Belisa Lazzarotto
Estagiária de Jornalismo
No último domingo, 29, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) anunciou uma proposta de restrições para a publicidade de alimentos e bebidas – principalmente as supercalóricas e de baixo valor nutricional – cujo alvo são as crianças.
Além disso, a OPAS quer criar políticas que controlem marcas e alimentos “disfarçados” de conteúdo educativo por meio de apresentações teatrais e palestras. “Chegou a hora de fazermos alguma coisa”, alertou a consultora da organização Corinna Hawkes.
A professora de Comunicação da Unisinos Thaís Furtado, doutora com a tese O Jornalismo Infantil e o Desejo de Consumo: O discurso da revista Recreio, acredita que deve haver regras: “É comprovado que a obesidade infantil tem ligação com a publicidade”.
Segundo ela, no entanto, não se pode culpar só a propaganda pelo problema: “Tem toda uma estrutura social que configura isso”. As crianças ficarem muito tempo na frente da televisão, por exemplo, é um dos fatores que possibilitam a falta de exercícios físicos e de uma alimentação saudável.
Thaís aponta, portanto, uma alternativa: “Os pais deveriam assistir TV com os pequenos, porque, assim, criariam senso crítico neles.” Os responsáveis devem educar para que nem tudo seja aceito pelas crianças: “Elas não são tão passivas quanto imaginamos”.
3 de Maio de 2012 às 4:00 pm