Maria Maurente
Estagiária de Jornalismo
Sem explicação
Não mereceu nenhum destaque na mídia a queda do avião da companhia Air Yemenia, na madrugada do último dia 29, no Oceano Índico. Apenas uma adolescente de 14 anos sobreviveu, das 153 pessoas que estavam a bordo.
Aprendemos na faculdade de Jornalismo o que são os tais “critérios de noticiabilidade”. Um avião que cai perto da costa brasileira e tem brasileiros a bordo sem dúvida será mais noticiado do que uma aeronave que partiu de um lugar que poucos brasileiros sequer sabem precisar onde fica.
Mas fica até chato para a imprensa brasileira. Para a queda do avião da Air France, em 31 de maio, o circo foi armado. Com o “esfriamento” da notícia, os repórteres já estavam descansando de desastres aéreos quando chegou às redações uma notícia muito parecida com a anterior. Rearmar o circo? Não. Toda a “preocupação” com o futuro da aviação ficou de lado, e apenas umas notinhas sobre a tal Air Yemenia e o respectivo acidente saíram por aí.
Sem surpresas
Os marqueteiros responsáveis pelas campanhas dos candidatos a senadores nas eleições de 2010 não terão muitas dificuldades para traçar estratégias. Estarão todos prometendo uma limpeza geral no Senado, que anda pra lá de precisado de uma varredura completíssima.
Resta saber se toda a sujeira volta para baixo do tapete ou será, de uma vez por todas, jogada no ventilador. O que é fato é que promessas, como sempre, não faltarão. Estarão todos nas telas, nos outdoors, nas rádios, jurando que o que querem mesmo é arrumar a casa de vez.
Sem flautas
Os colorados tiveram que esperar até quinta-feira para ter um consolo depois de perder o título da Copa do Brasil para o Corinthians. Na quarta-feira, em pleno Beira-Rio, tomamos dois gols. Como no jogo de ida, em São Paulo, o placar tinha sido 2 x 0 para os paulistas, precisávamos fazer cinco para sair com a taça. Missão praticamente impossível. Aguerridamente, e contando com um certo “descanso” corintiano, conseguimos fazer dois. Não foi o suficiente e em plena casa colorada os paulistas comemoraram o título que os gaúchos tanto desejaram.
Os gremistas, no aguardo da decisão com o Cruzeiro pela vaga na final da Libertadores, deram lá sua flauteada na torcida colorada. Mas a vantagem do jogo de ida era mineira, de dois gols. Primeira coincidência. Na noite dessa quinta-feira, o placar no Olímpico ficou em 2 x 2. Não podia ser mais igual. Diferenças a parte, nessa sexta-feira ninguém flauteou ninguém. A dupla Gre-Nal chegou a um “empate técnico”, mesmo sem um confronto direto. Não deixa de ser um alívio para as duas torcidas.
Nenhum post relacionado.
3 de Julho de 2009 às 3:32 pm
Quase um mês…deve ser o frio a congelar tuas idéias…sempre tão boas, afinal.
Escreva,ok?