Larissa de Oliveira
Estagiária de Jornalismo
Este final de semana pude conferir Frost/Nixon, um dos grandes filmes da temporada. Mesmo tendo concorrido a cinco Oscar, o que pode se chamar de uma continuação de Todos os Homens do Presidente não levou nenhum dos prêmios. Não sei dizer se foi injustiça, pois ainda não vi os filmes vencedores, mas com certeza posso afirmar que Frost/Nixon merece atenção. Principalmente dos estudantes de jornalismo.
Se Todos os Homens do Presidente mostra como o jornalismo investigativo dos repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward, do Washington Post, conseguiu revelar os meandros do esquema de corrupção mais famoso dos EUA, o Watergate, Frost/Nixon prova o poder da comunicação massiva e o valor de uma imagem registrada na televisão.
Vamos a uma pequena sinopse. David Frost é um apresentador de programas de auditório, um tipo de Faustão da época. É um boa-vida, um colunável e, pra piorar, é britânico. Resumindo, o cara não tinha credibilidade jornalística alguma.
Ricard Nixon não conseguiu sair ileso do caso Watergate. Com a imagem mais suja do que poleiro, renunciou à presidência sem, contudo, assumir culpa no esquema. E sonhava em voltar para a vida política escrevendo seu livro de memórias.
Apesar da aparente incapacidade reflexiva do apresentador, a série de entrevistas realizadas em 1977 com o rechaçado ex-presidente – três anos após a renúncia – ganhou caráter histórico, e por um único motivo, que é dado logo no início do filme: Frost entende de TV. E vê o potencial comercial de entrevistar Nixon assim que assiste ao seu discurso final. Sabiamente, contrata uma equipe de especialistas em Nixon e banca de seu próprio bolso a produção que ninguém quis bancar.
Nixon, que quer se promover à custa do apresentador e aceita a proposta pela bagatela de US$ 600 mil, é retratado com uma prepotência única e com uma ganância que não só o derrubou como o levou ao fundo do poço.
E é nessa batalha de egos que se desenvolve um filme analítico não só sobre a política americana e um de seus mais controversos personagens, mas sobre o mundo do showbunisses e da força midiática. Ver a transformação jornalística de Frost é curioso e intrigante. Um homem corajoso e fraco ao mesmo tempo, duelando com outro homem igualmente forte, mas abalado.
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9 de Março de 2009 às 7:18 pm
muito bem gurisada medonha achei voces hoje mas nunca é tarde voces sao a comunicaçao amanha