André Seewald
Estagiário de Jornalismo
Comecei a escrever essa opinião pensando em vários assuntos, me decidi por um. Tudo se encaminhava bem pra escrever sobre a saudade que tenho de quando estudava de manhã, almoçava com meus pais, assistia Chapolin e depois curtia a tarde livre. Uma época em que eu quase não tinha responsabilidades e ficava mais em casa. Pelo quarto parágrafo já não sabia mais como terminar.
O tempo que passou, passou, e ficar se lamentando, ainda por cima em um espaço público, é lamentável – com o perdão do trocadilho. Aí o motivo de não escrever sobre a saudade que tenho dos tempos de Chaves e Chapolin ao meio-dia. Achei melhor guardar pra mim, é cedo demais para isso.
Apesar de sentir falta dessa época, estou curtindo o momento que vivo agora. Universidade, trabalho, carteira de motorista, salário, um punhado de amigos que considero como irmãos e, em caso de emergência, a família na retaguarda.
Há pouco mais de dois anos na Unisinos e já conheci muita gente – meus amigos no Orkut praticamente duplicaram. E muitos dos que conheci são peças raras. São pessoas com quem me identifico e são parceiros pra qualquer tipo de indiada. E tenho me dado conta de que eles são tão importantes quanto qualquer disciplina. Fazem parte do processo, facilitam muito o período da graduação.
E não é apenas no recreio. Durante as aulas e o estágio também. Se não fosse por eles, talvez já tivesse enchido minha sacola e chutado tudo pro alto pra morar na casa da minha vó. Mas o contato com esse monte de pessoas diferentes, engraçadas, quietas, estranhas ou coloradas faz bem. A gente ouve opiniões diferentes, histórias diferentes, piadas diferentes, risadas diferentes. Cada um partilha um pouco de si.
A universidade nos dá o conhecimento e um rumo profissional. Mas os amigos dão uma razão muito maior para isso. Happy hour no Alemão, futebol no fim do expediente ou depois da aula, praia no fim de semana, festa na sexta-feira, cinema, etc. Nada disso valeria tanto a pena sem colegas de aula, de trabalho, conhecidos dos corredores e até alguns professores.
Muitos tomarão seus próprios caminhos e, provavelmente, não cruzarão mais o nosso. Mas de alguma forma, eles contribuíram, ou contribuirão, para o processo. Com certeza será uma satisfação encontrar alguns pelas redações mundo afora.
- As pessoas boas devem amar seus inimigos!
Seu Madruga
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10 de Março de 2010 às 7:17 pm
Ai que fofo!!! Certamente escreveu pensando na minha simpatia por ti!!! hahaha Parabéns pelo texto e compartilho de muitos argumentos, pq viver na Unisinos nos faz ver outro mundo! E o seu Madruga sempre tem razão! Por isso amo-te hehehehe
Parabéns pelo texto!
Meu que legal,muito verdade tudo isso,também tenho saudades,mas a vida está ai e temos mesmo é que seguir,sem se lamentar.ah e quanto ao Chaves ainda está lá no mesmo canal,em horário diferente apenas.heheh
Que massa ler isso de ti…
Espero que tenha contribuido para isso tudo, mas saiba que tu fostes com certeza!
=]
“Happy hour no Alemão, futebol no fim do expediente ou depois da aula, praia no fim de semana, festa na sexta-feira, cinema, etc. Nada disso valeria tanto a pena sem colegas de aula, de trabalho, conhecidos dos corredores e até alguns professores…de alguma forma, eles contribuíram, ou contribuirão, para o processo.”
Bem interessante, André! Texto bem legal
cm certeza vcs fazem parte disso sim
Eu também faço!!! Né, Seewald?? (diz que não pra tu ver). hehehe! adorei o texto, parabéns!
Bem colocado, mas apesar da nostalgia gosto do momento atual.
parangatirutiriricotiruahu