Dani Botelho
Estudante de Jornalismo
Ruy Carlos Ostermann é jornalista e escritor. Atualmente trabalha na Radio Gaúcha e possui uma coluna no jornal Zero Hora. È autor de livros como Meu Coração é Vermelho e Até a pé nós iremos, também foi patrono da Feira do Livro no ano de 2002. Ostermann conversou com o Portal3 sobre era digital e a crise mundial
Portal3: O sr. acha que a crise mundial não afetará o Brasil, como já afirmou o presidente Lula?
Ruy Carlos Ostermann: Não. A crise vai afetar todo os setores do mundo, é uma lastima que Brasil depois de ter se reorganizado tão bem para crescer tenha que enfrentar esse impacto negativo. Eu acho que a crise não vai ser tão grande a ponto de a gente deixar de fazer as coisas que realmente gosta de fazer.
P3: Nós vivemos em uma era digital, onde os jovens tendem a ler cada vez menos livros. Como jornalista e escritor que autores recomenda para este público?
Ostermann: Leiam. Não importa qual, mas faça as escolhas que achar conveniente, aà vem mil razoes para escolher um autor, mas façam escolhas. É mais ou menos como tomar vinho. O vinho pode ser de má qualidade, mas se você decide toma vinho você percebe que tem má qualidade, e aà vai para uma qualidade superior. Ou seja, lendo a gente avança. O que não se pode é ficar satisfeito com a primeira experiência. A primeira experiência é apenas a primeira experiência.
P3: O Brasil tem baixa a densidade de leitores. Que dicas o senhor daria para a nova geração de autores?
Ostermann: Bem, eu também vou fazer uma pequena ponderação: o Rio Grande do Sul lê quase 6 livros percapita, isso é um número bastante expressivo, se você levar em conta paÃses desenvolvidos da Europa tem números menores. Então eu acho que há um numero de leitores, o problema é que temos que nos aproximar mais do fenômeno da leitura e portanto de quem escreve. E que escreve tem que perceber que o essencial é que as pessoas podem ser envolvidas pelo que se está escrito e cresçam com ele. Fazer um livro em que ler ou não ler é a mesma coisa é insuficiente. A gente tem fazer livro que signifique pra a gente. É uma questão de apetite. A leitura é uma questão de apetite.
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17 de Novembro de 2008 às 12:05 pm
Muito interessante a entrevista… Perguntas pertinentes e respostas intelignetes.