Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012

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México é o pais mais perigoso para jornalistas

Ana Paula Figueiredo
Estagiária de Jornalismo

Os profissionais do jornalismo vêm sendo constantemente alvo de crimes em diversos países, e por variados motivos. Na semana passada, Honduras registrou o oitavo assassinato de jornalista somente este ano. Esta semana, no Brasil, começou com o assassinato do fotógrafo da Rede Globo Márcio Alexandre de Sousa.

Em estudo recente divulgado pela Organização Article 19 e pelo Centro Nacional de Comunicação Social (Cencos), o México foi declarado como o país mais perigoso da América Latina para exercer a profissão de jornalista.

A liberdade de imprensa é seriamente prejudicada no México, pois, de todas as agressões sofridas por jornalistas, 65,57% foram cometidas pelo próprio governo mexicano. Apenas 6,15% dos casos teve como culpado o crime organizado.

O relatório revelou ainda que em 2009 o número de jornalistas assassinados foi de 61, 10 estão desaparecidos até hoje. Os 12 assassinatos do último ano não foram solucionados, constatando assim que 2009 foi considerado o ano da década com maior índice de violência contra jornalistas. O México está em 9º lugar na lista dos países em que permanecem impunes os crimes cometidos contra jornalistas, segundo o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ).

De acordo com o responsável pelo Programa de Liberdade de Expressão da Article 19, Ricardo González Bernal, em declaração ao portal Ig, a situação dos jornalistas no país piorou após o lançamento da política anticrime do presidente Felipe Calderón. “Ele ordenou que as Forças Armadas dessem assistência às atividades da polícia. Com isso, nos deparamos com os militares fazendo patrulhas nas ruas. Não há um protocolo adequado nem um treinamento para que o Exército lide com a imprensa ou facilite o trabalho dos jornalistas”, declarou Bernal.

Várias recomendações foram feitas ao governo do México por parte da Article 19 e Cencos, para que qualquer tipo de delito cometido contra os jornalistas seja avaliado como crime federal. Também foi sugerido que uma procuradoria especializada seja criada para assim delimitar as funções e mecanismos jurídicos para o CPJ.

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21 de Junho de 2010 às 6:27 pm

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