Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012
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  • Quase uma família

    Andrei Andrade
    Estudante de Jornalismo

    Quando abri o Portal3 na última sexta-feira e vi a chamada para os novos estagiários da AgexCOM, lembrei na hora da felicidade em que fiquei quando, após horas de apreensão, lá estava meu nome entre os selecionados. Pois é, um ano se passou. E o quanto aprendi nesse período é o que quero escrever,como uma espécie de “boas-vindas póstumas” aos novos estagiários, em especial os repórteres.

    Entrei no Portal3 totalmente cru em reportagem. Nem metido eu era. Gostava de crônica – ainda gosto –, e o espaço de opinião, com direito a foto no rodapé da página, me atraia mais do que qualquer outra coisa. Mas sabia que era a chance de aprender a ser repórter. Obviamente, falei tudo isso na dinâmica de grupo, repeti na entrevista com os chefes e, por algum motivo, deu certo.

    Talvez por pena de um estudante às vésperas da formatura e sem nenhuma experiência, meus superiores levaram a sério meu desejo de aprender a ser repórter. De apuração, redação e edição, o que estes professores sabem de Jornalismo não é brincadeira. E sinto que aprendi bastante. Como os novos estagiários irão aprender, se fizerem da passagem pela Agex uma experiência à altura do que ela se propõe.

    Fiz grandes amigos na redação, formamos um time unido, quase ao ponto da alienação, de ser o antimercado profissional, esse da competição, da rivalidade, da vaidade. Só não digo que formamos uma família porque nunca rolou um barraco sequer que caracterizasse uma. Vou passar a vida inteira puxando o saco do Portal, sem nenhuma culpa. Pode dar tudo errado na minha carreira, e mesmo assim, a lembrança será a melhor possível, pois foi um ano que deu certo.

    De reuniões de pautas, notícias, crônicas e reportagens, programas de rádio, pitacos nos vídeos, contato com as outras áreas da agência, sobrou o que há de melhor, que é a saudade disso tudo. Senti-me mais jornalista neste período do que em outros quatro anos de faculdade. E mais preparado para encarar a ingratidão do mercado. Vocês, novos repórteres, sairão assim também.

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    Andrei Andrade

    Estudante de Jornalismo

    Quando abri o Portal3 na última sexta-feira e vi a chamada para os novos

    estagiários da AgexCOM, lembrei na hora da felicidade em que fiquei quando,

    após horas de apreensão, lá estava meu nome entre os selecionados. Pois é,

    um ano se passou. E o quanto aprendi nesse período é o que quero escrever,

    como uma espécie de “boas-vindas póstumas” aos novos estagiários, em

    especial os repórteres.

    Entrei no Portal3 totalmente cru em reportagem. Nem metido eu era. Gostava

    de crônica – ainda gosto –, e o espaço de opinião, com direito a foto no

    rodapé da página, me atraia mais do que qualquer outra coisa. Mas sabia que

    era a chance de aprender a ser repórter. Obviamente, falei tudo isso na

    dinâmica de grupo, repeti na entrevista com os chefes e, por algum motivo,

    deu certo.

    Talvez por pena de um estudante às vésperas da formatura e sem nenhuma

    experiência, meus superiores levaram a sério meu desejo de aprender a ser

    repórter. De apuração, redação e edição, o que estes professores sabem de

    Jornalismo não é brincadeira. E sinto que aprendi bastante. Como os novos

    estagiários irão aprender, se fizerem da passagem pela Agex uma experiência

    à altura do que ela se propõe.

    Fiz grandes amigos na redação, formamos um time unido, quase ao ponto da

    alienação, de ser o antimercado profissional, esse da competição, da

    rivalidade, da vaidade. Só não digo que formamos uma família porque nunca

    rolou um barraco sequer que caracterizasse uma. Vou passar a vida inteira

    puxando o saco do Portal, sem nenhuma culpa. Pode dar tudo errado na minha

    carreira, e mesmo assim, a lembrança será a melhor possível, pois foi um ano

    que deu certo.

    De reuniões de pautas, notícias, crônicas e reportagens, programas de rádio,

    pitacos nos vídeos, contato com as outras áreas da agência, sobrou o que há

    de melhor, que é a saudade disso tudo. Senti-me mais jornalista neste

    período do que em outros quatro anos de faculdade. E mais preparado para

    encarar a ingratidão do mercado. Vocês, novos repórteres, sairão assim

    também.

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    29 de Março de 2010 às 5:39 pm

    1 Comentário para “Quase uma família”

    1. Lorena diz:

      Chorei…!

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