Natasha Costa
Estudante do Curso de Realização Audiovisual
Quando lemos, deixamos de ser nós mesmos e passamos a fazer parte daquilo. Formadores de opinião, pensadores e filósofos, entre outros, deixaram suas impressões sobre o mundo em livros. De histórias fictícias a relatos de uma realidade, construímos nossas próprias opiniões, muitas vezes baseadas nas obras de grandes personalidades como, por exemplo, Karl Marx e Friedrich Engels.
Algumas pessoas não tiveram medo de abrir suas trágicas vidas para que outras não cometessem, talvez, os mesmos erros. Um bom exemplo para isto foi o da adolescente alemã que consegui fama mundial ao contar em um livro como entrou no mundo das drogas e da prostituição. “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída” foi um alerta para milhões de pais sobre o terrível problema que é o consumo das drogas e as suas consequências.
George Orwell, com uma doença degenerativa e com pouco tempo de vida, deixou suas impressões sobre o mundo através do romance ficcional “1984″. Orwell, ao imaginar uma sociedade futurista, não poderia prever o quão a sociedade se pareceria com o livro, mais de 50 anos depois. Uma história que causa espanto e põe para pensar qualquer um que se atreva a entrar na sociedade de Winston Smith: totalmente vigiada por câmeras. O que 50 anos atrás parecia um absurdo, hoje em dia é uma realidade.
Autores, antes de registrar suas ideias para o mundo, foram como muitos de nós: leitores. Fizeram com que a palavra de outros despertassem neles mesmos dúvidas, certezas, curiosidades ou indignações. O suficiente para questionar o que lhes cerca e perceber que talvez nem tudo seja como pareça ser. De personagens reais como Napoleão até uma menina chamada Alice e seu País das Maravilhas, a leitura passa a ser parte do ser humano. E ler é um ato de necessidade.
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7 de Julho de 2009 às 3:45 pm
Perfeito! Excelente o texto!