Paola Oliveira
Estagiária de Jornalismo
Uma foto bonita e singular é o sonho de todo fotógrafo, seja profissional ou amador. Harry Litchman conseguiu essa proeza após muita insistência. Contando com a ajuda da natureza, o autor capturou uma imagem impressionante do amanhecer no parque Glacier, estado de Montana, nos Estados Unidos. A foto foi assunto em vários portais de notícias no mundo inteiro.
Litchman garantiu não ter usado nenhum recurso de edição. A foto, segundo ele, foi uma recompensa pelas inúmeras vezes em que acordou cedo e não conseguiu nenhuma imagem boa do local. Ele salientou a importância dessas tentativas infrutíferas: “Você pode acertar ou errar, e é por isso que um fotógrafo tem que sempre tentar estar no lugar certo e preparado”.
A coordenadora do curso de Fotografia da Unisinos, Beatriz Sallet, diz que muitas vezes, ao fotografar aleatoriamente, se consegue boas fotos, mas enfatiza a importância de ter um projeto por trás dos cliques: “O fundamental é ter uma proposta ao fotografar”. Ela diz que tenta passar aos seus alunos a ideia de que a o ato de fotografar não exige só técnica, mas também reflexão. “A fotografia não é meramente ilustrativa, mas uma forma de linguagem. É necessário ter a técnica e saber usar a imagem, fazer com que ela fale”, ressalta.
Beatriz exemplifica justamente com a foto de Litchman: “É preciso estar lá, fazer a foto, mas com certeza o fotógrafo estava imbuído de intenção, há um projeto por trás”.
A professora explica que, além de ser persistente para realizar fotografias de natureza nos horários mais instigantes, um fotógrafo deve estar sempre preparado para não perder momentos ímpares que, às vezes, duram apenas frações de segundo. “Já perdi fotos importantes, muitos perdem”, conta. “Há também de se contar com um pouco de sorte, sim.”
16 de Maio de 2012 às 5:53 pm