LÃlian Stein
Estagiária de Jornalismo
“A eliminação do Brasil e a não conquista do hexa afetaram o mercado porque sempre há aqueles anunciantes que não são frequentes, mas que, na final, fazem anúncio de incentivo, de comemoração”. A afirmação, em comunicado oficial, é do diretor do comitê de mercado anunciante da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Oscar Mattos, avaliando a publicidade ligada à Copa do Mundo de futebol.
Ainda que se atenham a outros ganchos para seguir divulgando suas marcas, as empresas diminuÃram o número de inserções em TV, rádio e jornal depois que o Brasil deixou a Copa da Ãfrica do Sul.
Antes da desclassificação da seleção, entre 18 e 24 de junho (perÃodo no qual o Brasil jogou contra a Costa do Marfim) foram registradas 315 inserções comerciais televisivas e 579 vinhetas de abertura e encerramento de programas. Depois da eliminação da seleção canarinho, entre 2 e 6 de julho, houve inserção de 90 comerciais e 185 vinhetas de abertura e encerramento de programas dos patrocinadores da seleção. A pesquisa foi realizada pelo Controle da Concorrência, empresa de análise de mÃdia e marketing.
A Rede Globo divulgou uma nota oficial negando a diminuição da procura por espaços para inserção publicitária após a derrota nacional: “Não notamos nenhum reflexo no mercado publicitário com a aproximação do final da Copa. Para a Globo, o evento foi muito positivo, em todos os aspectos. Além do sucesso comercial e das audiências elevadas durante os jogos, a cobertura atraiu mais pessoas para assistir TV e as audiências da Globo cresceram em todas as faixas horárias. A Copa do Mundo é um dos eventos de maior interesse do mercado anunciante, que explora muito bem as possibilidades oferecidas, e de forma bastante técnica, com planos de mÃdia que não se baseiam em resultados de jogos”.
Mudança de posicionamento
Mesmo tendo diminuÃdo a quantidade de anúncios, muitas empresas seguiram utilizando a Copa do Mundo – e a desclassificação da seleção – como tema de suas peças. Muitas delas já tinham contratos de patrocÃnio que previam campanhas que se estendiam até o fim do mundial. A Brahma, patrocinadora oficial do Mundial 2010, que antes incentivava a conquista do hexa, passou a veicular ações criadas especificamente em razão da eliminação do Brasil.
O Itaú, um dos patrocinadores da Seleção Brasileira, lembrou que, apesar do adiamento do sonho do hexa, o Brasil é sede da próxima Copa: “Vamos continuar sonhando juntos o sonho de cada brasileiro. Hoje, em 2014 e sempre”, dizia a peça criada pela agência Africa.
Caminho semelhante seguiram outros patrocinadores da Copa 2014 e da seleção do Brasil: Seara e AmBev, além da Vivo, atual parceira da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), manifestaram apoio aos jogadores brasileiros e reforçaram sua parceria com a seleção durante os próximos quatro anos.
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13 de Julho de 2010 às 5:30 pm


Gente, só uma coisinha: a letra branca no fundo preto cansa muito a visããããoo! rs