Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012
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  • Quando um Jogo é Maior que A Vida

    Lucas Barroso
    Estudante de Jornalismo

    Quando Carlos Eugênio Simon apitou o fim da partida, todos, presentes no Beiro-Rio ou não, perceberam que o que ocorrera ali não morreria naquela tarde feia de 4 de maio de 2008. Bastava passar os olhos no placar: 8 a 1. Uma final de campeonato. Internacional de um lado, Juventude de outro. E a eternidade dos dias entre eles. No gramado, atletas que não morrerão em vida: Fernandão, Clemer, Nilmar, Guiñazu, Iarley… Eles, como os torcedores perplexos e amantes do esporte também não deixarão esse jogo preso às suas retinas. Essa partida seguirá. Por caminhos que a história ainda não sabe.

    Mas o que se viu foi uma vitória esmagadora de um time vestido de branco, todo branco, o Internacional. Sedento por algo mais que a vitória. Esse algo mais não era o título. Longe disso. O que o Internacional queria não era a simples taça. O Internacional, tal qual seus seguidores, queria o fim do Juventude. O Internacional queria enterrar a equipe de Caxias do Sul, ainda viva, respirando. Diante dos olhos do mundo. E foi o que se viu. Um enterro.

    A equipe, ordenada por Abelão, não cansou de humilhar seu algoz. A vergonha do Juventude, e de seus admiradores, ultrapassará o limite dos 90 minutos. Esse jogo, maior que a vida, ficará. Sabe-se lá onde. Para uns na memória, para outros no mais profundo dos pesadelos. Mas, decerto, permanecerá. Como a figura de uma batalha esmagadora onde os humilhados jamais serão exaltados.

    A Volta do Bobo no Futebol

    Um resultado que não existe mais no futebol, esse 8 a 1, entre Inter e Juventude. Parece coisa da década de 40. Ou mais para trás. Quando o futebol era um apaixonante esporte amador. Dizem que se amarrava cachorro com lingüiça. Hoje, não. Hoje, dizem, que não existe “bobo” no futebol. Mas, hoje, um dia após o título do Internacional, o futebol compreendeu, que, existe, sim, “bobo”. E todo o Estado sabe quem é esse “bobo”.

    Um Crime Hediondo

    Os jornais queriam que o Juventude morresse. Ou o próprio Internacional. Alguém teria de morrer, ontem. Sabe como é, dizem que os leitores gostam de sangue. E os jornais sempre oferecem o que os leitores querem. Bateram tanto na tecla da “touca”, cutucaram tanto o Internacional, que deu no que deu. Foi um crime hediondo que ocorreu no Beira-Rio. Quarenta mil testemunhas. No fim, todos pediram. E Clemer, sem dó, sorrindo, deu a punhalada final. O Juventude foi um dócil leão, estraçalhado na Arena Colorada!

    Uma Hipótese Para o caso Ronaldo

    Parece que toda essa confusão se deu, porque o Fenômeno acreditou que o traveco botaria só a cabecinha…

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    5 de Maio de 2008 às 5:30 pm

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