Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo
A febre do Orkut no Brasil foi justificada por muitos pela linguagem simples acessível da plataforma. O Facebook, líder em países como os Estados Unidos, nem cheirava entre os brasucas, pela sua complexidade e blábláblá, até que… Boom!
Segundo o site de americano Sky News, a rede social teve um grande apoio este ano. Trata-se de um aplicativo extremamente vicioso: o FarmVille, simulador de fazenda em tempo real, que trouxe nada mais nada menos do que 69 milhões de adeptos para a rede, superando o titã instantâneo, Twitter.
Até eu, caros leitores do Portal3, entrei nessa. Pra quem não conhece o jogo, você se inscreve e logo vira uma miniatura com um macacão quadriculado, característico de fazendeiros americanos. Você planta, colhe, constrói, decora seu espaço, cuida de animais, assim como um legítimo dono de latifúndio: sentadinho na cadeira. Seu espaço só pode ser expandido ser você tiver vizinhos, estratégia para que mais e mais pessoas se inscrevam nesta diversão campestre.
É interessante como estes aplicativos que simulam a vida humana atraem tanto os internautas e até quem não está dentro do mundo virtual. The Sims, jogo criado por Will Wright em 2000, atraiu milhares para frente dos monitores para fazer em clicks o que faziam na vida real. Trabalhar, cuidar da casa, se apaixonar. Tudo feito em segundos e por meio do mouse.
Os simuladores como Rock Band, Pump, Second Life fazem a cabeça de jovens e adultos do mundo todo por representarem rotinas já conhecidas dos jogadores, pequenos prazeres que a vida dá. Assusta pensar que alguns trocam estas experiências reais por teclas e monitores.
Talvez este seja um tema para TCC de Psicologia. Pesquisar os efeitos psicológicos destes simuladores seria uma boa pedida, ou seria um bom tema para o curso de Jogos Digitais, afinal é um jogo… Enfim, é intrigante, é curioso como isto se espalha entre nós. É viral.
Nenhum post relacionado.
5 de janeiro de 2010 às 4:06 pm
Jornalismo
Publicidade e Propaganda
Relações Públicas