Erivaldo Júnior
Estudante de Jornalismo Unisinos
A bem-humorada rainha desta edição da Expointer, em Esteio, Jéssica Schuck Chollet, pretende seguir carreira de modelo, visto que o concurso abriu portas a outros trabalhos.
- Gostaria de seguir carreira. Até fui contatada pela Agência Super para fazer fotos.
Raysa Hermes, a segunda princesa, que define Jéssica como “elétrica e faladeira”, pretende fazer Faculdade de Farmácia, embora não descarte também modelar.
O concurso que elegeu a rainha e as princesas da Expointer 2010, no qual as meninas foram selecionadas, ocorreu no final de agosto, na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya, contando com 20 candidatas. Após, foi feita uma prova eliminatória de conhecimentos gerais sobre Esteio e o Parque de Exposições Assis Brasil. Também foram avaliados os quesitos beleza, simpatia e postura das candidatas. Após duas desistências, das 18 restantes, foram escolhidas três finalistas – as quais fazem parte desta reportagem. A corte recepciona os visitantes vestida a caráter e acompanha o prefeito Gilmar Rinaldi nos principais eventos da feira.
Jéssica Schuck Chollet tem 19 anos. Seu sobrenome Schuck (leia-se “xuki”) é de origem alemã; já o sobrenome do pai, Chollet (leia-se “cholê”) é francês. Jéssica tem 1,70m, 50kg e olhos verdes. A primeira princesa, Thainá Mello Tatsche, 14 anos, é estudante da 8ª série, tem 1,68m, 49kg e olhos castanhos. Raysa está com 16 anos e no 1° ano; tem 1,72m, 58kg e olhos verdes.
Inicio a conversa ressalvando que não pedirei Orkut nem MSN das meninas. Feito: consegui “quebrar o gelo”, fato este que foi decisivo para o bom andamento do bate-papo. Jéssica, talvez por ser a rainha – ou a mais velha -, toma a frente na entrevista; tal como uma abelha-RAINHA.
As soberanas moram e nasceram em Esteio, a exceção de Thainá que nasceu em Porto Alegre. Dizem que adoram a cidade e elegem, afora a Expointer, a Praça do Soldado como o cartão-postal predileto.
Elas afirmam que, apesar de serem bonitas e participarem do concurso, não são adeptas de dietas rigorosas, tanto que gostam de um bom churrasco. Dizem que, com a exposição, se alimentam em grande quantidade.
- Muita gente da feira oferece seus alimentos para nós provarmos – afirma Jéssica.
Quanto a exercícios físicos, a rainha fala que faz academia – interrompida em virtude dos compromissos com a Expointer. Já Raysa e Thainá não cumprem com rigor atividades esportivas, sendo que Raysa não malha há três meses.
Sobre animais, as estrelas da Expointer, as meninas não fogem do tradicional; admiram cachorros.
– Tenho a Belinha, uma poodle-toy – conta Raysa.
Thainá também tem uma poode-toy, de nome Bijú.
O livro que Raysa destaca é Marley e Eu, de John Grogan. Perguntei a elas se alguma já tinha lido O Pequeno Príncipe. Thainá responde, dizendo:
- Li um pouco, o início, mas desisti – diz, se classificando como preguiçosa.
Jéssica curte jornais, como Zero Hora e Destaque, este de Esteio mesmo. Musicalmente, elas afirmam que admiram (quase) todos os ritmos, que não há um predominante ao gosto delas; mas foram unânimes em dizer que Calypso é o que mais detestam em se tratando de música.
Na rivalidade Gre-Nal entre as meninas, há duas gremistas – Jéssica e Raysa – e uma colorada – Thainá. Elas nunca foram a um estádio assistir aos jogos, mas se dizem curiosas para conhecer. Perguntei a Jéssica se ela pretende fazer a “avalanche” quando for ao Olímpico. Ao que ela responde:
- Nem tanto; não exagera.
Domingo último, dia 29, foi o Dia Nacional de Combate ao Tabaco. Questionei as gurias sobre as impressões delas sobre o cigarro.
– Um lixo! – arremata Jéssica.
– Estraga a vida, literalmente – observa Thainá.
Jéssica ainda lembrou que sua mãe fumava, e que parou por causa dela.
- A fumaça me “atacava”, era horrível…
Raysa diz que na sua família quem fumava era seu tio.
Eleições 2010. As moças consideram o voto uma arma no combate a corrupção e outras mazelas políticas. Jéssica, já com a obrigatoriedade de participar da eleição, votou pela primeira vez aos 16 anos. Raysa votará pela primeira vez neste pleito; seu padrasto é vereador em Esteio. Já Thayná diz que pretende votar na próxima eleição, quando vai estar com 16 anos. Tanto Jéssica quanto Raysa já optaram por candidatos.
Sobre personalidades que admiram, Jéssica lembrou Sílvio Santos, que mesmo sem ser diplomado conquistou um império bilionário:
- Era um rapaz pobre e, do nada, conseguiu tudo isso que tem hoje; admiro a história de vida dele. Acho que se tu persistir e batalhar pode conquistar o que quiseres.
Raysa tem como referencial sua mãe, que é assistente social.
Na esteira do slogan da prefeitura de Esteio – “cidade mais humana”- questionei-as como as pessoas podem contribuir para um mundo mais humano. Jéssica pensa na coletividade:
- As pessoas devem pensar no próximo; se cada um fizer sua parte o mundo pode ser melhor.
Trouxe uma questão “pertinente” às gurias: Qual a opinião delas sobre a finitude humana em contraste com o infinito cósmico? …………. Silêncio sepulcral; quebrado por Thainá, que tasca:
- Tu ta falando de espíritos?!
Gargalhada Geral.
- Fala a nossa língua! – descontrai a rainha.
Um episódio marcante na vida de Jéssica foi ter participado de um desfile beneficente, como modelo.
– Uma empresa de cosméticos organizou o desfile e o dinheiro arrecadado foi para uma instituição de caridade; não ganhamos cachê, tudo foi feito de boa vontade. – conta.
Perguntei também à corte qual a maior herança que os pais deixaram para elas. Thainá arremata, na bucha:
- O respeito aos mais velhos.
– Os pais são nossos esteios – sentencia Jéssica, de maneira seriamente engraçada.
Agora, gurias, me respondam: “O que, de curioso, não pode faltar na bolsa de vocês – e que pode ser revelado pra gente, evidentemente?”
– Chapinha! – declara Thainá.
– Já eu sempre levo comigo Sorinan (descongestionante nasal) – revela Raysa.
“E do que vocês têm saudade?” Elas responderam de QUEM têm saudade:
– Do meu avô, que já se foi – se abre Jéssica.
– Do meu pai, que está em Santa Maria – lamenta-se Thainá.
Raysa sente falta de seu pai, já falecido.
E um recado para o mundo:
- Acho bacana a questão da paz, com relação a tudo, as pessoas, aos animais. – reflete Jéssica.
– Não devemos maltratar os animais – corrobora Raysa.
Resta-nos ficar na torcida para que estas simpáticas meninas reinem não só na Expointer, como também na vida pessoal e profissional daqui em diante.
Nenhum post relacionado.
1 de Setembro de 2010 às 5:56 pm