Maria Maurente
Estagiária de Jornalismo
A queda da exigência do diploma para exercício do Jornalismo será debatida no próximo dia 11, às 14h, no auditório do Sindicato dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro de Porto Alegre). A reunião extraordinária é promovida pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul. A direção e o departamento jurídico da entidade estarão presentes.
Profissionais, estudantes e coordenadores de cursos de Jornalismo de todo o Estado estão convidados a participar. A reunião pretende prestar esclarecimentos à classe e reunir propostas que serão apresentadas na reunião da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) no próximo dia 17, em São Paulo, com a presença de representantes dos 31 sindicatos de jornalistas do país.
José Nunes, presidente do sindicato gaúcho, diz que esta será uma reunião de mobilização. “Ainda esperamos o acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF) e um posicionamento do Ministério do Trabalho para sabermos como fica a questão da regulamentação da atividade profissional. Enquanto isso, queremos manter a categoria e a sociedade mobilizadas pela obrigatoriedade do diploma”, afirma.
Primeiras mudanças
O edital de abertura de concurso público para a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, exigia diploma de jornalista para candidatos à vaga de analista em Comunicação Social.
Em novo edital, publicado na última sexta-feira, 3, a informação foi retificada, abrindo inscrições para pessoas graduadas em qualquer área. Foi mantida a exigência de registro profissional da Delegacia Regional do Trabalho.
O concurso da Finep é o primeiro no país a modificar as regras para se adequar à decisão do STF. As datas do concurso também foram alteradas. As inscrições, que já haviam se encerrado no dia 23 de junho, estão reabertas até o próximo dia 14.
José Nunes acredita que a alteração do edital foi um equívoco por parte da Finep. “Se antes da decisão do STF era obrigatório, deveria continuar sendo, principalmente porque ainda não se sabe como funcionará o registro profissional”.
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6 de Julho de 2009 às 6:04 pm