Natacha Kötz
Estagiária de Jornalismo
A única gravação em áudio de uma entrevista coletiva dos Beatles custa uma fortuna. A gravação, feita em 1966, vai a leilão em junho deste ano, e a expectativa é de que o material seja vendido por cerca de US$ 20 mil.
O material, que teria sido gravado por um fotógrafo e fã da banda, inclui a mais polêmica declaração de John Lennon sobre o sucesso dos Fabfour. No áudio, é possível ouvir Lennon dizendo: “Eu não sei o que é mais importante, o rock’n ‘roll ou o cristianismo. Nós somos mais populares que Jesus agora”.
Segundo a Agência Reuters, a gravação inclui John e Paul McCartney brincando sobre quanto tempo os Beatles ficariam juntos. “Obviamente não vamos andar aí de mãos dadas para sempre”, diz Lennon. Em seguida, McCartney acrescenta que “seria um pouco vergonhoso aos 35 anos”.
Na época, a coletiva de imprensa foi bastante noticiada, mas é desconhecida a existência de outras gravações de imagem ou de áudio. As duas bobinas ficaram em uma gaveta durante 40 anos e estão entre os itens mais caros a serem leiloados. O leilão será realizado pela Bonhams & Butterfields, em Los Angeles, no dia 13 de junho.
Beatles x Jesus Cristo
Teste produzido pelo jornal britânico Daily Telegraph em 2009, apontou que, pelo menos no Google, a declaração de John Lennon faz sentido. Confrontando o acesso aos termos “Beatles” e “Jesus” no site de buscas, o jornal concluiu que a banda britânica sai na frente.
Para realizar a pesquisa, foi utilizada a ferramenta Google Trends, que analisa as palavras mais buscadas no site. A banda inglesa só perdeu em países de língua espanhola e portuguesa, conforme resultados da pesquisa.
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13 de Maio de 2010 às 5:38 pm
Quem tocava guitarra melhor, o J. Cristo ou o J. Lennon? Quem encheu estádios com plateias ávidas de sua presença, os Beatles ou J. Cristo? Agora, se o J.L. era só um músico nascido em Liverpool e o J.C. era o filho de Deus, o salvador da humanidade, o Próprio Deus ou um messias especial, aí eu não discuto. O fato é que nos anos sessenta a fama e reputação dos Beatles era, entre os jovens pelo menos, muito mais evidente do que a fama que J.C. possuía entre os menores de trinta anos, isto é, a maioria da população.
É bom lembrar que nos idos anos sessenta não havia o monstruoso evangelismo televisivo “pague e pegue sua benção”, ou inescrupuloso e cínico catolicismo “tirado a bonzinho sem passado podre” e outras formas de bitolação hoje existentes e com enorme influência na população. John Lennon era dotado de uma boa dose de humor sarcástico-irônico como muitos ingleses inteligentes.
Em minha opinião sua afirmação foi infantil, impulsiva e inconsequente, mas, paciência! Seria só uma frase fadada ao esquecimento se uns loucos que se pensam cristãos não tivessem dado a ela tanta importância. E não custa lembrar aos devotos de J. Cristo que a música natalina mais apreciada por cristãos, ateus e beatlemaníacos é uma criação de John Lennon que se chama Happy X-mas ( Feliz Natal ). Em tempo: O Natal é uma festa cristã.