Terça-feira, 07 de Setembro de 2010
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Para Lembrar Esse Amor…

Lucas Barroso
Estudante de Jornalismo

À Marília dedico estes textos

O mundo está aí fora. As coisas acontecem. Por motivos que nos fogem. Por forças que nos transcendem. Tem de acontecer, simplesmente. E os seus olhos percebem. E seus olhos fingem que não percebem. Mas, hoje, não há noticiários. Hoje, ninguém nasceu. Nesse dia, belo como qualquer outro, ninguém morreu. O jornal diário é esta folha em branco. E nossa vida é tudo que temos. E tudo que queremos ter. Lucas e Marília. Para esta história que ultrapassa a importância dos dias. Para esse amor… Nós.

Dias

Texto inspirado na canção homônima de Dado Villa Lobos

É uma frase que fica. Um tic-tac no cabelo. Um jeito de dormir e ronronar. Uma ofensa estúpida. Uma desculpa esfarrapada. E eu nem sei mais se é do vinho, ou, talvez, da vida. Mas eu fico assim… Sufocado, tossindo, querendo pôr tudo para fora. Despejar tudo que disse sobre o amor e sobre amar. Tudo que não disse e tentei evitar. Sou um poço de saudades. Não recebo moedas, nem desejos secretos. Acumulo dias fora do páreo. Dias azarados. Dias que estampam calendários. Dias que não voltam. Dias que não ficam. Dias perdidos até da mais longínqua memória. Eu sei que a frase fica. Eu sei que a vida escapa e se esfarela por segundos… Mas entre tantos, que sorte a nossa! Tantas paixões. Tantos destinos. Alguma coisa ficará disso tudo. Um resto de filme para lembrar que certos dias têm cara de vida inteira. Que esses dias valem a pena. Que esses dias são únicos. Que esses dias são difíceis de se repetir e sonhar… E o que mais posso querer, se não lutar por esses dias?

11 y 6

Texto inspirado na canção homônima de Fito Paez

Sentou e perguntou se estava bem.

É quando nos vemos por casualidade… Uns baixos acordes de piano. Uma canção que aos poucos cresce e nos consome. Enfim, chegou o dia em que cansamos de caminhar. Estamos sós. Rosas pela paz. Não importa nada mais. É tudo, tudo, tudo, por um beijo. Não sei por que a coincidência não queria nunca mais nos encontrar.

Chega à janela nas pontas dos pés. Não mais caminha por torrentes. Olha a rua. Olha todos. Olha os solitários. Olha a cama e ri. A alma repousa. A alma não diz, e nunca dirá, nada. Pois ela repousa. Não repousa de um cansaço. Repousa de um curso. Repousa por que está satisfeita. Então, as portas se abrem. E a casa fica com seus móveis…

A melhor coisa é não se sentir esquecido nesse mundo. Esquecimento é desamor. Por isso lembramos. Por isso insistimos em esconder e contar nossa história. Há mais que um amor escondido nesse centro. Há tudo que não perdemos. Há tudo que a sorte insistiu, e insiste, em mostrar. É tudo, tudo, tudo, por esse recomeço.

Agora, voltemos a caminhar.

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26 de março de 2008 às 6:18 pm

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