Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012

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Publicidade no Brasil não percebe a força da internet

Natacha Kötz
Estagiária de Jornalismo

O encontro entre comunicadores internautas que ocorreu nesta quinta-feira, 12, em São Paulo, chegou a uma conclusão: a publicidade brasileira ainda não se deu conta do potencial da internet.

Promovido pelo Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil) para homenagear os 15 anos da web no país, o bate-papo reuniu jornalistas que debateram temas relacionados à velocidade da informação, que acabou migrando para as possibilidades, muitas vezes não percebidas, da internet.

O evento teve moderação de Juca Kfouri e a presença dos jornalistas Marcelo Tas, Fernando Rodrigues, Bob Fernandes e Erika Palomino.

Marcelo Tas, apresentador do programa Custe o que custar (CQC), da Band, comentou o fato de o seu programa ainda não utilizar a web para vender espaços publicitários. A atração tem 11 slots (cotas de patrocínio) preenchidos na TV, além da fila de espera de marcas que gostariam de estar patrocinando o programa. O espaço disponível no site do programa CQC é bastante amplo, mas por enquanto há um único anunciante. “Por que a publicidade está demorando tanto para entender que a coisa não está mudando? Ela já mudou”, questionou Tas (conforme depoimento reproduzido pelo site AdNews).

O professor do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos Sérgio Trein concorda com o dado conclusivo do evento: “A grande massa brasileira ainda não tem acesso à internet. As estatísticas apontam que a internet ainda está distante de bater outros meios”. Trein explica que a televisão é a grande favorita dos publicitários: “Antigamente o rádio era o principal alvo para publicidade. Hoje, ele foi superado pela TV. A publicidade, no geral, é melhor remunerada pela TV do que pela internet”.

Trein levanta uma questão importante que contribuiria para a baixa procura pela internet. “Quem é o grande usuário da internet atualmente?”, questiona. “Os jovens. Mas isso não quer dizer que eles que sejam os compradores. Geralmente são os pais que fazem essas compras e buscam pela publicidade.”

O evento também levantou a maneira como os anunciantes trabalham com internet no país. O autor do blog UOL Política, Fernando Rodrigues, disse acreditar que os modelos atuais podem não ser definitivos e lembrou que há poucos anos as pessoas duvidavam do sistema de pagamento por conteúdo: “Hoje isso é uma realidade” (conforme depoimento reproduzido pelo site AdNews). Ele também mencionou o movimento de grandes publicações como The New York Times: “A estrada correta é experimentar”.

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13 de Agosto de 2010 às 6:35 pm

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