta quinta-feira, 30, o presidente do México, Felipe Calderón, determinou que a população passe cinco dias em casa a partir desta sexta-feira, 1° de maio. O presidente também ordenou a paralisação quase total da economia do país, após a OMS apontar a iminência de pandemia. No mundo, doze países já notificaram casos da gripe suína, sendo a Holanda o mais recente, com uma criança de três anos. O Peru notificou o primeiro caso na América do Sul.

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    30 de Abril de 2009 às 7:10 pm

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