Sábado, 04 de Fevereiro de 2012
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    Andrei Andrade
    Estagiário de jornalismo

    Só o tempo dirá o quão traumático terá sido para um gremista estrear seu espaço de opinião no Portal 3 homenageando o clube rival. Menos mal que os grandes feitos colorados são sempre, com boa defasagem, conquistas já devidamente comemoradas por este tricolor. Foi assim com a Libertadores, com o mundial e agora com o centenário, a ser celebrado neste sábado, 4 de abril. É inegável que a partir desse argumento fico mais confortável para reverenciar as glórias vermelhas.

    Paixão clubística à parte, o que se impõe no momento é reconhecer a gloriosa história do Sport Club Internacional e a invejável condição em que o clube chega ao seu centenário, projetando 120 mil sócios (qualquer outra projeção dessas no Brasil seria piada), com o grupo de jogadores mais valorizado do país e estádio entre os poucos pré-escolhidos para a Copa de 2014. Com tantos méritos, assistir à 50ª Libertadores pela televisão é mera marolinha.

    Confesso ser daqueles gremistas que não se conformam com o gol do Gabiru, com o peru do Rogério Ceni ou com a atual reserva do Clemer. Árduo secador. Mas como não valorizar o título que deu ao Rio Grande número maior de títulos mundiais do que o ufanista futebol carioca? E a água no chope da imprensa paulista, em sua maioria, que insiste em marginalizar o futebol gaúcho? Não é engraçado ver o esforço que eles fazem para criar ídolos como Thiago Neves, Renato Augusto, Lulinha, enquanto Pato, Anderson e Lucas ganham o mundo naturalmente?

    Meu avô foi um grande colorado, e só por isso a avó também foi. Minha mãe é fanática, de bandeira, chaveiro, cuia e bomba de chimarrão temáticas. Só saí gremista por culpa dos doces anos 90, do time do Felipão e do cromatismo dos meio-fios pintados de azul, preto e branco em Porto Alegre em 95. Mas hoje, às vésperas do centésimo 4 de abril vermelho, nada mais justo do que parabenizar o clube da minha amada família e de tantos amigos, de indispensáveis embates retóricos e das secações recíprocas.

    Encerro esta homenagem deixando um bonito trecho do hino colorado, talvez o mais amigável, pela referência à cor sagrada dos gremistas, e o menos constrangedor para ser escrito por mãos tricolores:

    “colorado de ases celeiro
    teus astros cintilam num
    céu sempre azul”

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    3 de Abril de 2009 às 4:07 pm

    5 Comentários para “Sábado vermelho”

    1. Raquel diz:

      Meu querido colega Andrei. Eu sabia que irias te render à paixão colorada! hahahah

      Brincadeiras a parte, era disso que eu falava na nossa Reunião de Pauta hoje: que todos nós, amantes do futebol, saibamos reconhecer as glórias e respeitar as derrotas do time adversário. É dessa civilidade que precisamos.

      Parabéns pela opinião!!

    2. Zuara diz:

      Com o sangue azul que corre nas nossas veias, lamentei o tema, mas o texto está lindo!
      Um orgulhoso beijo da dinda Zuara.

    3. Angelo diz:

      Concordo com a tia Zuara!
      Mas o texto, de qualidade maior, não poderia ter sido encerrado de melhor maneira.
      Grande abraço!

    4. Diego diz:

      Sobre a qualidade do texto, dispensa comentários!
      E gostei de ver que, apesar dos elogios aos vermelhinhos, em momento algum deixou de falar do tricolor!

      obs: que fique bem claro que a ala colorada da família é minoria, né! hehe

    5. Fabio diz:

      hahah, boa…

      pior se tivesse que falar do grenal…

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