Raquel Piegas
Estagiária de Jornalismo
Cada vez mais as editoras de revistas sentem o impacto causado no mercado pelos blogs, sites de notÃcias e tecnologias como e-readers, Kindles e iPhone. Pensando nos efeitos que a era virtual pode trazer, as editoras norte-americanas Time Inc. e Conde Nast, responsáveis pela publicação de tÃtulos como Time e Vogue, lançarão em maio uma campanha para enaltecer o poder da mÃdia impressa.
A campanha publicitária conta com um investimento alto. Cerca de 90 milhões de dólares foram gastos para mostrar ao público que “A internet é fugaz. Revistas são imersivasâ€, como diz um dos textos que será veiculado nas publicações das editoras. Estrelas também foram contratadas para dar um empurrão no mercado impresso. O nadador americano Michael Phelps é garoto-propaganda da campanha, e aparece em um dos anúncios afirmando: “Nós surfamos na web. Nós nadamos em revistasâ€.
Para a coordenadora da AgexCOM, ThaÃs Furtado, a disputa entre impresso e internet é positiva. “Há toda uma discussão sobre o fim da mÃdia impressa. Acredito que ela seja sadia no sentido de não deixar a questão morrerâ€. ThaÃs, que já trabalhou na redação da Revista Veja em Porto Alegre acredita que, por serem meios distintos, a web e a revista se complementam em alguns momentos. “Cada um tem sua peculiaridade. A revista consegue se aprofundar, e ainda há espaço para elas. A internet também tem suas vantagensâ€, complementa.
No Brasil, ao que parece, não há motivo para alardes. Segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), a circulação das revistas semanais brasileiras cresceu 5,6% no primeiro semestre de 2009.
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2 de Março de 2010 às 5:01 pm

