Maria Maurente
Estagiária de Jornalismo
A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) lançou a campanha “Iniciativa da Ética no Jornalismo”, que, com várias linhas de ações visa defender a ética na profissão, o nível da informação, a formação dos profissionais e a defesa dos direitos dos jornalistas. A organização reúne cerca de 600 mil profissionais em vários países do mundo.
Aidan White, secretário-geral da entidade, acredita que a qualidade do jornalismo é fundamental para a qualidade da democracia, e declara: “O jornalismo ético é a prioridade da FIJ”. White salienta que há uma crise moral e que o senso da missão do jornalismo está se perdendo. Segundo ele, a reversão desse quadro pede ações que envolvam todos os profissionais. “É preciso criar de novo a solidariedade entre os jornalistas”. Estabelecer alianças com os patrões e garantir um elo com os cidadãos também são pontos que White define como fundamentais.
“O jornalismo passa por uma crise mundial, na qual até mesmo a missão do jornalista esta ameaçada”, avalia Jim Boumelha, presidente da FIJ. Boumelha declara ainda que existe um movimento de aquisições e fusões por parte da mídia, que provoca demissões e enxugamento de redações por todo o planeta, mesmo naqueles veículos que obtiveram lucros de mais de 25%, o que tornaria injustificada a supressão de postos de trabalho. “E claro que a crise financeira internacional tende a piorar este quadro”, admite.
Entretanto, Boumelha acredita que alianças podem modificar a atual realidade da profissão. Faculdades de Jornalismo e sindicatos seriam os principais alvos da campanha da FIJ, pois seriam os lugares onde movimentos do tipo obtêm maiores respostas. O presidente cita como exemplo a defesa da exigência do diploma para exercício da profissão no Brasil, abraçado por sindicatos e muitas instituições de ensino. O presidente diz ainda que “os brasileiros estão entre os jornalistas mais atuantes junto à Federação”.
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18 de Novembro de 2008 às 5:31 pm