Sexta-feira, 18 de Maio de 2012
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  • Onze bons coadjuvantes

    Andrei Andrade
    Estagiário de Jornalismo

    Quiz futebolístico: o que o volante argentino Guiñazu, o técnico Celso Roth e eu temos em comum? Deixo uma linha em branco para o leitor pensar.

    A resposta é que todos nós estaremos acompanhando a Libertadores 2009 somente pela televisão. Guiñazu por escolhas duvidosas na carreira (seu ex-time o Libertad, tem hoje a melhor campanha do torneio), Celso Roth por escolhas duvidosas no Gre-Nal do 3-6-1 e eu por não ter nascido boliviano, pois jogaria no Aurora fácil, fácil.

    Todos nós vimos um bom time de futebol contra o Aurora, dois dias após um Gre-Nal em que nada se viu do time de Roth. De Victor a Maxi López, o Grêmio entrou em campo com 11 bons jogadores. O problema: onze bons coadjuvantes. Substituindo qualquer um dos homens de frente por um craque fora de série, o time vai crescer indubitavelmente.

    Desde que acompanho a Libertadores, não vi um time brasileiro fazer a festa sem uma dupla de ataque indiscutível, daquelas que até a avó do torcedor sabe dizer, só de ouvir o narrador lá da cama: Paulo Nunes e Jardel (Grêmio campeão, 95), Donizete e Luisão (Vasco campeão, 98), Paulo Nunes e Oséas (Palmeiras campeão, 99), Luisão e Amoroso (São Paulo campeão, 05), Fernandão e Rafael Sóbis (Inter campeão, 06).

    Insistindo no ataque, vou contar em poucos nomes porque o Grêmio não vai ao Japão desde 95: Paulo Nunes, Zé Alcino, Rodrigo Graal e Dauri (97, fim de farra nas quartas), Guilherme, Clóvis, Maurílio, Zé Alcino (98, queda nas quartas), Rodrigo Fabri, Rodrigo Mendes, Grafite e Luisão (2002, queda nas semifinais), Luis Mário, Pitbull e Rodrigo Fabri, (2003, queda nas quartas, no centenário) 2007 (Tuta, Everton, Douglas e Amoroso, vice-campeão). Poucos dos citados deixaram saudades.

    Escalar o ataque do Grêmio hoje é como escolher salgadinho no balcão: hoje vou de Fandangos, amanhã vou de Doritos, depois de amanhã vou de Cheetos e depois de depois de amanhã vou de Fandangos de novo. Deveria ser como escolher camisinha: é só Jontex. Ontem López mostrou que pode ser a primeira figurinha carimbada do ataque tricolor. Mas pra saber se Herrera, Jonas ou Alex Mineiro podem formar com o argentino uma dupla de respeito, só com treino e repetição.

    Herrera é, sem dúvida, o que pode evoluir mais, e Renato Gaúcho é o cara pra fazê-lo jogar o que sabe. Mas que a direção esteja atenta ao mercado é imprescindível.

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    8 de Abril de 2009 às 5:48 pm

    6 Comentários para “Onze bons coadjuvantes”

    1. Diego diz:

      Maxi Jontex!!!

    2. Juliana de Brito diz:

      Ótimas colocações, Andrei.

      Dos mais recentes, tu esqueceu do Marcel. Mas prefiro nem reler aquele parágrafo.

      Concordo que Herrera pode evoluir. Técnicamente, ele não está bem. Mas pela entrega, já está agradando. Está evidente que precisamos de mais atacantes. Prova disso é que na terça o que tínhamos de mais ofensivo no banco era Orteman. Vê se pode!!!

    3. Henrique Machado diz:

      PENSO QUE O AUTUORI É UM NOME MELHOR QUE RENATO. TALVEZ SE INICIÁSSEMOS O ANO COM PORTALUPPI DESSE CERTO MAS COM O BARCO ANDANDO O MELHOR É O AUTUORI. PARABÉNS PELA COLUNA!

    4. Fabio diz:

      Apesar do gremismo, o texto é interessante..

      parabens..

    5. Taís diz:

      Cheguei atrasada no teu texto, mas ainda concordo com as tuas colocações… o Jonas comprovou no jogo de ontem que não tem a menor condição de ser a dupla de ataque ideal para Maxi (este sim, mostrando que tem, pelo menos, qualidade). A falta de pontaria do Jonas já caiu na piada… e tenho minhas dúvidas quanto a Alex Mineiro e Herrera. Já Portaluppi, se não for o melhor taticamente (e de fato não é), pelo menos seria uma boa estratégia de marketing para o Grêmio, que está precisando aumentar a autoestima da torcida e do clube. Um investimento ao estilo Ronaldo Fenômeno no Corinthians, guardadas as proporções… falei demais! Continua escrevendo ;)

    6. Conrado Old. diz:

      Não acredito que eu, colorado estou dizendo isso…
      Mas esse “barbie man” desencantou, o que para muitos colorados não é uma boa…
      Espero que depois de sair dessa chave fácil, vocês comecem a pegar times de peso, talvez algo parecido com o colorado.
      =D
      Ótimo texto !

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