Gabriela Schuch
Estagiária de Jornalismo
ET de Varginha, Sinais, Chupa Cabras. Fazia tempo que criaturas atípicas julgadas de “outro mundo” não tomavam conta das primeiras páginas. As férias desse tipo de pauta acabaram na semana passada, quando jovens mataram a pedradas uma criatura bondosamente chamada pelos noticiários de “peculiar”.
Aliás, até que é um bom adjetivo, levando em consideração o quão manjado está o papo de “simpático”. Mas voltemos ao ponto que me leva a escrever sobre este assunto: os adolescentes apedrejaram a criaturinha até matar, e depois jogaram na água. O motivo? Ficaram assustadas com a aparência dela.
Veja bem, não foi porque houve ameaça, ataque feroz ou qualquer coisa do gênero. O tal “ET do Panamá” morreu por ser feio. Diante disso me pergunto: Imagina se matássemos tudo aquilo que desagrada nossos olhos?
Amostras de DNA ainda estão sendo estudadas para sabermos o que era de fato a tal criatura. Porém, seja ela um extraterrestre, uma preguiça sem pêlos ou uma aberração qualquer da natureza, a morte de um ser vivo pela sua aparência é injustificável.
É verdade que não ficou por isso mesmo. Os jovens tiveram que prestar satisfações sobre o ocorrido. Ainda assim, creio que nos vale a pena pensar sobre o senso de crueldade que está embutido quase que naturalmente em nós, humanos.
Acabamos nos dando conta sobre tal fato e refletindo somente ao ver índios queimados vivos por serem confundidos com mendigos ou coisa assim, quando, na verdade, está bem na nossa frente. Todos os dias.
A crueldade está tão comum que para muitos se tornou banal. E perante isso só me resta torcer para que apedrejar por feiúra não vire moda, também.
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22 de Setembro de 2009 às 5:16 pm
Se a moda pega… a Susan Boyle não estaria por aí gravando discos!
morriiiiii
A crueldade está tão comum que para muitos se tornou banal. E perante isso só me resta torcer para que apedrejar por feiúra não vire moda, também.[2]