Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012
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  • Laura Meyer fala sobre sexo na Feira do Livro

    Gilberto Dutra
    Estudante de Jornalismo

    Muito atenciosa e carinhosa como sua profissão de terapeuta sexual recomenda, Laura Meyer autografou seu primeiro livro Sexo, Muito Prazer. Foram tantos os leitores, incluindo clientes e amigos, que a escritora acabou a tarde assinando sua obra em pé. Terminou seu tempo no espaço do estande de autógrafos, mas os pedidos continuaram.

    Com muito bom humor, riu da situação e prosseguiu dando autógrafos aos leitores. Sua filha Paola, de 11 anos, tornou-se atração pela alegria que acompanhava Laura no evento, incluindo, tirando fotos junto com a mãe. Entre uma assinatura e outra, concedeu uma entrevista ao Portal3.

    Laura Meyer autografou o livro "Sexo, Muito Prazer"

    Laura Meyer autografou o livro "Sexo, Muito Prazer"

    Portal3: Na fila de leitores encontram-se pessoas de diversas idades. O seu público de leitores é igual aos seus clientes, você atende pessoas de diversas idades?
    Laura:
    Não. Eu atendo só adolescente já adulto. Na fase de 20 anos. De 17 anos para cima, sem término.

    P3: O teu tema é muito sensível para conversar. Você pensa que sexo deveria ser tratado nas escolas?
    Laura:
    Com certeza deveria ser tratado nas escolas.

    P3: Das pessoas que você atende. A procura maior é do sexo masculino ou feminino?
    Laura:
    Os dois!

    P3: Em questão de duvidas, quem é mais consciente de sua sexualidade e do que pode ser feito: a mulher ou homem?
    Laura:
    O que eu percebo é que na verdade, as pessoas se dão conta, tanto os homens quanto as mulheres. Quanto aos homens, buscam mais ajuda porque eles realmente, se não tiverem uma ereção, não podem ter uma relação sexual. As mulheres não. Mesmo que elas não tenham prazer, elas podem. Na verdade, elas se acomodam nessa posição e acabam não buscando ajuda. Eles buscam pelo desespero. Eles têm muita dificuldade de buscar ajuda, mas acabam buscando porque precisam.

    P3: É mais difícil tratar as mulheres ou os homens?
    Laura:
    Se uma mulher busca ajuda é a mesma coisa do que tratar um homem. Não existe mais fácil ou mais difícil. Se a pessoa quer ser tratada, busca ajuda, ela consegue ser.

    P3: Aquele mito do brasileiro bom de cama, do homem que faz e acontece, é mito ou é verdade?
    Laura:
    É mito! Na verdade eu acho que o homem fala mais do que realmente faz. O homem gosta de contar vantagem um para o outro, fica se exibindo (risos). Na verdade, quem faz não precisa se exibir. Está satisfeito e tem que ser assim. Aquele que fica contando vantagem, eu acho que está muito inseguro.

    P3: O teu trabalho pretende ajudar casais ou também solteiros?
    Laura:
    Muitos solteiros. As pessoas de uma forma geral, quando buscam ajuda, eu sempre procuro convidar o parceiro para vir junto, porque fica muito mais fácil para tratar o casal. A gente tem um retorno muito melhor. A gente consegue não só a questão sexual melhor, mas intimidade deles. As duas coisas acontecem ao mesmo tempo. O casal fica mais intimo, mais amigo, mais parceirão. É muito bom tratamento de casal.

    P3: Quais os problemas mais comuns que as pessoas buscam tratar?
    Laura:
    Os homens em primeiro lugar a ejaculação prematura. Depois a disfunção erétil, que às vezes é conseqüência do problema de ejaculação rápida. O homem tem ejaculação rápida e não busca ajuda. Ele começa a se angustiar em função disso e começa a ter problema de ereção. Mas então que ele busca um urologista, quando ele está com um problema de ereção. Na verdade, o problema não é de ereção, mas de ejaculação rápida. Nas mulheres é a falta de prazer no sexo, orgasmia, a dificuldade de ter prazer.

    P3: Quais os tabus mais normais que você encontra?
    Laura:
    O sexo anal. A dificuldade é muito grande. Depois o sexo oral, que as pessoas têm dificuldades.

    P3: Esses tabus são somente para as mulheres ou para os homens também?
    Laura:
    Não, o homem não tem tanta dificuldade. Se bem que tem homens típicos. Problemas resultantes de uma educação muito rígida. Eles têm dificuldade de fazer sexo oral também, mais do que as mulheres.

    P3: A idéia do livro surgiu para ajudar os casais, as pessoas que não vão ao teu escritório e as pessoas que você não alcança?
    Laura:
    Sim. Até na introdução eu falo da dificuldade que eu tive de pegar uma amostra de pessoas que não tivessem problemas sexuais. Quando você pergunta para as pessoas como é que está sua vida sexual, de uma forma mais íntima, elas acabam falando: “Eu não ando muito bem”. Na verdade, quem é que não tem problema? Acho que todo mundo tem problema. Porque no momento ou no outro, estão estressados, estão com algum problema de relacionamento. Problemas acontecem e a gente não está o tempo inteiro bem. Às vezes, os problemas acabam atingindo a área sexual em função das preocupações.

    P3: Você tem mais um projeto em mente? Um próximo livro ou algo do gênero?
    Laura:
    Pois é. As pessoas estão me perguntando: “Tem um próximo livro?”. Estou pensando em fazer sim, mas ainda não tenho nenhum projeto. Estou pensando.

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    17 de Novembro de 2008 às 3:31 pm

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