Marina Matias Corte
Estagiária de Jornalismo
No ambiente de trabalho, ser você mesmo pode fazer mal a sua carreira. Esse é um dos resultados de uma pesquisa das universidades Houston, dos Estados Unidos, e Greenwich, da Inglaterra, apresentada no encontro anual da Sociedade Britânica de Psicologia. O objetivo dos pesquisadores, que entrevistaram 533 pessoas, era medir o nível de autenticidade no serviço.
Os pesquisadores constataram que a maioria dos entrevistados não costuma expressar opiniões e sentimentos no trabalho e, às vezes, mente para impressionar ou agradar. Ao lado dos familiares e amigos, entretanto, a autenticidade aumenta.
Segundo a pesquisa, a sinceridade com o parceiro ou amigos traz satisfação e bem-estar, o que não acontece ao se manter a mesma postura no emprego. O interessante é que isso parece ir contra o que geralmente os livros de autoajuda, por exemplo, costumam aconselhar.
Para Nadege Lomando, professora do curso de Relações Públicas da Unisinos, o jogo de cintura é fundamental: “No ambiente de trabalho, é preciso ser autêntico e honesto, mas não se pode levar os problemas pessoais”, diz.
Quanto às mentirinhas para agradar e impressionar, Nadege alerta: “Tem que cuidar para não colocar a ambição na frente da ética”.
O Facebook e o Twitter, muitas vezes, são palco de atitudes pouco profissionais que acabam manchando a reputação do empregado com colegas e superiores. Para Nadege, a solução é adotar posturas separadas, uma pessoal, outra profissional. “Tenho um perfil para os amigos e familiares, e outro onde estão os diretores da Unisinos e colegas”, exemplifica.
E as festas da empresa? Para Nadege, nada muda: “Um gestor, por exemplo, representa a empresa onde quer que ele vá. Você pode beber um vinho em casa e encher a cara, mas na festa deve ser mantida a postura do ambiente de trabalho”.
25 de Abril de 2012 às 6:00 pm