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  • Não tem jeito, sigo de licença

    Andrei Andrade
    Estagiário de Jornalismo

    Sigo de licença e reclamando. Antes, o futebol. Agora, a música brasileira. Quero saber, afinal, por que não se fazem mais gênios como antigamente? Quando teremos um novo Chico, um novo Jorge Ben? Uma nova parceria histórica, como as de Tom e Vinicius, João Bosco e Aldir Blanc? Músicas perenes como Samba da Benção, Sampa, O bêbado e a Equilibrista? Em meio aos novos nomes deste cenário obscuro, fico a me perguntar: Teremos boa música popular brasileira novamente?

    Não quero viver resgatando o passado para ouvir bons artistas nacionais. Ano passado, a revista Bravo trazia em uma reportagem a nova geração da MPB, elencando os principais nomes da renovação. Citarei-os: Rômulo Fróes (compositor), Jonas Sá (letrista), Nina Becker (cantora) e Catatau (guitarrista). Se você não ouviu nenhum deles, não vou ser eu quem dirá para não o fazê-lo. Mas enquanto as promessas da nossa música forem essas, declaro que estou de licença. Não serei ouvinte dessa música. Tô fora.

    Não que seja ruim ou de mau gosto. Até não é. Mas é enjoativa, não gruda no ouvido. Como o livro que é bom até a 20ª página e perde o fôlego. A boa música brasileira é de outra ordem, é de saber de cor, é de parodiar de tanto que estão impregnadas em nossa cultura. Não pode ser uma música bonitinha na forma, mas esvaziada de conteúdo, como as que compõem a maioria dos novos nomes da MPB.

    A mídia não dá atenção aos novos talentos. Eles não dão valor à mídia. Longe da massa, tudo o que fazem é experimentação. Mas é uma música que é experimental só para ser experimental, não se quer chegar a nada. Do que tenho ouvido, poucos realmente me agradam: a cantora Céu, por exemplo, e o baterista e cantor Curumim. Com direito a link para o Myspace, recomendo ambos. Porque além de tudo, alguém tem que recomendar, pois a música popular brasileira hoje pode ser tudo, menos popular.

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    22 de Setembro de 2009 às 4:06 pm

    2 Comentários para “Não tem jeito, sigo de licença”

    1. Raquel diz:

      Não vou nem entrar na questão do que se define hoje como sendo “música brasileira”. Também sinto saudades desses tempos que não vivi, mas ouvi. Mas sobretudo, eu lamento o momento.

      (não vivo só de heavy metal! heheheh)

    2. Fumy Santana diz:

      Posso deixar uma sugestão?

      Vale a pena, pra quem tem acesso, escutar o Canal SAMBA DE RAIZ, da Sky. Rola muito boa música – a maioria antiga -, porém, de quando em vez entram novos nomes. Eu ainda acredito que a música popular deste país, mais do que nunca, precisa resgatar sua origem mulata e se inspirar no bom samba.

      Fica a dica.
      Parabéns pelo texto!

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