Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
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Sábado vermelho

Andrei Andrade
Estagiário de jornalismo

Só o tempo dirá o quão traumático terá sido para um gremista estrear seu espaço de opinião no Portal 3 homenageando o clube rival. Menos mal que os grandes feitos colorados são sempre, com boa defasagem, conquistas já devidamente comemoradas por este tricolor. Foi assim com a Libertadores, com o mundial e agora com o centenário, a ser celebrado neste sábado, 4 de abril. É inegável que a partir desse argumento fico mais confortável para reverenciar as glórias vermelhas.

Paixão clubística à parte, o que se impõe no momento é reconhecer a gloriosa história do Sport Club Internacional e a invejável condição em que o clube chega ao seu centenário, projetando 120 mil sócios (qualquer outra projeção dessas no Brasil seria piada), com o grupo de jogadores mais valorizado do país e estádio entre os poucos pré-escolhidos para a Copa de 2014. Com tantos méritos, assistir à 50ª Libertadores pela televisão é mera marolinha.

Confesso ser daqueles gremistas que não se conformam com o gol do Gabiru, com o peru do Rogério Ceni ou com a atual reserva do Clemer. Árduo secador. Mas como não valorizar o título que deu ao Rio Grande número maior de títulos mundiais do que o ufanista futebol carioca? E a água no chope da imprensa paulista, em sua maioria, que insiste em marginalizar o futebol gaúcho? Não é engraçado ver o esforço que eles fazem para criar ídolos como Thiago Neves, Renato Augusto, Lulinha, enquanto Pato, Anderson e Lucas ganham o mundo naturalmente?

Meu avô foi um grande colorado, e só por isso a avó também foi. Minha mãe é fanática, de bandeira, chaveiro, cuia e bomba de chimarrão temáticas. Só saí gremista por culpa dos doces anos 90, do time do Felipão e do cromatismo dos meio-fios pintados de azul, preto e branco em Porto Alegre em 95. Mas hoje, às vésperas do centésimo 4 de abril vermelho, nada mais justo do que parabenizar o clube da minha amada família e de tantos amigos, de indispensáveis embates retóricos e das secações recíprocas.

Encerro esta homenagem deixando um bonito trecho do hino colorado, talvez o mais amigável, pela referência à cor sagrada dos gremistas, e o menos constrangedor para ser escrito por mãos tricolores:

“colorado de ases celeiro
teus astros cintilam num
céu sempre azul”

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3 de abril de 2009 às 4:07 pm

5 Comentários para “Sábado vermelho”

  1. Raquel disse:

    Meu querido colega Andrei. Eu sabia que irias te render à paixão colorada! hahahah

    Brincadeiras a parte, era disso que eu falava na nossa Reunião de Pauta hoje: que todos nós, amantes do futebol, saibamos reconhecer as glórias e respeitar as derrotas do time adversário. É dessa civilidade que precisamos.

    Parabéns pela opinião!!

  2. Zuara disse:

    Com o sangue azul que corre nas nossas veias, lamentei o tema, mas o texto está lindo!
    Um orgulhoso beijo da dinda Zuara.

  3. Angelo disse:

    Concordo com a tia Zuara!
    Mas o texto, de qualidade maior, não poderia ter sido encerrado de melhor maneira.
    Grande abraço!

  4. Diego disse:

    Sobre a qualidade do texto, dispensa comentários!
    E gostei de ver que, apesar dos elogios aos vermelhinhos, em momento algum deixou de falar do tricolor!

    obs: que fique bem claro que a ala colorada da família é minoria, né! hehe

  5. Fabio disse:

    hahah, boa…

    pior se tivesse que falar do grenal…

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