Sexta-feira, 18 de Maio de 2012
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  • O rolo da escada rolante

    André Seewald

    Estagiário de Jornalismo

    “Pagamos por um serviço que não recebemos”. Essa reclamação é constante nas Estações Unisinos e São Leopoldo da Trensurb, em função das escadas rolantes que estão “em manutenção” há bastante tempo. A solução do problema ainda depende de uma decisão na justiça – não há nenhum prazo previsto.

    Escada rolante da Estação Unisinos está parada há três meses

    Há cerca de três meses, encontrar as escadas rolantes paralisadas e com um aviso de manutenção se tornou parte da rotina dos estudantes e professores da Unisinos. Quem utiliza o transporte diariamente reclama. “Trabalho na estação e acho um absurdo. Os técnicos vêm aqui, arrumam as escadas e elas funcionam por dois ou três dias e depois estraga de novo. Eu fico subindo e descendo as escadas durante todo dia, mas o pior é para as pessoas de idade”, comenta Adão Rodrigues, dono de uma das lojas da Estação Unisinos.

    Segundo a Trensurb, a contratação para a substituição das escadas rolantes das Estações Unisinos e São Leopoldo encontra-se em litígio judicial entre duas empresas. Quando o contrato com a responsável pela manutenção das escadas venceu, outras firmas entraram na disputa para assumir o serviço. As duas primeiras colocadas agora brigam na justiça para decidir qual delas ficará encarregada da manutenção e troca dos equipamentos defeituosos.

    O gerente de Comunicação Integrada da Trensurb, Jânio Mendes Ayres, alega que a empresa “não tem medido esforços” para sanar a questão judicial e regularizar o andamento contratual: “Enquanto a justiça não tomar nenhuma decisão, o serviço das escadas rolantes continuará prejudicado. Não podemos dar um prazo para que sejam consertadas ou trocadas. Está nas mãos da justiça”.

    Enquanto a situação não for resolvida, a insatisfação dos usuários continua. “O serviço está incluso no valor que pagamos e facilita a vida de quem pega o trem. Mas há meses as escadas não funcionam e nada é feito. É uma baderna”, reclama Antônio Brazeiro, que utiliza o transporte todos os fins de semana. A dona de casa Maria Estela Lara comenta que o problema das escadas rolantes afeta principalmente os idosos: “Estou esperando minha mãe, que tem dificuldades para caminhar e, sem as escadas rolantes, sofre bastante”.

    Investimentos

    A Trensurb informa que contratou serviços de reforma em 19 equipamentos e de substituição de seis escadas rolantes, totalizando um valor de R$ 9 milhões. Desse valor, R$ 5,5 milhões serão destinados para a manutenção e reforma das escadas rolantes do trecho entre o Mercado Público, no centro de Porto Alegre, e Sapucaia do Sul. Outros R$ 3,9 milhões irão para a substituição das escadas rolantes das Estações Unisinos e São Leopoldo.

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    7 de Maio de 2010 às 6:17 pm

    3 Comentários para “O rolo da escada rolante”

    1. Alexandre Rodrigues diz:

      E o ministério das cidades não toma nenhuma providência? Mais uma vez a incompetência boceja pelos cantos.

    2. Mila diz:

      A escadaria da estação Unisinos é grande, exige certo esforço até de quem é jovem. Eu chego no meio da tarde para ir até a unisinos e sempre; sempre encontro idosos subindo aquele monte de degraus. Eles sobem um pouquinho, param, sobem mais um pouquinho, param de novo. É uma judiação com os velhinhos. Dá raiva de ver.

    3. Isadora diz:

      O pior foi semana passada na estação S. Leopoldo: além das já tradicionais escadas paradas, o elevador também estava “em manutenção”. E eu me perguntando: como fazem idosos, deficientes físicos, cadeirantes, mães com carrinhos…?

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