Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
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Mulheres no poder?

Raquel Piegas
Estagiária de Jornalismo

Por que uma mulher seria melhor ou pior que um homem na presidência? Difícil questão de ser respondida. Talvez porque não exista uma resposta plausível. No Brasil, temos duas possíveis presidenciáveis. A candidata do presidente, Dilma Roussef, e a mais recente integrante do Partido Verde, Marina Silva.

Dilma, a exemplo da senadora Ideli Salvatti, é uma mulher pitbull. Ou seja, defende com unhas, dentes e um pouco de irracionalidade as suas ideias. Segundo o que dizem nos corredores da política no Brasil, ambas são temidas pelos colegas porque possuem um temperamento forte e agressivo. Essas características fazem parte da essência feminina? Até onde eu sei, dizem por aí que mulher sabe lidar melhor com gente…

Exemplos de mulheres no poder em terras tupiniquins não faltam. Infelizmente, vergonhosos. A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, cuja conduta é altamente questionável e hereditária, possui dólares que desconhece. Para ferir o bairrismo de alguns leitores, temos também a nossa governadora, Yeda Crusius, que além de viver sob constante ameaça de impeachment, quase pega fogo ao acender a chama crioula.

Na Argentina – e não é implicância de brasileiro – temos a Christina Kirchner, que conta com mais botox na cara do que ideais políticos. Além de tudo, tem como esporte predileto mandar fechar jornais por aí e depois negar de forma veemente o ato.

No início do texto, citei Marina Silva. A possível presidenciável possui um pulso firme ao defender suas ideologias. Seu discurso político pode soar retrógrado, mas independente de seu partido ou posição, Marina merece crédito somente por sua trajetória de vida. Ter firmeza em suas afirmações sem perder a fragilidade feminina tem se tornado um diferencial em tempos de candidatas ferozes. Mas doçura não casa com poder.

Gênero não define idoneidade ou ideologia. Traçar comparações e principalmente apontar diferenças baseadas no sexo pode explicar muito tiro no pé que o eleitor brasileiro dá a cada eleição. Antes de debater o “ser homem” e o “ser mulher”, é preciso rever a política brasileira.

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24 de setembro de 2009 às 5:53 pm

4 Comentários para “Mulheres no poder?”

  1. Miro Bacin disse:

    Raquel,
    parabéns pelo abordagem. Muito boa.
    Bjs

  2. Guilherme disse:

    Raquel,
    Esqueceste da ex-senadora, canditada nas últimas eleições e como você diz, possível “presidenciável” no próximo pleito. A Heloísa Helena. Também mulher, e bota mulher nisso, que em matéria de pulso firme e de coerência política – independentemente de estarmos de acordo com sua ideologia ou não – coloca no bolso as outras duas candidatas.
    Se bem que o PSOL recentemente cogitou apoiar o partido verde, desde que sejam discutidas e acordadas propostas que estejam dentro de um plano político que agrade ambos. Nesse caso a Marina Silva que é um pouco mais “pop” ganharia força e boa parte dos possíveis 9% da Heloísa Helena iriam para ela. Sendo assim a HH voltaria ao senado por Alagoas para, como ela sempre diz, “infernizar” os falcatruas e a Marina com uma boa campanha poderia fazer uns 18 ou 20% e tentar ‘xuchilar’ um segunda turno hein..
    Essa nova alternativa pode ser interessante e bagunçaria um pouco o cenário.
    Tá na hora da mulherada invadir mesmo. Tudo menos o Drauzio, digo, o Serra.

    Gostei da ótica inicial do seu texto. Só acho que poderias ter se apronfundado um pouco mais. Na minha opinião, principalmente quando se trata de uma coluna, dá pra você se posicionar um pouco mais sem ser chata ou partidária. O jornalismo político é muito sem sal no Brasil, justamente porque neguinho fica disfarçando e se escondendo atrás de uma neutralidade que não “EQsiste”. rsrsrs

    abraços.
    Guilherme

  3. Marcos disse:

    Achei seu texto ótimo, informativo e sem puxar a sardinha pra ninguém. Ajuda as pessoas a fazerem o que devem, que é pensar por conta própria. Nada de puxar a sardinha pra ninguém.

    No mais, cuidado com essa Marina Silva, de santa só tem a cara.

    Heloísa Helena = Éneas Carneiro

  4. Um Argentino disse:

    Querida Plumifera, antes que nada espero que meu comentário seja publicado.
    Veja, acho que se tu mexe com política tem que discutir política e justamente o botox na cara não é política, como posso acreditar numa pseudo jornalista que fica denegrindo as pessoas, Cristina Fernandez não fecho nenhum jornal, o tu já viu um jornal fechado na minha querida pátria Argentina? Tu conheces Argentina? Pois te convido a conhecê-la, também te convido a que pegues uns jornais argentinos pela web, pra tu ver se é verdade o que tu disseste (convido a todos os leitores também). Pra concluir é bom saber que tu apóias uma lei da ditadura argentina àquela que levo 30.000 argentinos e estrangeiros à morte, já que a lei que tu tentas criticar é a “(Ley 22.285) que levava as firmas do ex ditador Jorge Videla, o ex ministro de Economia José Martínez de Hoz e do ex ministro do Interior Albano Harguindeguy” que é a lei dos meios, esse grande fato que teu jornal preferido ZERO HORA esqueceu de contar. Te agradeço por teus minutos e novamente (faço questão) de que confiras esses sites. Obrigado e que saibas que se queres falar da Argentina, sempre terá um Argentino a Defendê-la.

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