Natacha Kötz
Estagiária de Jornalismo
Na última sexta-feira, 11, a Semana da Comunicação da Unisinos encerrou a série de eventos com a presença do cineasta gaúcho Jorge Furtado.
A palestra Histórias pelos olhos e pelos ouvidos tratava-se de um bate-papo sobre política, comunicação e audiovisual. Entre uma conversa e outra, Furtado aproveitava para contar alguma experiência que viveu sobre o tema discutido.
O cineasta deu início à palestra diferenciando a ficção da não-ficção. “Quando lemos um jornal, o que vemos ali narrado é o que o repórter acha que é verdade. Já a diferença entre ficção e mentira em um romance é que ninguém espera que aquilo seja a verdade, todos sabem se tratar de uma ficção”. Furtado utilizou como exemplo o clássico da literatura inglesa Robinson Crusoé, de Daniel Dafoe. “Anos após escrever seu livro, Dafoe precisou escrever uma nota de esclarecimento, contando que sua produção era um romance ficcional, e não realidade, como muitos estavam comentando.”
Durante sua fala, o diretor de Houve uma vez dois verões deu uma dica de como fazer um documentário: “Se vocês querem contar uma história que aconteceu de verdade, não usem salto fino. Usem tênis bom, pois vocês irão passar por lugares terríveis.”
Furtado afirma estar saciado com a comunicação no país: “Estou muito satisfeito com a qualidade da informação atualmente. É só o cidadão procurar diversas fontes”. O palestrante contou aos alunos o que costuma ler: “Todos os dias eu acordo e leio a Zero Hora, o Terra, a Folha Online, a coluna do Nassif, o site Vi o mundo, do Azenha, a coluna do Paulo Henrique Amorim e o Sul21.”
Bem-humorado, Jorge Furtado brincou com a plateia questionando quantos diretores de cinema são necessários para trocar uma lâmpada: “Dois”, ele mesmo respondeu. “Um pra trocar e outro pra dizer que faria melhor”.
Para agradar os alunos do Curso de Realização Audiovisual e do curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock, Furtado citou o crítico literário Walter Pater, quando ele menciona que todas as artes aspiram à condição de música: “O que mais chega perto da música, é o cinema. O cinema é a música da luz. Um filme parece muito com uma música, pois ele tem ritmo e aceleração”.
Balanço da semana
Este ano, a Semana da Comunicação teve sua terceira edição, que ocorreu entre os dias 7 e 11 de junho, e trouxe à Unisinos nomes como Sérgio Dillenburg, Eneida Serrano, Carolina Terra, Alexandre Mota, Givanildo Menezes, além de palestras, visitas e o Test Drive na AgexCOM.
A estudante de Jornalismo em fase final de curso Ana Cristina Basei faz um balanço positivo da Semana da Comunicação de 2010. “Gostei muito de terem diversificado um pouco, não trazerem somente RBS, como nas edições anteriores. Além disso, achei uma boa proposta debater jornalismo popular e sensacionalismo, apesar de os estudantes terem ido com bastante preconceito para a palestra”. Ana Cristina lamenta o fato de não ter comparecido todos os dias: “Eu nunca vi o Furtado pessoalmente e acho o trabalho dele muito bom. É uma palestra que acaba interessando todo mundo que é da comunicação, uma pena não ter podido ir”.
Para a estudante do sexto semestre de Relações Públicas Ariadne Mustafa, as edições anteriores da Semana da Comunicação foram bem melhores. “Em 2008 e 2009 os alunos tiveram mais opções. Os temas das palestras foram melhores e houve mais divulgação.”
Horas complementares
Alunos que acompanharam a Semana da Comunicação, devem ficar espertos. A folha carimbada e preenchida para o controle de freqüência deve ser entregue na secretaria do Centro 3 (no segundo andar) até o dia 10 de julho para que as horas complementares sejam validadas.
Em caso de dúvidas, o aluno deve entrar em contato com a secretaria por meio do telefone (51) 3590-8131.
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14 de Junho de 2010 às 6:17 pm
Muito boa a matéria!
Adorei a palestra com Jorge Furtado. Divertida, instigante e cultural. 100% de aproveitamento, nota DEZ!
Abração!