Maria Maurente
Estagiária de Jornalismo
Em carta endereçada ao ministro Carlos Lupi, entidades patronais pediram afastamento do grupo de estudos criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego para debater a regulamentação da profissão de jornalista.
O documento, assinado por representantes da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert), pede afastamento temporário das entidades até que seja resolvida a questão do diploma.
O patronato afirma que as discussões travadas nas audiências públicas promovidas pelo grupo do MTE são inócuas, tendo em vista que a questão já está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal.
As entidades pedem que sejam reexaminados os rumos que estão tomando os debates. “O que todos assistimos é a transmutação dos citados eventos em ocasião e cenário para a manifestação política e sindical desabrida, focada no tema da defesa intransigente do diploma de curso superior de jornalismo para o exercício privativo da profissão (…)”, diz o documento.
José Nunes, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, afirma que a desistência dos representantes das empresas de comunicação já era prevista. “Os empresários não estão interessados em discutir essa questão”. Para Nunes, as entidades erraram ao trazer para os debates pessoas que ele considera despreparadas para esse tipo de discussão.
“Em Porto Alegre, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), através do nosso Sindicato, apresentou duas pessoas qualificadas e com conhecimento da causa para falarem sobre o assunto, enquanto o lado patronal levou um rapaz que detém um cargo de diretor de redação de uma emissora para fazer provocações. Com certeza a platéia não iria aceitar calada”, afirmou o presidente.
O presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, disse não estar surpreso com a decisão do patronato, mas espera que seja revista. “É o outro lado da negociação. É muito importante ouvi-los. De certa forma, demonstra uma indisposição com o questionamento. Eles não estão acostumados a serem questionados”.
A agenda de audiências públicas será mantida. Leia aqui a íntegra da carta enviada ao Ministério do Trabalho.
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9 de Outubro de 2008 às 8:45 pm
Maurente
não há o link para a íntegra da carta.
Miro, obrigada pelo comentário. O erro foi corrigido e o link já está disponível.