Camila Nunes
Estagiária de Jornalismo
A conversa entre o escritor Fabrício Carpinejar e a jornalista Eliane Brum no penúltimo dia da Feira do Livro não poderia ser em outro lugar que não fosse o Centro Cultural Erico Verissimo. Falando sobre jornalismo, formas de abordagem da matéria, e principalmente o relacionamento com a fonte, Eliane Brum também destacou o lançamento do seu segundo livro na Feira, O Olho na rua. Uma repórter em busca da literatura da vida real.

Conhecida por seu trabalho na Revista Época, e pelo livro A Vida que ninguém vê, Brum declarou que seus livros fazem parte de um mesmo jeito de olhar e que reúnem um pouco da vida que ela contou em reportagens. Ela ressalta que estamos acostumados a absorver o mundo através de o primeiro olhar, além disso, precisamos duvidar da imagem que recebemos dele.
Declarando-se tímida e reservada, ela contou que quando era criança odiava ler jornal, mas atualmente é apaixonada pela profissão. “Sou bastante tímida, mas amo a minha profissão, pois é através do jornalismo tenho a possibilidade de reinventar a vida”.
Conhecida por suas reportagens, onde a narrativa literária é intensificada, Eliane é indagada por Carpinejar sobre a sua entrega à construção das reportagens. Segundo ela, a reportagem é uma troca, ou seja, dar tanto quanto receber. Mas antes de iniciar a construção de uma reportagem ela realiza um ritual: “Antes de entrar numa história tento me despir daquilo que carrego do mundo, os preconceitos e a visão que tenho do mundo. Isso me deixa mais atenta para tudo que vou captar e assim, alcanço um pouco do cotidiano da fonte”.
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17 de Novembro de 2008 às 2:26 pm