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  • O desespero do mercado

    Natasha Costa
    Estudante do Curso de Realização Audiovisual

    A publicidade surgiu como meio de propagação de marcas entre a sociedade. Com o decorrer dos anos, desenvolveu os mais diversos meios para essa propagação, sempre em parceria com as novas tecnologias e acompanhando as mudanças sociológicas da população. É quase impossível ignorar a propaganda em nossas vidas atualmente. Somos bombardeados pela publicidade excessiva e estamos cercados de estímulos para consumir cada vez mais coisas que talvez nem precisássemos. O que vestir, o que comer, aonde ir, o que comprar ou como se comportar.

    Todo mundo já passou pela seguinte situação: estar assistindo televisão e, de repente, ser surpreendido pelas propagandas. Sabemos que a programação de TV é interrompida por patrocinadores, e isso é uma coisa normal. Só não é normal quando a programação é interrompida por quatro, cinco ou até mais minutos de propaganda. Certos canais chegam a repetir o mesmo anúncio. Entende-se o fato de muitos canais de televisão abrirem espaço para a publicidade, pois o dinheiro que as empresas pagam para transmissão dos anúncios é um ganho direto do canal. Isso quando a publicidade não invade diretamente os programas com pequenos anúncios em cantos da tela durante o filme, por exemplo, ou então uma apresentadora de televisão entrevistando um convidado: ela para a entrevista e entra alguém com o intuito de vender algo, anuncia, assim, o produto, os preços e, ao mesmo tempo, interage com a apresentadora.

    Estimulados a comprar desde cedo, os novos alvos da publicidade são os consumidores mais jovens. Não somente os adolescentes, na nostalgia de suas juventudes (?), agora os alvos são as crianças. O chamado ‘capitalismo selvagem’ é isso, induzir o consumidor a comprar cada vez mais, sem escrúpulos, satisfazendo um desejo que não é necessário para a sobrevivência, aproveitando-se da inocência e da falta de senso crítico de milhares de crianças.

    Dizer que toda publicidade é ruim é fazer uma afirmação errada. Muitos anúncios se tornaram parte da chamada ‘cultura pop’. Pode-se estudar uma época por meio da publicidade, e também se pode fazer o bem, alertar a sociedade sobre algo que está acontecendo e precisa de mudanças. O espaço ocupado pela publicidade não é de todo ruim, mas está tomando proporções exageradas e não agradando a todos. A insistência não é sempre a melhor maneira de conseguir algo.

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    23 de Julho de 2009 às 5:45 pm

    1 Comentário para “O desespero do mercado”

    1. Deise diz:

      Achei seu texto perfeito!Parabéns.

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