Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo
Uma cortina vermelha e branca com um ursinho panda de pelúcia com um chapéu de Papai Noel enfeitava o para-brisa do ônibus. Até num local onde o suor é soberano e a pressa é amiga da perfeição o espírito natalino pode ser encontrado na sua forma mais pura.
Confesso que essa época não me agrada muito. Prefiro os fogos do Ano Novo e o chocolate da Páscoa, mas este ano o Natal chegou de um jeito que jamais chegara. Por todos os lugares as luzes coloridas piscam, os papais noeis sorriem com crianças no colo, os supermercados vendem loucamente perus e tenders e, por fim, a esperança está estampada no rosto das pessoas.
Em Belém, no Pará, minha terra natal, esta época sempre foi sinônimo de festa e de presentes. Aqui, o Natal tem se mostrado humano e estimulador de bons sentimentos. Os cobradores de ônibus que vi nesta semana estavam empolgados e sempre diziam bom dia e boa tarde para todos que passavam pela roleta, as moças da padaria estão mais solícitas e o pão mais macio, as cabeleireiras falavam sobre a vida delas e não mais das dos outros e a rua estava mais limpa. Esta época realmente muda as pessoas.
E me mudou. Não que eu acredite no bom velhinho a partir de agora, mas se tem um mês que pode melhorar as pessoas desta forma, porque não aderir a isso? Por que não ser tomada pela esperança que toma a todos de uma maneira tão pura e soberana? Por que? Sem preconceitos sobre sentimentos de “mulherzinha”, mas com uma grande vontade ser uma pessoa melhor, entrego-me a este sentimento que só tem me rendido coisas boas até então… Agora, sem mais delongas… Feliz Natal! Que a positividade deste mês lhe invada e faça desta data a melhor de todas!
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23 de dezembro de 2009 às 2:42 pm
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