Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012
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  • O Gado Franqueiro na Expointer 2010

    Pietra Luah Reis
    Estudante de Jornalismo Unisinos.

    Eliseu Pereira Lopes com Chimbo, um exemplar do gado Franqueiro

    Dentre os inúmeros tipos de gado que estão expostos na 33ª Expointer está o gado Franqueiro. Muitos visitantes nem imaginam que esta raça brasileira está em extinção. Aqui no Rio Grande do Sul existem apenas 400 cabeças do gado Franqueiro e, no resto do país, estão espalhadas mais 600.

    Em dezembro de 2006 os pequenos proprietários de terra que criam o boi selvagem se uniram em uma associação para preservar a espécie. A Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Franqueiros (ABCBF) levou para a Expointer 2010 dezenove cabeças do gado.

    A criação e preservação do gado Franqueiro é praticamente uma tradição familiar para Eliseu Pereira Lopes, 25 anos, que relembra histórias que seu avô contava do animal que, originalmente, é selvagem e arisco. O garoto faz parte da associação e junto com outros parceiros era responsável pelo cuidado dos animais expostos no pavilhão dos Gados de Corte:

    - O gado Franqueiro é um gado de corte, tem uma carne muito boa, mas como está em extinção não se mata mais – explica.

    Eliseu também ressalta que o risco de acabar com a espécie começou em função do interesse comercial que algumas pessoas tem nas guampas e no couro do animal.

    A ABCBF luta para poder realizar inseminações artificiais para aumentar o número de animais da raça Franqueiro. Hoje eles não recebem nenhum tipo de incentivo para realizar este projeto e como é um processo muito caro, mesmo unidos, os criadores não têm verba suficiente. Eliseu lembra que a preservação desta raça ajuda inclusive as outras, pois a genética do gado selvagem é mais resistente do que a das demais e pode servir como fonte de cruzamento.

    O jovem criador é de São José dos Ausentes e conta que naquela região eles têm alguns problemas com o IBAMA. O instituto quer transformar a maior parte da região em área de preservação ambiental, o que acaba aumentando o número de animais que prejudicam os bois:

    - Eles levam as cobras, até de outros lugares para lá, e elas querem mamar nas tetas das vacas e isso traz doenças. Além disso, aparecem urubus que arrancam os olhos dos bezerros para eles morrerem – explica.

    Eliseu diz que é a favor da área de preservação ambiental, mas que deve ter um limite de distância das propriedades, para não prejudicar mais ainda a espécie Franqueira.

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    1 de Setembro de 2010 às 6:36 pm

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