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  • Quem vai pagar pelo conteúdo online

    O The New York Times anunciou em nota oficial que a partir de 2011 vai cobrar pelo acesso ao seu conteúdo online.

    Natacha Kötz
    Estagiária de Jornalismo

    No sistema que será implantado, as pessoas poderão ler um determinado número de artigos gratuitamente por mês. Após ultrapassar esse limite, vão precisar pagar pelo conteúdo. Assinantes da versão impressa terão acesso livre.

    O jornal anuncia que o sistema tem como objetivo preservar a visitação dos leitores casuais, que caem no site por meio de uma pesquisa ou link, além de lucrar com os leitores fiéis.

    O que surpreende na decisão é que o jornal foi um dos primeiros a franquear totalmente seu conteúdo em setembro de 2007 na esperança de atrair mais leitores e anunciantes. A estratégia agora é outra. A expectativa é de que, num primeiro momento, os leitores mais assíduos e profissionais que dependem das informações publicadas no site façam a assinatura.

    Detalhes referentes ao valor e limite de page views mensais ainda não foram definidos. O NYT abriu um espaço em seu site para ouvir seus leitores.

    Para a professora de Jornalismo Online da Unisinos Cássia Zanon, essa questão está sempre em discussão. “Não existe um padrão sobre cobrar ou não cobrar pelo conteúdo. Não temos como saber se essa mudança vai dar certo ou não”. Cássia acredita que o próprio NYT não tenha muita certeza em relação a essa cobrança. “Se fosse confirmado que esse recurso daria certo, o jornal não ia esperar até 2011 para implantar essa medida”.

    Maioria não pagaria, aponta pequisa

    Pesquisa feita com consumidores norte-americanos de conteúdo online aponta que fazer os leitores pagarem por notícias seria um retrocesso. O relatório acompanhou hábitos de seis entre dez usuários que afirmam ler ao menos algumas notícias online no decorrer do dia.

    Segundo dados da pesquisa, três minutos e quatro segundos é o tempo médio gasto em uma visita a um site de notícias. Cerca de 35% dos consumidores de jornalismo online afirmam acessar diariamente seu site de notícias favorito. Desses, somente 19% alegam ter disposição para pagar pelo conteúdo.

    A análise aponta que 82% dos internautas trocariam seu site preferido por outro, caso houvesse cobrança.

    Ao todo, foram entrevistadas 2.259 pessoas de 28 de dezembro de 2009 a 19 de janeiro de 2010. A margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos.

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    17 de Março de 2010 às 5:49 pm

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